<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556</id><updated>2012-02-16T10:13:21.390-02:00</updated><title type='text'>A educação para além da barbárie</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-915874673442251883</id><published>2010-04-14T17:13:00.003-03:00</published><updated>2010-04-14T17:18:19.427-03:00</updated><title type='text'>Pós-greve e recomendação a um "jovem" professor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S8Yil-nD4oI/AAAAAAAAB1o/iCRkNURMMmg/s1600/macacos2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 258px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S8Yil-nD4oI/AAAAAAAAB1o/iCRkNURMMmg/s320/macacos2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460089634090640002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diante das enxurradas com leptospirose neoliberal, o “pensamento único”, embalado na assepsia do “politicamente correto”, procria uma ideologização pragmática e de indolor contágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que (ainda) torcem o nariz contra a eficácia das mobilizações dos atores sociais e o quanto isto (realmente) incomodam as elites dirigentes político-econômicas, creio que vale a pena refletir sobre uma “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;recomendação expressa&lt;/span&gt;” para "convencimento amigável" que foi dirigido "docemente" a minha pessoa nesta quarta-feira de 14 de abril de 2010:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Acho que o senhor não precisa de dinheiro, senão não faria greve... E greve é pra gente que vive de ideologia." &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;(Diretora de escola da rede pública de São Paulo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-915874673442251883?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/915874673442251883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=915874673442251883' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/915874673442251883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/915874673442251883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/04/pos-greve-e-recomendacao-um-jovem.html' title='Pós-greve e recomendação a um &quot;jovem&quot; professor'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S8Yil-nD4oI/AAAAAAAAB1o/iCRkNURMMmg/s72-c/macacos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-3094309352746281375</id><published>2010-04-13T20:42:00.002-03:00</published><updated>2010-04-13T20:55:27.140-03:00</updated><title type='text'>Um Elogio à Eutanásia: Greves, Servidão Docente e o Fim do Sindicalismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S8UD51BPmSI/AAAAAAAAB1g/5onZXz0-J-k/s1600/ThreeStooges-749496.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S8UD51BPmSI/AAAAAAAAB1g/5onZXz0-J-k/s320/ThreeStooges-749496.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459774415276316962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: left; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Que época terrível esta, onde idiotas dirigem cegos.” &lt;/strong&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;William  Shakespeare&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;1.    A tampa do caixão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última quinta-feira, 08 de abril, para quem esteve presente na fúnebre assembléia dos professores do ensino público de São Paulo, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, presenciou de forma estapafúrdia o fim de uma Era no sindicalismo tal como é conhecido hoje. O fiapo de credibilidade que a APEOESP, sindicato da categoria, ainda sustentava foi escoado para o ralo. Assim como deverá ser o destino de toda a trupe dirigente que representa um sindicalismo autista ligado de forma parasitária à moribunda APEOESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trinta dias de greve foram pulverizados em alguns minutos de puro deboche. O desrespeito sorrateiro e cínico com toda a massa de professores presentes na assembléia (e que bravamente ainda não havia sucumbido à vigorosa servidão que se abateu na categoria) não foi induzido pelo fascistóide do então governador José Serra ou seu amigo tucano, Paulo Renato, secretário de Educação. Nesta ocasião, saiu da própria direção da APEOESP o papel de algoz do movimento dos professores. A escandalosa falta de sensibilidade e desrespeito com toda a massa de professores ali presentes naquela assembléia se personificou na patética figura da presidente da APEOESP, Maria Izabel, ou simplesmente, Bebel. Em cima de um mini-carro de som, algumas figurinhas carimbadas da direção sindical, fazendo malabarismo para disputarem o microfone e discursar para seus grupos de apoio (num lírico eufemismo, os tais “coletivos”). O que se viu (e o filme não é novo) foi cada dirigente preocupado unicamente em agradar sua pequena platéia de bajuladores, enquanto toda a massa de professores ficava atônica diante das enxurradas de frases de chula retóricas e chavões carcomidos. Sem mais, nem menos, numa votação relâmpago, no meio do crivo de tantas falas ao estilo das cataratas do Iguaçu, a direção da APEOESP, decretou o fim da greve. Tão democrático e transparente quanto às práticas de Hitler, Stálin, Bush Filho ou Ahmadinejad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se o rolo compressor da máquina sindical. Feito isto, a presidente da APEOESP colocou uma pá de cal no movimento e como boa “patroa” que acredita ser, literalmente mandou todos os professores presentes naquela assembléia para a casa. Sim, sem exageros ou eufemismos recorrentes, como cães-sem-dono e com o rabo entre as pernas, centenas de professores ficaram perplexos diante da indiferença que a ação da diretoria sindical destinou aos presentes. E a agenda programada previamente para o ato: a caminhada pela Avenida Paulista até a Praça da República? Tudo foi subitamente abortado ao bel-prazer de meia-dúzia de “lideranças”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nada concreto, sem nenhum tostão garantido, sem nenhuma reivindicação atendida, sequer uma promessa de alguma coisa, toda a mobilização dos professores foi chutada como se fosse um cachorro morto. Todavia a direção sindical comemorava como se fosse uma “vitória” o término da greve. Paranóia ou manipulação? Eis a face do sindicalismo autista (ou para usar um chavão bem conhecido no meio sindical: o “peleguismo”) em tempos neoliberais. Descolados da realidade, tal casta dirigente usa e abusa de uma sofrida, alienada e servil classe docente para simplesmente desmoralizar ainda mais os movimentos voluntários dos que ainda acreditam na resistência contra os projetos neoliberais. Pior que as atitudes arrogantes de Serra e Paulo Renato, são os atos de uma direção sindical sem o menor pudor e compromisso com a realidade dos trabalhadores de sua categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2. Cabides de emprego. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao observar o caso da APEOESP, durante sucessivos anos, muitos de seus dirigentes sindicais ocuparam de forma feudalizada suas cadeiras em eleições tão transparentes quanto às cristalinas águas do rio Tietê. Com a credibilidade localizada na Fossa das Marianas e sem um mínimo de senso de realidade, tais figuras agem como aves de rapina que apenas vampirizam o erário público, pelas artérias da estrutura partidária ou sindical. A luta famélica nas entranhas do círculo sindical se transformou praticamente na perpetuação no poder de suas lideranças autistas e narcíseas.  Quanto aos trabalhadores, resta à orfandade de um sindicato burocrático, inchado, perdulário e feudalizado. Em verdade é bom dizer que a democracia sindical é um paradigma ainda a ser praticado com vigor assim como a “democracia” em muitos partidos e agremiações que se auto-rotulam de “esquerda”. Pior que o fascismo da direita é o cinismo de uma suposta esquerda fetichizada pelo poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmoronou o Muro de Berlim como arquétipo de um símbolo, mas não ruiu a mediocridade e os ranços totalitários dos grupos que se amiúdam em torno de laços supostamente “socialistas” e similares. No campo de propostas factíveis para a Educação, o fosso do aneurisma engloba a “esquerda” e “direita”, sem visão do presente ou lampejos para o futuro. Enquanto a direita se articula na macropolítica em torno dos interesses econômicos privados, a esquerda se corrói entre si por nacos fálicos de ilusório poder, o micropoder. Como no jardim da infância, brigam entre si por pequenos brinquedos e a ordem é a fragmentação de toda e qualquer unidade. No caso da APEOESP, há mais agremiações de coletivos do que times de futebol da segunda divisão do campeonato paulista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conta é simples: onde há falta de credibilidade, quanto maior é a fragmentação, maior é o rancor e ódio entre si. Logo, não era de estranhar a briga de socos e tapas entre membros de alguns coletivos que ocorreu após o abrupto encerramento da assembléia dos professores desta ultima quinta-feira. A indignação pelo resultado aliado aos desmandes do linchamento verbal entre os “coletivos” teria como subproduto o incitamento ao tumulto entre os descontentes com o rumo que a direção do sindicato tomou no movimento. Se houve perda de força e porosidade na construção do movimento, além das levas típicas do “peleguismo” (atado a um tom reacionário ou franca resignação), certamente é da direção da APEOESP toda a responsabilidade. A entidade na prática por nunca se interessou realmente em construir um novo modelo de articulação política entre os trabalhadores. Coube a APEOESP fazer a “fumaça” da greve e sobrar covardemente para as costas dos professores a responsabilidade pelo “esvaziamento” do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a direção que ocupa as cadeiras da direção da APEOESP, ter ou não greve, é apenas uma questão de ventos favoráveis aos mesquinhos interesses narcíseos. Quanto a situação dos professores “não instrumentalizados” nas disputas circenses dentro do sindicato, relegou-se ao último plano das preocupações desta casta dirigente. Aos professores cabe a responsabilidade de não se interessar em buscar seus próprios direitos trabalhistas e se contentar silenciosamente na servidão voluntária. A letargia é a estéril massa pastosa que rege o autismo sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. Desorientação e declínio vertiginoso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente o maior de todos os ativos políticos de consolidação da hegemonia neoliberal no Ocidente após a queda do muro de Berlim é a dispersão do chamado “pensamento único”, calcado na democracia eleitoral e o neoliberalismo. Entre o preto e o branco, predomina o martelo da cor cinza. Na política, a “esquerda” e a “direita” são antagonismos cada vez mais siameses. Neste ínterim, o movimento sindical perdeu vertiginosamente sua identidade e força política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varias são as explicações para o declínio do sindicalismo, seja pela incapacidade de articulação de suas lideranças para os “novos tempos”, seja pela resignação complacente dos seus membros. Para muitos sindicatos, como a APEOESP, a luta interna pelo poder na direção se tornou a maior preocupação de suas lideranças e dos diversos coletivos que abrem mão de buscar alternativas contra a desertificação do trabalho e se esforçam de maneira fratricida para destruírem uns aos outros. Logo, tais grupos e pessoas abusaram no uso maciço das lições de Maquiavel de uma maneira estritamente troglodita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na “fronteira” do movimento sindical, tramitam desde os xingamentos aos sopapos distribuídos às toneladas. O dialogo crítico e racionalizável cedeu espaço para a afronta gratuita e paranóias rocambolescas. Quem não veste a “camisa” para aderir a alguma corrente dentro da estrutura sindical, resta o insólito programa de ficar assistindo atônico à diplomacia atabalhoada bem ao estilo paspalhão de Moe, Curly e Larry. Em tese, uma consciente politização (não confundir com alienação partidária) é um valoroso instrumento para a articulação e fortalecimento das estruturas de qualquer organização social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas lutas frenéticas no útero sindical, como no caso da própria APEOESP, a fragmentação é o retrato mais contundente que faz da alienação pelo poder um poderoso combustível para a cegueira da realidade. Entre trabalhar com a responsabilidade perante seus membros e destruir um “coletivo” inimigo, o sujeito sindical abduzido pela senha alegórica do micropoder não hesitará em descarregar suas energias pela segunda opção. O resultado é a clamorosa desertificação do senso de realidade. Segue a simples lógica da cegueira imediatista nos tempos acinzentados do neoliberalismo: “na ausência de foco materializável, o ‘inimigo’ é o meu companheiro!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;4. Adeus aos constrangimentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Folha de S. Paulo” de 02 de abril, na coluna da experiente jornalista Mônica Bergamo, trouxe uma “entrevista” com a presidente da APEOESP, a Bebel. De prontidão, duas questões de imediato chamavam a atenção do leitor mais esclarecido: a “pose” do clique fotográfico que estampava a esfinge de Bebel que centralmente era o foco da página e a “entrevista” da mesma no caderno “Ilustrada” no meio da coluna social da Folha (e muito além de qualquer nuvem política na reportagem). Apoiador imediato do seu ex-colunista e candidato ao Planalto, José Serra, é curioso notar que a Folha foi um dos veículos da Big Mídia que mais se preocupou em dar o caráter “invisível” da greve dos professores. Em nome do “julgo jornalístico”, a Folha sem a menor cerimônia distorceu realidades, fatos e números de forma parcial e sorrateira induzindo ao leitor a vários equívocos. Portanto, por qual motivo a Folha daria espaço de “bandeja” para o movimento dos professores? E não deu! Antes de tudo, é importante destacar para o leitor que a tal “entrevista” não foi uma entrevista, mas uma reprodução de conversas da jornalista com a Bebel em “off” (ou seja, uma entrevista “indireta”). O lado “mulher” da presidente era o foco, com brilhantes contribuições para os assassinatos da língua portuguesa e do bom senso. Em sua coluna, Bergamo apresentou na sua coluna de socialite a presidente da APEOESP como uma vaidosa e fútil emergente do alpinismo social e sindical. Nada demais entre tantas bobagens estéreis ditas nestas colunas sociais, porém, quando se esta em jogo não é importantíssima falta de depilação nas “pernas peludas” descritas pela própria Bebel (!), mas o fiapo de credibilidade que ainda residia na APEOESP, e por extensão, que atinge a categoria docente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os constrangimentos de conceder matéria para a Folha não existe mais quando se atende aos mimos narcíseos da casta dirigente. De futilidade em futilidade, o que estava destilado numa “entrevista” bisonha é uma presidente de um sindicato que conduzia um movimento grevista sem o menor compromisso com o cargo que supostamente deveria dar mais valor ou credibilidade. A postura narcísea da presidente é que deu o tom da conversa à Bergamo. E quanto ao movimento dos professores, nenhuma palavra. Irônico é o título da matéria da “entrevista” de Bebel: “Greve: Bebel bota pra quebrar”. Em tom de irônica alusão da estúpida pancadaria promovida pela Polícia Militar contra os professores na assembléia de dias atrás, próximo do Palácio dos Bandeirantes. À boca pequena, alguns dos apoiadores de Babel tentaram justificar a “entrevista” à Folha como sendo uma “montagem”. Uma difícil defesa contra fatos tão verossímeis. No entanto, no próprio site oficial da entidade, no “Blog Palavra da Presidenta”, a entrevista de Bebel à Bergamo foi reproduzida na íntegra. Sem a menor contestação à matéria da “entrevista”, a direção da APEOESP deve acreditar que foi um fator “positivo” e a qual obteve alguns comentários de apoiadores eufóricos com a ascensão meteórica ao “showbizz” de sua “liderança maior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade da informação (e também de sua manipulação), o poder da imagem é um imprescindível ativo que tem o toque áureo de Midas. Para uma sociedade que aplaudiu alienada as “peruices” da aluna-ficção como Geyse Arruda no episódio farsesco da UNIBAN, por que não aplaudir uma vaidosa Bebel, a “líder” da APEOESP? Qualquer semelhança são apenas plumas e patês. A meteórica ascensão do anonimato ao estrelato midiático da futilidade. Ainda é interessante mencionar algumas outras performances da “líder” Bebel e seu show de horror particular à frente da APEOESP. Basta ler as “inteligentes” declarações da presidente na Big Mídia. Pura mixórdia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe uma alegoria à atuação da presidente da APEOESP. Como uma noiva deixada na porta do altar, a presidente no meio da greve vociferou uma série de patéticas frases-feitas contra a figura do (ex-?) governador José Serra, como se este fosse o surreal ex-noivo da presidente. Daí que a Big Mídia usou as desastradas falas de Bebel e taxou em seus jornalões a peça da “greve política”. Com uma presidente assim, quem precisa de inimigos? Comezinhos à parte, Bebel se personificou no que existe de mais fútil e estéril na política sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionam-se tantas bobagens nas praticas fascistas do “politicamente correto”, em tantos debates estéreis em questões de gênero, sexualidade ou étnico, que quaisquer críticas às praticas fanfarronas pelo micropoder é logo taxado de “preconceituosa”. Logo, uma “mulher” à frente do maior sindicato do Brasil poderia ser algo “positivo”, mas deve-se prender atenção para o olhar que suas práticas são tão deletérias que se torna apenas um fardo morto para a própria atuação do sindicato. Por que aplaudir tanta bobagem por parte de uma presidente de uma entidade significativa pelo simples fato de ser “mulher”? Não parece razoável esta defesa à perpetuação do autismo sindical. Sua renuncia em conluio com toda a direção atual da APEOESP é o melhor dos serviços que estas pessoas poderiam agregar positivamente ao movimento. Naturalmente, como não mais existe sequer o constrangimento desta elite do micropoder de ostentar a incompetência e a mediocridade, vão se tornando cada vez mais podres e inúteis as estruturas da ação sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O naufrágio do movimento sindical tenda a ampliar o fosso que separa a cabeça ávida de seus dirigentes pelo micropoder e a realidade propriamente dita. A atuação da direção da APEOESP além de desastrada foi omissa e politiqueira. Levou a mais um fracasso da categoria dentre tantos outros fracassos durante os terríveis anos dos tucanos na gestão da educação pública no Estado de São Paulo. Para piorar a situação, como a direção do sindicato fez de tudo para esvaziar o movimento dos professores, ficou para a sociedade o tom que Serra e Paulo Renato quiseram emplacar, ou seja, a galhofa da tal “greve política”. E pegou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jargão do sindicato, a “base” (ou seja, a massa de articulação com os trabalhadores), mesmo com seus limites de atuação, bem que tentou por osmose se esforçar para dar musculatura ao movimento que começou de forma tímida e um tanto precipitada. A direção da APEOESP, com uma postura mais interessada em fazer coro imediatista aos seus militantes de coletivos e produzir “fumaça” casuística, deixou de lado a construção da greve e sobreviveu de tom histriônico da retórica fútil do palanquismo. Logo, o sucesso da vitalidade da greve era tão previsível quanto à eficácia dos tratados de paz árabe-israelense promovidos por Washington. E como sempre, o governo Serra, com a experiência tucana do desmonte de movimentos populares, sabia disto e contava com a notória ineficiência disciplinar das cabeças politiqueiras e fanfarronas da direção da APEOESP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;5. Saldo da greve. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre derrotas e vitórias, o balanço global é estritamente negativo. O único fator positivo é a mobilização dos professores num momento de grande letargia da catogia. Um momento de desespero no bolso de uma multidão de docentes que se uniu às passeatas pela Avenida Paulista e Rua da Consolação e não necessariamente pelo viés da consciência política. Aliás, para uma classe que ostenta o “monopólio do saber”, a conscientização política na grande maioria do seu coletivo passa lá pelas fronteiras sul-africanas de Johanesburgo. É salutar compreender que no meio da hecatombe educacional do sistema público de São Paulo, milhares de professores deixaram temporariamente de lado seu cabresto voluntário e perfilaram nas ruas em prol de sua identidade perdida no leito oceânico do Atlântico. Muitos irão dizer que só trocaram o pó de giz na cara e pisaram no asfalto apenas por que seus salários terminam já no primeiro quartel do mês. Antes à indignação narcísea à resignação complacente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subtraindo os lampejos de resistência da classe docente, todo o resto foi lamentável! O que fica é a postura cínica, medíocre e covarde da direção da APEOESP; o escancaramento do fascismo direitista da Big Mídia; a postura arrogante e fascistóide do postulante ao Planalto, o (ex-?) governador José Serra; a indiferença do governo federal via MEC que nada fez para mediar o impasse nas negociações; exceto um ou outro nome, mais uma vez se notabilizou pelo desdém da classe política perante a Educação Pública e a crise educacional que se alojou em São Paulo. Aliás, é notório que a temática da Educação jamais foi prioridade em nenhum governo no Brasil. Enquanto se procura remendar os fracassados e fajutos projetos educacionais, a permanência do autismo sindical, a perpetuação de uma classe de professores-tarefeiros que é facilmente cooptada pela promiscua servidão voluntária, se torna praticamente impossível rascunhar uma nova agenda para fazer a imprescindível revolução na Educação pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;6. Eutanásia ou trevas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, é pertinente frisar que os professores que bravamente resistiram a um mês de luta, buscaram combater a resistência de muitos colegas resignados e ainda terão descontos dos dias parados religiosamente nos seus salários, é bom deixar claro: tais pessoas não são otários. A esmagadora maioria dos professores que entraram em greve real (e não apenas paralisações pontuais e casuísticas) não fez por amor a nenhuma mirrada elite política dos quadros da direção sindical. As razões de adesão à greve foram bem além do mero pragmatismo salarial. A APEOESP como entidade representante dos professores desmoralizou toda a categoria com uma assembléia farsesca que sequer cumpriu minimamente a agenda prometida no ato do dia 08 de abril. Pertinente relatar o esforço hercúleo de uma massa expressiva de professores que saíram de suas cidades do vasto interior paulista para engrossar o movimento das assembléias e passeatas na capital. Salienta-se que a direção da APEOESP tanto fez para desmoralizar e desmotivar tais valorosas pessoas que praticamente lutaram sozinhas na grave ou com apoio de algumas de suas pessoas das subsedes, e ainda serem “coroadas” com o humilhante título na Folha de S. Paulo de 09 de abril, dia posterior ao decreto do “fim da greve”: “Professor encerra greve com 0% de reajuste”. Com ar de vitorioso e sonhando com o Planalto, Serra sorriu de orelha a orelha a batalha contra os baderneiros de “1% da categoria”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a mobilização enfraqueceu não foi pela “ação” do governo, como a brilhante Bebel em nova e desastrosa mini-entrevista na Folha Online de 10/04, com a sapiente e motivante conclusão da presidenta: “Mas qual categoria agüenta 30 dias de greve?” ou ainda outra pérola do corolário de Bebel: “Não dá para oferecer 0% toda hora”. Diante de tanta patacoada da direção da APEOESP, não resta dúvida que a renúncia coletiva é a único caminho menos traumático e mais louvável para o bem do próprio sindicato. Naturalmente esperar alguma hombridade destas pessoas que se alojaram nas estruturas sindicais como cracas em fundos de navios, é o mesmo que aguardar (sentado) uma nova configuração política das Nações Unidas. Com a renúncia coletiva da direção executiva da APEOESP, poderia ocasionar uma possibilidade real de refundação da entidade. Urge um novo sindicalismo para além das práticas já desgastadas, com um horizonte de novas ações, maior lisura e democracia interna, um olhar mais verdadeiramente voltado para a classe trabalhadora. Não cabem velhas práticas que não mais comportam num mundo metamorfoseado pelo neoliberalismo e se faz necessário o estabelecimento de novas estratégias para um modelo sindical combatente, moderno e renovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um mundo cada vez mais turvo movido a um narcisismo mercadológico consumista, é necessário a reflexão para um novo sindicalismo em busca de apoiar um novo modelo de educação pública. Urge um novo modelo, um olhar livre e emancipado do voluntarismo servil dos trabalhadores da educação que se acomodaram com a agenda neoliberal que vem sendo imposta pelos sucessivos governos do PSDB. Um exemplo desse servilismo voluntario é a grande quantidade de professores que se submeteram as ridículas provinhas do “mérito” para conquistarem um suposto aumento salarial que fere frontalmente a isonomia da categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a maioria dos professores, tornou-se “aceitável” trabalhar em escolas com salas inchadas de alunos, sucateadas e infestadas pela patologia da violência explicita. O que assusta mais ainda é um discurso que se aceita apenas assegurar algumas “almas” se safarem do caos instalado no ensino público. E quem se “perdeu” durante o processo? Este estará seguramente fadado ao ostracismo e a marginalidade. O sistema escolar da forma que se arrasta atrás dos anos é um perverso laboratório do darwinismo social. Os não-aptos, ou seja, a grande maioria, são expelidos para fora do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação pública universal, gratuita e de qualidade são elementos que constitui os alicerces para uma sociedade que busque trabalhar em prol de um horizonte da igualdade de oportunidades. Uma educação pública integral que compreenda todos os estágios de evolução do ser humano até sua inserção madura na sociedade. Notadamente, os debates a este respeito no seio do atual sistema sindical é um desolador deserto. Diante do caos, as nuvens são espessas e acinzentadas. Aos professores cabe a reprodução tarefeira do seu trabalho e ainda muitos não se aceitam no rótulo de “proletariados”. Quando a apatia rege as ações, o resultado é uma corrosiva servidão voluntária e autofágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida e a morte são faces unívocas de uma mesma moeda. A eutanásia é um processo de sublimar a dor e dar alguma dignidade ao paciente terminal. A educação pública está há tempos neste estágio vegetativo e abraçada a um modelo que absolutamente não serve para anda, além de triturar o futuro de milhares de alunos. A “boa morte” é um mecanismo de finalizar o sofrimento e assim possibilitar a construção de um novo paradigma a ser construído em detrimento ao caos existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caminhos para um novo mundo são regidos por trilhas ásperas e íngremes. Basta saber se a servidão docente será maior que a luta por reconhecimento e dignidade num mundo regido por uma perversa lógica de um sistema educacional que é um verdadeiro convite à eutanásia. Parafraseando o poeta português, Fernando Pessoa, navegar é preciso, viver não. Empurrar com a barriga ou criar um novo horizonte de perspectiva humana? Diante do caos, as escolhas a serem feitas são razoavelmente simples e a válvula do tubo de oxigênio está ao alcance da mão de cada profissional comprometido com a educação pública.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-3094309352746281375?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/3094309352746281375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=3094309352746281375' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/3094309352746281375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/3094309352746281375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/04/um-elogio-eutanasia-greves-servidao.html' title='Um Elogio à Eutanásia: Greves, Servidão Docente e o Fim do Sindicalismo'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S8UD51BPmSI/AAAAAAAAB1g/5onZXz0-J-k/s72-c/ThreeStooges-749496.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-1956035754946121007</id><published>2010-03-29T06:20:00.004-03:00</published><updated>2010-03-29T07:12:47.084-03:00</updated><title type='text'>O Covarde Porrete de Serra contra a Greve dos Professores: Crônica de uma Estúpida e Previsível Batalha no Morumbi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S7Bx60U9zmI/AAAAAAAAB1Y/i615-cOXyKM/s1600/greve26032010-5.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S7Bx60U9zmI/AAAAAAAAB1Y/i615-cOXyKM/s320/greve26032010-5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453984404038602338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1. Alerta ao leitor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campo de guerra. Insanidade, truculência generalizada e nostalgia de um tempo que ainda não se desfez. Sintomas que a história se repete quase sempre com as mesmas cores e péssimos aprendizes. O que se presenciou nesta sexta-feira, 26/03, em frente ao estádio do Morumbi e ao lado do Palácio dos Bandeirantes é o que podemos classificar de pateticamente bizarro. Teço aqui uma conjuntura estritamente pessoal de quem acredita na mobilização dos trabalhadores, mas não crê na retórica do palanquismo histriônico ou na tal “liberdade” na semidemocracia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;2. Greve e retóricas bobagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda greve é essencialmente um movimento político. Os governantes sempre procuram confundir a opinião publica buscando desqualificar os movimentos grevistas. No caso da retórica do governador José Serra, o seu discurso foi sempre de desqualificação do movimento, além das demais ladainhas que preenchem as poucas páginas da Big Mídia sobre a mobilização dos professores do ensino público do Estado de São Paulo. Porém somente uma pessoa demasiadamente ingênua para acreditar que as ações humanas não são movidas pelos motores de natureza política. Aliás, é oportuno separar a política da politicagem. Para variar, toda greve é essencialmente “política” assim como é igualmente “política” o uso e abuso dos cacetes, bombas e balas de borracha dos policiais que cumprem ordens do "patrão" de ocasião. Importante é refletir para uma necessária uma indagação: para que(m) serve o uso de uma greve “política”? No caso específico de um movimento de trabalhadores no sistema capitalista, espera-se que seja usado como um dos instrumentos de melhor pressão na luta por direitos de sua categoria. Há os que questionam a “greve” como instrumento ultrapassado na “hipermodernidade”. Todavia, em nenhuma sociedade de classe prescindiu de um movimento grevista que tem em si um fantástico poder de persuasão e combate. O que devemos questionar são as formas de mobilização e organização. Sem fazer o uso da violência como “tática de ação”, a greve sempre será o maior e mais importante instrumento que dispõe uma classe oprimida em momentos de grande impasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. Descaso e arrogância de Serra e seus tucanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizar uma mobilização de uma imensa e heterogênea categoria como os professores do magistério público de São Paulo não é o mesmo que chamar a turma do bairro para bater bola no final de semana com direito ao tradicional churrasquinho. Tal mobilização de professores, não passa por outro caminho a não ser a construção através da via política. Além dos fatores objetivos que se constitui na ação política, também uma mobilização conta com fatores de grande importância subjetiva como é o caso da indignação e da angustiante desesperança. Agora é risível que velhacos da política como o governador José Serra e seu amigo ocupante provisório da cadeira de Secretário de Educação, Paulo Renato, ficarem alardeando a mesma baboseira de sempre diante das câmeras: “é uma greve política e do PT para desestabilizar o governo Serra”! Claro, claro... Porém nenhum dos dois não diz que o salário base de um professor de “jornada básica” concursado e com nível universitário não passa de dois salários mínimos mensais! Um dos piores salários pagos aos professores no Brasil e ainda é imensamente pior se comparado à economia paulista em relação aos demais Estados da federação. Claro que os ilustres administradores não falam da dificuldade sobre-humana que é dar muitas aulas, em salas lotadas com segurança e logística precárias e, ainda por cima ter que ouvir, de vez em quando, uma doce e explicita honraria: “ei, ‘profe’, vai tomar no c...!” (ou seja, mais nobre singeleza verbal entre tantas outras que apenas reflete nosso delicioso fosso educacional!). Isto sem dizer a massiva leva de professores que padecem agressões físicas e psíquicas ao logo do tempo dentro das precárias condições de trabalho. Ao professor que passa mais de uma década neste sistema insalubre, além dos baixos salários e perda de identidade, é “premiado” com problemas psicossomáticos que desembocam, por exemplo, em fatores cardíacos, cancerígenos ou da natureza psíquica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serra e Paulo Renato não dizem à população a verdade sobre o falido sistema educacional que sucessivas gestões do PSDB fizeram o grande favor ao Estado de São Paulo ao destruírem com um tsunami tudo que era possível. Primeiro porque eles não visitam escolas, não entendem patavina da área de Educação (se é que entendem alguma coisa de administração pública além de construir pedágios em estradas privadas e movimentar o “caixa dois” para a campanha em crateras superfaturadas do Metrô!). A dupla não conhece o que administra e é possível que sequer saibam a diferença de ensino fundamental ou médio. Mesmo porque para ilustres personalidades tucanas, escola pública é coisa de pobre, logo, ele (o pobre) somente interessa em épocas eleitoreiras. E quanto ao professor? Que se dane esta cambada que só sabe fazer “trololó”! Serra não é um homem democrático e nem faz questão alguma de ser tal figura. Quanto à sinceridade do não-disfarce do seu lado arrogante, isto é possível dar um crédito ao nosso governador que anseia a brincar de pulo dos Palácios: dos Bandeirantes para o Planalto. Para a nata coalhada da conservadora burguesia paulistana e a vassalagem explicita dos “cidadãos emergentes” (vulgo a tal eterna oscilante e remediada “classe média”), “Serra é o cara!”. Serra é um homem que trabalha não perde tempo: desce a borrachada em vagabundos que atrapalham o transito ou enchem o saco da nobre vizinhança. É... Serra é mesmo o cara... O cara-de-pau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;4. Rumo ao Gueto de Varsóvia paulistano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltado à essência paleolítica que permanece rondado até o limiar da segunda década do século XXI. Sigo minha jornada. Para cruzar do extremo da Zona Leste até o Palácio dos Bandeirantes, local da bendita assembléia dos professores, se gasta tempo e paciência... Aliás, muita paciência! Creio que aqui mereça uma prosaica observação. Compartilhando do confortável sistema de transporte da cidade que outrora foi administra pelo então Prefeito José Serra, e que passou o bastão para seu pupilo, o atual Prefeito Gilberto Kassab, converso com uma passageira... E como uma descoberta de petróleo na camada de pré-sal, fico sabendo que ela é da “juventude do PSDB” (ou seja lá o que diabos possa ser isto!). Ex-estudante de jornalismo e voraz leitura da imparcial revista e porta-voz semanal do seu partido, a “Revista Veja, a moça exprimia seu asco pela histórica “cúpula tucana” (José Serra, Mário Covas e Geraldo Alckmin). Pergunto a revoltada tucana: “O que ou quem ‘presta’ no seu partido?”. De bate e pronto ela respondeu: “FHC, é claro!”. Que lindo, uma sobrevivente “Efeagacete”! Para minha felicidade ela apoiava “totalmente a greve dos professores”. Emotivo e Cristo haverá de salvar sua alma, oxalá meu Pai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois de fazer turismo metropolitano, enfim cheguei ao matagal onde seria realizada a assembléia. Diga-se de passagem, que não é de se admirar que a administração de Serra seja um caos, sequer o tucano manda pedir para seu pupilo Kassab aparar a grama da própria “casa”! A sensação era de estar adentrando na versão “tropical” do macabro Gueto de Varsóvia, criado pelos nazistas para exterminar os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Enfim, perdido nas estranhas ruas que ronda  palacetes de arquitetura arrogante da burguesia paulista moradora do Morumbi, enfim finalmente na praça em frente ao Estádio do Morumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suspensão na atmosfera local, fluía uma sensação claustrofóbica de estar acuado em meio ao matagal, ruas fechadas, tropas policiais rondando o terreno e o impávido estádio de futebol. O cenário evocava para ser desenhada uma previsível tragédia. Pela aglomeração de pessoas, mais parecia dia de algum clássico do futebol a espera de abrir os portões do estádio. Desta vez, o “espetáculo” se desenharia pelo lado de fora dos muros. E diante de tal convidativo cenário, para quê eu estava ali, naquele local esmo? Ah sim, claro, a assembléia, voilá! O carro de som da APEOESP ligado no meio da praça, e como sempre entoavam todos os extensos e soníferos destilares de discursos dos oradores na guerra pelo microfone e gotas de atenção. Empoleirados no carro, tais discursos são tão inovadores, diferentes e criativos quanto um esquema tático de qualquer time do futebol japonês. Enfim, eram os tímpanos do ofício docente em jogo em prol da dignidade da profissão! Resistir ao cansaço e driblar as intempéries são exercícios de hercúlea paciência! Enquanto as práticas do capitalismo neoliberal se metamorfoseiam buscando habilidosamente se atualizar no seu processo de alienação e opressão, os discursos sindicais continuam congelados em algum lugar do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dia feliz! Tarde de céu nublado, prometendo uma baita chuva... E observava centenas de professores naquele imenso sacrifício de estar naquela praça insólita e ouvindo verborragias mais insólitas ainda. Não tenho dúvidas que tais colegas já devem ter garanto um lugar no Paraíso de Dante! Somente pelo fato de serem professores de escolas públicas (que são muito mais uma extensão “pedagógica” do sistema carcerário) já mereceria o Paraíso. E imagina ter que agüentar discursos cheirando a mofo de muitas oportunistas “lideranças”? É o Paraíso sem escalas e o desespero sem limites!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa o tempo e vem a prometida chuva. Para não se confundido com peixe, é olhar a carteira e ter algum trocado para comprar uma “fashion” capa de chuva na logística surreal dos ambulantes locais (eis um exemplo do custo monetário da greve para quem sequer ganhou o mimoso bônus que tanto Serra propagandeou... Oh, que lástima!). Discursos e mais blábláblás de praxe e, não poderia deixar de ser diante da arrogância de Serra, foi aprovado por todos os professores presentes a continuidade da greve. Vale ressaltar a voluntariosa energia e disposição dos colegas professores em continuar na batalha, pena que a “ilustrada” turma da direção da APEOESP não ajuda na construção e consolidação do movimento. A esmagadora maioria que estava presente nas ultimas assembléias dos professores e também ali, no Morumbi, não estavam por alguma lascívia amorosa pelo sindicato ou signatários a nenhum partido. Não faziam campanha política ou “insurreição popular”. O que se explica o crescente volume da adesão do professores, que embora fosse corrido pela insegurança, apatia por parte dos sindicatos e a generalizada despolitização, tais colegas tinham como alicerces de sua coragem o inconsciente desespero e o sentimento voraz de abandono desta categoria que não agüenta mais a precariedade de sua condição de vida. O aporte ideológico, neste caso, é trocado pelo instinto primário de mera sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;5. Preparando o campo de batalha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com paciência já no limite, a multidão de perseverantes professores entende que seria necessário subir a Av. Geovanni Gronchi e seguir a caminhada até o Palácio dos Bandeirantes, o lar-doce-lar momentâneo de Serra. Resolvido o penoso impasse, um grupo de manifestantes sobe em direção à avenida, e para surpresa (e que afinal não era surpresa alguma), uma visão se avizinhava. Quem estaria ali? O Bicho-Papão, não! Bem mais feio... Eram os soldados da Polícia Militar e seus colegas gentis da Tropa de Choque bloqueando ostensivamente a passagem. Pensemos: o que poderia acontece numa multidão já cansada e irritada por anos de descaso governamental diante de sua profissão e um bando de brucutus sedentos por “diversão”. Um doce para quem adivinhar!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem já esta acostumado de ver mobilizações da categoria, é quase sempre uma novela de capítulos reprisados (e que por sua vez, são partes atávicas a este processo). No meio de todo um grupo que com alguma homogeneidade desejam alguns objetivos em comum, sempre surge uma fragmentar minoria dos mais exaltados, mais enfurecidos, os imbecis de plantão, os afoitos candidatos à mártir de ocasião e saudosistas dos “anos de chumbo”. Não pode esquecer-se de mencionar os “elementos estranhos” às pacíficas mobilizações que buscam deliberadamente prejudicar e incriminar qualquer movimento de natureza trabalhista ou social. Essa tal “democracia”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absolutamente, nenhum professor em momento algum deixa de sua casa, seus filhos, e seus afazeres para brincar deliberadamente de “Rambo” nas ruas paulistanas e correr risco de vida. Como qualquer profissional, todo docente que leva a sério seu oficio apenas quer ser ouvido, respeitado e acima de tudo, ter um tratamento digno de sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escreveu o médico e sociólogo francês, Gustave Le Bom, em 1895, “pouco aptas ao raciocínio, as multidões mostram-se muito mais aptas à ação”. “Brasil, um país democrático”? Devo ter lido isto em alguma propaganda governamental... Pela explicação oficial, há uma lei que não permite manifestações em torno do Palácio dos Bandeirantes. Motivo? Quem é o péssimo governante que quer se incomodado pela população? Para variar a postura do governador Serra, foi dar um “passa moleque” na multidão e sequer estava na capital nesta última sexta-feira. Como todo governante de rabo preso, nestas ocasiões de aperto popular, a outrora figura opulenta foge imediatamente. No caso de Serra, para se esquivar da culpa pelo tétrico teatro que iria ocorrer, a desculpa foi que estava “cumprindo agenda no interior do Estado”. Mas nosso excelentíssimo governador foi um anfitrião cordial e mandou mais de quinhentos oficiais da Polícia Militar cercar os arredores onde se concentrava os professores que faziam a assembléia. A preparação do circo de horrores tucano contra os professores só estava no início. Há dois dias, Serra já mostrou seu cartão de visitas com as agressões policiais contra professores que faziam manifestações na cidade paulista de Franco da Rocha. Logo, os sinais eram mais do que previsíveis no que iria ocorrer na assembléia dos professores nos arredores da fortaleza de Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;6. A hora da bestialidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo prossegue sufocante com momentos de impasse e tensão. Na entrada da Av. Geovanni Gronchi, é fechado por um caminhão colocado estrategicamente pela Polícia Militar e dezenas de policiais perfilados. Um grupo de manifestantes mais exaltados começou a tentar furar o bloqueio policial fortemente armado. É importante frisar que duvido que a grande maioria deles fosse realmente algum honesto professor, mas sim elementos estranhos interessados em provocar deliberadamente o conflito! Mãos e pedaços de pau e pedra contra escudos e cassetetes: um belo e equilibrado retrato do sanatório! Após algum tempo de impasse, começou enfim a esperada generosidade de Política Militar com seus disparos de balas de borracha, bombas de efeito moral contra os professores. Desespero generalizado e corre-corre em espaço delimitado dos assustados professores que se encontravam acuados como ratos no Gueto de Varsóvia local. Ainda mais exaltados, outro pequeno grupo de supostos manifestantes em prol dos professores subiram no caminhão que estava bloqueado o acesso da passeata e do carro de som do sindicato. O circo já estava armado e explosivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem queria um teatro de boçalidade e sangue, foi recompensada a grande e mórbida expectativa da espera.  Não demorou muito para começar a aparecer os primeiros feridos. Um rapaz estava desmaiado e seu corpo transitava apressadamente carregado por colegas. Depois um homem com a boca sangrando parecia ter sido agredido por cassete. Sucessivos estouros de bombas e um pandemônio dentro do matagal. Outro momento chocante, uma mulher com a cabeça machucada com vestes em sangue estava sendo carregada. Seguiram-se cenas onde vários professores passaram mal devido a atmosfera impregnada de gás lacrimogêneo lançado pelos policiais. Observo em meio ao corre-corre, um senhor com as costas marcadas com tiros de balas de borracha (observei rapidamente no mínimo quatro destas marcas). Uma cena insólita foi à visão que tive de uma professora desesperada pedindo para a multidão desarmada partir para cima dos policiais completamente armados: o tom de indignação era da cor de sua face rubra. Nestes momentos de grande tensão e provocação deliberada, a sanidade é deixada de lado e o instinto primário leva a situações desastrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O circo prosseguia. Um tétrico barulho de mais bombas atiradas pelos policiais contra a multidão e o helicóptero da polícia voando baixo para intimidar os professores. O carro de som do sindicato estava mais perdido do que eunuco em sex-shop, assim como perdida estava nossa nobreza sindical que tanto fizeram para a assembléia ter sido realizada naquele local. Vale o registro da insólita cena, das lideranças refugiando em cima do caminhão. É a velha história, quem quer ser comando, tem que ter responsabilidade e coragem de decisão... O resto é discurso retórico e bolorento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a cena panorâmica, o Cícero Pompeu de Toledo, palco de grandes duelos futebolístico de um lado e do outro desfilava impunemente a borrachada solta da tropa de choque em tudo que se mexia pela frente. Pedir para que as pessoas ficarem calmas em momento de grande estresse e descontrole generalizado é o mesmo que torcer para que o time da Portuguesa, a Lusa do Canindé, conquistar algum título importante no futebol.&lt;br /&gt;Perdido no combate assim como o norte dos seus dirigentes, o carro de som do sindicato de forma insólita, grita por ambulâncias para os feridos. As cenas de professores agredidos pela Polícia Militar foram profundamente repugnantes e estúpidas. A selvageria tomou o lugar da sensatez (aliás, este último é um elemento escasso entro do “sindicalismo profissional” e nunca encontrado no governo dos tucanos). Saldo divulgado de feridos da estúpida batalha do Morumbi (e possivelmente subestimado): vinte manifestantes e seis policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;7. Autismo sindical e autoritarismo tucano: uma certeira explosão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando de forma pragmática: O que acontece quando se coloca pedaços de queijo em discretas ratoeiras? A partir daí, ficar a espera dos ratinhos... Tempo vai, tempo vem... E o inevitável acontece: para muita curiosidade ou desatenção, os roedores perdem-se as suas cabeças. Trocar uma mobilização uma consistente e indispensável na Avenida Paulista, centro de exposição do capital e da mídia e trazer um movimento de trabalhadores para o meio de uma tocaia que é Palácio dos Bandeirantes pode a primeira vista muito "heróico", mas na prática é um exercício de insensatez (para não dizer de plena estupidez irresponsável). O que se viu foi a mais velha e carcomida história de sempre: quem não pensa, padece. Quem não compreende o momento histórico e fica preso às cartilhas corroídas pelas traças estará sempre fadado a cometer os mesmo e previsíveis erros. Exalam desta maneira algumas facetas do “autismo sindical”: desagregador, burocrático, oportunista, perdulário, pífio, acéfalo e estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo bom tucano, Serra praticou sempre uma política autoritária contra o funcionalismo público e isto nunca mudou durante sua gestão. E por que iria mudar agora? Com toda a honestidade, quem não sabia que os professores seriam recebidos com porretada da Polícia Militar nas portas do Palácio dos Bandeirantes com um governo sabidamente fascistóide como a gestão de Serra? Será que alguma brilhante direção sindical imaginaria que após inúmeros atos de arrogância prepotente de Serra, nosso ilustre governador iria receber os professores para o chá das 17h em seu Palacete de Supremo Poder? Absolutamente nada justifica as agressões aos professores e, por outro lado, nada justifica levar uma multidão de professores para o Gueto de Varsóvia paulistano. Levar os professores à tocaia e de lá para o “SPA do Porrete” é o mais absoluto atestado de incompetência sindical. Parabéns aos seus líderes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insistir conscientemente em ter seus professores “voluntariamente” espancados é no mínimo um ato de profunda estupidez. Se a atual direção da APEOESP tivesse um mínimo de vergonha na cara, coisa que há muito tempo inexiste tal termo no dicionário sindical, abriria mão de seus cargos e assim seria pudesse ser realizado de forma mais lúcida, salutar e transparente a uma nova e lícita eleição para dar uma nova vida a esta entidade. O que causa mais indignação é ver um conjunto de pessoas dispostas a fazer algo para melhorar as suas próprias condições de trabalho e ter uma direção sindical completamente perdida no tempo e no espaço. É na adversidade que se conhece seus aliados e assim construir novas maneiras de agir e pensar. A oportunidade de fazer história se esbarra na intransigência e estupidez de suas lideranças que estão mais preocupadas na manutenção ilusória do poder do que a dignidade dos seus representados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental ressaltar que absolutamente nada justifica o sangue de inocentes. Tensões entre sindicado e governo podem ocorrer (independente de siglas partidárias), porém não é tolerável a absurda manipulação do fiel da balança pela via do sangue de inocentes. Mesmo que seja uma decisão estratégica completamente equivocada por parte do sindicato em fazer uma assembléia num lugar inóspito, traiçoeiro e difícil acesso, jamais o Poder Público poderá tratar seus cidadãos como ratos desprezíveis. Deixar uma polícia armada até os dentes para espancar professores é uma atitude de uma covardia que ultrapassam todos os limites de humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;8. Epilogo?: As próximas cenas do mesmo velho filme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta dos professores é por salários e condições dignas de sua profissão. E isto não poderá abrir mão neste momento. E agora? Escondido em algum recanto do interior, como é de praxe, Serra finge que não é com ele a confusão e nega a conversar com os professores. Regurgita Serra: “somente um por cento é grevista”, e segue esta mesma conversa mole de um político que tem em suas ações a marca da intolerância e arrogância contra o funcionalismo público. Em 2008, muitos se lembrarão da postura como Serra tratou os policiais civis em greve. Na ocasião, os policiais civis fizeram uma assembléia próxima da região onde foi a assembléia dos professores desta sexta-feira. A mais absurda batalha campal da história recente do ocidente entre duas polícias de um mesmo Estado da federação: a civil, em greve, é a militar, para dispersar os grevistas a mando de Serra. Para todos que devem lembrar, forma cenas de extrema violência e estupidez de funcionários públicos armados de ambos os lados! Isto é a política de diálogo do candidato a postulante ao Planalto, isto são as práticas do “modelo tucano” que tem como José Serra o seu atual expoente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto à balela do Estado democrático? Alguém vai ser responsabilizado pelas deliberadas agressões aos professores? É claro que não! Será mais fácil a conta ir para os professores pagarem pelos “prejuízos” das balas, porretes e bombas utilizadas no teatro policial contra a categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o relato, procuro ver a cobertura dos jornais sobre o teatro de horror do Morumbi. Segue a cobertura da quase “invisível” greve dos professores. Entre a sensacionalista cobertura da novela do caso “Isabella”, para minha não-surpresa, leio na manhã de sábado, 27/03, a manchete escancarada euforicamente na Folha de S. Paulo: “Serra volta a crescer; Dilma estaciona”. Que maravilha!: Serra arrocha salários, humilha os funcionários públicos, espanca arrogantemente professores e ainda se dá bem nas pesquisas eleitorais para a corrida ao Planalto! É claro que tais pesquisas são todas “inocentes” e com caráter meramente “jornalístico”. A canalhice do membro do conselho da FOLHA, Gilberto Dimenstein continua impune como sempre e escreve irresponsavelmente para a FOLHA ONLINE: “Professores dão aula de baderna”. Na versão do noticiário noturno da Rede GLOBO (SPTV 2ª. Edição) foi anunciado para o telespectador como se os professores fossem um bando de arruaceiros que estavam “batendo” na pobre e indefesa Polícia Militar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, palmas para a tática paleolítica da Assembléia no Gueto de Varsóvia paulistano e a delicadeza do indefectível autoritarismo tucano postulante ao Palácio do Planalto! Para variar, a cobertura da Big Mídia, sempre afável à alguns governantes e suas políticas de interesse privado (e no caso de Serra, é patético o explicito apoio à sua gestão), foi de reforçar mais uma vez, a imagem dos professores contra a população.  E depois muita gente fica “enchendo o saco” verberando que a greve dos “milionários e chorões” professores “é política”!... Afinal, o que não é derivado da ação ou inação política na sociedade? Quem quer trabalhar no caos e na servidão (quase) voluntária? Para quem acha que a vida é das áureas cores das páginas da “Revista Veja”: acorda cidadão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-1956035754946121007?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/1956035754946121007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=1956035754946121007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1956035754946121007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1956035754946121007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/03/o-covarde-porrete-de-serra-contra-greve.html' title='O Covarde Porrete de Serra contra a Greve dos Professores: Crônica de uma Estúpida e Previsível Batalha no Morumbi'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S7Bx60U9zmI/AAAAAAAAB1Y/i615-cOXyKM/s72-c/greve26032010-5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-724936357070064464</id><published>2010-03-25T09:42:00.004-03:00</published><updated>2010-03-25T09:47:55.017-03:00</updated><title type='text'>A Greve dos Professores: A truculência policial, o circo do bônus e o autismo sindical</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6tay5tFhJI/AAAAAAAAB1Q/5LMJCE6vKPQ/s1600/greve-prof_2010-1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 241px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6tay5tFhJI/AAAAAAAAB1Q/5LMJCE6vKPQ/s320/greve-prof_2010-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452551604392002706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1. A face fascistóide de Serra &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Folha Online, em meio à greve da categoria, cerca de 30 professores protestaram contra o governador José Serra (PSDB), no ato de inauguração do Centro de Atenção à Saúde Mental, em Franco da Rocha (SP) na quarta-feira, 24/03 . Dados da APEOESP, quatro professores da rede foram presos pela Polícia Militar. Na delicada truculência de sempre, a polícia usou cassetetes e gás de pimenta para dispersar a mobilização destes professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nesta quarta-feira, 24/03, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) descartou qualquer disposição para o diálogo com a APEOESP. Desta maneira, fica mais uma vez evidente que somente uma radicalização do movimento para que possa trazer um mínimo de sensibilidade ao governo Serra. Como são usuais em governos neoliberais, mais uma vez, reproduziram em Franco da Rocha as práticas tucanas no poder que é destilar a truculência e zombaria contra os movimentos reivindicatórios dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;2. Circo do Bônus: Maquiagem e Vassalagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à greve dos professores da rede pública estadual, Serra faz propaganda para toda a sociedade prometendo liberar o dinheiro do “bônus do professor” e alardeado para esta quinta-feira, 25 de março. Fundamentalmente, bônus não é salário, mas somente se constitui na mais abjeta submissão e vassalagem do funcionário público. No atual momento, a famigerada política de bônus do governo Serra para os professores atende a uma serviçal construção de um subliminar aliciamento político e assim diluir a mobilização grevista da classe docente. Do ponto de vista do exotismo da “carreira” docente do Estado de São Paulo e da dignidade humana, como se tivesse fazendo uma alusão ao falo masculino, é tão triste e patética uma “disputa” na sala dos professores para ver “quem tem o bônus maior”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se que até agora não se tem conhecimento com clareza os cálculos que geram a tal bonificação. Ao contrario que é propagandeado na mídia, vale lembrar que o professor da escola pública no Estado de maior pujança econômica do país não existe uma “carreira” de fato, mas um amontoado de pseudo-políticas aleatórias que ninguém (e nem mesmo da própria SEE-SP) sabe explicar com exatidão. Logo, após anos de demolição do ensino público por parte das políticas neoliberais do PSDB, ingressar no magistério público estadual hoje em São Paulo é uma medida de desespero econômico ou cumprir um bolorento sacerdócio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender os efeitos nocivos de uma política de bonificação é importante refletir a ação corrosiva que age dentro da classe docente. A partir dos critérios da SEE-SP e após anos de arrocho salarial, criam-se duas classes através da política de bonificação: os que recebem o bônus e os que não têm direito a nada. Dentre os que recebem a dádiva do bônus, criam-se múltiplas subclasses de faixas de valores cujo teto máximo, fica para os Supervisores de Ensino e Dirigentes Regionais que pouco ou nada fazem para melhorar a qualidade do ensino (além de perseguirem muitos professores contrários à política débil da SEE-SP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores das escolas que não atingiram aos supostos critérios do IDESP (cujo pomposo título é Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) não tem o direito de receber o bônus. Ademais, nunca é tarde para lembrar: as escolas que não atingiram o tal índice do IDESP precisarão aprender com as escolas que fizeram a lição de casa “direitinho”. Em claro e bom tom: é necessário “maquilar” oficialmente os números de suas unidades escolares uma fez que é impossível atingir tais "metas" diante do fosso educacional que se encontra a quase totalidade das escolas públicas do Estado de São Paulo!  Os índices de IDESP e similares são meros conjuntos ficcionais destinados a única e exclusiva propaganda política. Sim, a sórdida, inescrupulosa e cretina propaganda política à custa de gerações de alunos e professores. Ainda, para finalizar as querelas da bonificação, professores que tiveram faltas durante o ano (seja lá quais forem os motivos) não participarão da "bolada". Por exemplo, se o professor ficou doente e precisou ter faltas médicas ou afastamento médico, não participará do circo do bônus. Infelizmente, mais lamentável do que esta política neoliberal é a adesão sem reflexão de uma parte da categoria docente que ainda aceita passivamente assistir sua profissão liquefazer em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política de bônus é mais um destes entulhos neoliberais criados para desarticular movimentos de trabalhadores e esfacelar qualquer sociedade que possa primar pela igualdade e justiça social. A perversidade dos modelos adotados de políticas públicas que seguem a “cartilha neoliberal” é muito mais do que um mero debate ideológico, mas é um mecanismo de desarticulação social. Logo, pela desnorteada bússola neoliberal, o importante é criar um conjunto de regras completamente estúpidas e estapafúrdias para dar o verniz do “profissionalismo” e “competência” dignos das pérolas demagógicas que os tucanos adoram verbalizar em períodos eleitorais (e infelizmente, algumas correntes que se dizem “à esquerda” embarcaram neste discurso estéril). Nesta política de bonificação, a meritocracia de resultados é como se a profissão docente fosse um alegórico prostíbulo onde se premiam as melhores e mais dedicados “funcionários” da casa! Admira-se a demora que os sucessivos governos do PSDB não fez a honraria ao polêmico Sr. Oscar Maroni, dono da controversa “casa de lazer adulto”, a Bahamas Night Club, para ocupar a cadeira de secretário de Educação do Estado. Não há dúvidas que Maroni daria um toque mais elegantemente “profissional” às política educacional dos tucanos em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;3. Recuo nas reivindicações e o autismo sindical&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta quarta, 24/03, em nova tentativa de dialogar com o governo Serra, uma nota a lamentar é o recuo desnecessário que a APEOESP fez no rol das reivindicações da categoria. De um conjunto de oito pontos básicos inicialmente defendidos em assembléia, ficaram de fora da lista, o fim da prova para selecionar temporários e o limite de faltas médicas. Com o governo Serra imóvel e intransigente quanto ao diálogo com a categoria, o impasse tenderá a fortalecer. Todavia é salutar perguntar aos articuladores da direção do movimento (entre eles a APEOESP) como é possível retirar conjunto da pauta de reivindicações sem ainda ocorrer de fato um único momento de negociação por parte do governo Serra. Um aplauso à “intelligentsia” sindical!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, recuar é retroceder. Cortar um ou mais reivindicações sem ao menos sentar-se à mesa de negociações é uma atitude que demonstra muito mais um momento de fraqueza do que uma suposta “habilidade” de negociação. É sempre bom lembrar que as estruturas burocratizadas dos sindicatos há tempos entraram em metástase com direito às ramificações de tecido necrosado. O modelo de feudalização sindical envelheceu e com isto entrou para o asilo suas práticas, idéias e articulações. É fundamental o surgimento de um novo modelo de sindicalismo, mais próximo do professor (a chamada “base”) e mais coeso na construção de alternativas para criar identidade e lutar num mundo capitaneado pela sociedade de hiperconsumo e ideologia neoliberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa de idéias dentro de qualquer movimento social é tão salutar quanto necessário. Todavia não se pode chegar ao limite da autofagia. É importante ressaltar que o momento deverá primar sobretudo pelo senso maior de união dentre as diversas correntes que atua dentro da APEOESP. Na “sopa de letras e siglas” que compõe um caldo de tendências (e quase sempre com práticas fratricidas) é fundamental deixar de lado os egos supostamente ideológicos em troca de atitudes mais inteligíveis e salutares para uma causa maior que a luta por melhores condições de trabalho e dignidade do associado, ou seja, o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que adora atear gasolina na fogueira, uma suposta derrota do movimento será mais uma derrota de todos os professores. Portanto, nada sobrará nada para grupos oportunistas de plantão roer as vísceras do moribundo professorado. O “inimigo” a ser vencido são as nefastas políticas públicas neoliberais e não os próprios companheiros de sindicato. É necessário maturidade e olhar crítico para um novo tempo de incertezas e adversidade poucos “visíveis”. Um tempo que não perdoará aqueles modelos presos à práticas ultrapassadas e inócuas dentro do movimento sindical. A unidade sindical é a artéria que transita a fluidez necessária ao movimento. Excessos de egos e proselitismos de liturgias ideológicas somente criam o que já é bem conhecido e mapeado: o autismo sindical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-724936357070064464?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/724936357070064464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=724936357070064464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/724936357070064464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/724936357070064464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/03/greve-dos-professores-truculencia.html' title='A Greve dos Professores: A truculência policial, o circo do bônus e o autismo sindical'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6tay5tFhJI/AAAAAAAAB1Q/5LMJCE6vKPQ/s72-c/greve-prof_2010-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-2037249867547335347</id><published>2010-03-24T06:35:00.003-03:00</published><updated>2010-03-24T06:42:13.218-03:00</updated><title type='text'>Nas páginas do jornalismo canalha: A Big Mídia e a “invisível” greve dos professores do magistério paulista</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6neJuisvKI/AAAAAAAAB1A/urZd6YQr0QY/s1600/opress%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 248px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6neJuisvKI/AAAAAAAAB1A/urZd6YQr0QY/s320/opress%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452133082602454178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Explícita má-fé, irresponsabilidade social ou delinqüência política? Por que o Brasil não é uma democracia de fato? Seja pelos índices socioeconômicos de desenvolvimento desigual entre as diversas regiões ou lamentáveis índices educacionais, há muitas razões para compreender o estágio das crises sociais da nona economia do mundo capitalista (ou melhor, dizendo, das nações ocidentalizadas). Todavia, aqui nos pautaremos pela questão da democratização ao acesso da informação, ou seja, como não é possível falar em democracia plena num ambiente cercado pelo monopólio da “Big Mídia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De norte a sul do país, a concessão governamental para abertura de rádio e televisões são subprodutos que atendem apenas aos nefastos interesses político-eleitorais. Em São Paulo, eixo-motriz do desenvolvimento econômico brasileiro, a informação jornalística é monopolizada por apenas quatro família da Big Mídia, os complexos editoriais das agências Estado, Folha, Globo e Abril. Praticamente tudo que circula de informação na mídia impressa e também no conteúdo dos portais de internet tem de forma direta ou indiretamente um vínculo “carnal” com pelo menos uma destas Big Mídia. Já na televisão, a Globo dita a pauta jornalista e a grade de programação que é seguida pelas demais concorrentes. Até mesmo os horários de partidas de futebol ficam reféns dos interesses da grade horário da rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o exemplar caso da greve “invisível” dos professores do magistério paulista. Em busca de melhores condições de salário e dignidade da profissão, duas grandes manifestações representadas pela assembléia dos professores nos dias 08 e 12 de março de idêntica ação: ocuparam as duas faixas da mais importante avenida do capitalismo brasileiro, a garbosa Av. Paulista, e posterior passeata por todo o trecho da Rua da Consolação até o desembocar na região onde se localiza o prédio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP), na Praça da República. Segundo o Sindicato dos Professores (APEOESP), a estimativa entre as duas passeatas, 12 e 19 de março, giraram entre 40 mil e 60 mil pessoas, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o que foi publicado, por exemplo, na Folha de S. Paulo?  Vejamos. Na edição estampada do dia 13/03, pautada pelos supostos números da Polícia Militar, a estimativa de professores presentes no ato no dia anterior não passava de 12 mil pessoas. Somente nas páginas internas, a FOLHA exibiu o número da APEOESP, 40 mil pessoas.  O grupo Abril cujo destaque do seu jornalismo é a tucana e neoliberal Revista Veja, a respeito da manifestação do dia 12/03, registrou em seu portal de internet que apenas 12 mil professores estiveram presentes na assembléia feita no vão livre do MASP. O portal da Revista Veja cedeu espaço apenas para a versão oficial: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Secretaria [SEE-SP] destacou que os grevistas terão desconto salarial relativo às faltas. Para o órgão, não há justificativa para a reivindicação de 34% de aumento para os professores, ‘medida que custaria nada menos do que R$ 3,5 bilhões’&lt;/span&gt;”. Já o outro lado dos fatos, nenhuma palavra adicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte em nova assembléia dos professores no vão livre do MASP, na edição de 20/03 que estampou a candidatura do governador José Serra ao Planalto, a FOLHA, timidamente no meio da reportagem no seu “Caderno Cotidiano”, utilizou novamente os supostos cálculos da Polícia Militar de 8 mil participantes e cita um discreto comentário do número atribuído à APEOESP, 40 mil. Além disto, há uma pequena matéria com o título “Reajuste pedido é ‘impossível’, afirma Secretaria da Educação” e deu destaque para as palavras do Secretário da Educação, Paulo Renato, com sua contumaz indisposição ao diálogo: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a continuidade de um movimento esvaziado, inimigo da educação e que causa transtornos no trânsito [e a greve é de] explícito caráter político&lt;/span&gt;", fechando assim as palavras do secretário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, algumas perguntas se fazem necessárias no meio desta guerra numérica: supondo que os números contábeis sobre a participação dos professores nas assembléias sejam da Polícia Militar seja verdadeiros, onde os policiais aprenderam a fazer contas básicas de matemática? Será que usam a mesma contabilidade “surreal” para a contagem de presos de seus depósitos carcerários de humanos? No sábado, para ter uma idéia da contabilidade da Polícia Militar, uma insólita manifestação na Praça da Sé de grupos reacionários anti-aborto, “segundo cálculos da PM”, foi de 3 mil participantes. Oras, se um grupelho reacionário em torno da Igreja da Sé levou 3 mil pessoas, qual seria então o número de pessoas que ocuparam as duas faixas da Av. Paulista e desceram a Rua Consolação? Oito mil, doze mil? Certamente há uma estimativa no mínimo muito estranha da Política Militar que precisa ser discutido e que foge do escopo deste artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O Jornalismo Canalha” (Ed. Casa Amarela, 2003), José Arbex Jr. denunciou o jornalismo inconseqüente, delinqüente e vassalo das elites sendo realizado pelos “escribas do poder”. Cabe ressaltar, que o bom jornalismo diz que pelo menos deve ouvir os dois lados dos fatos decorrentes da notícia. Todavia o leitor interessado no assunto da greve nos professores do ensino público do Estado de São Paulo pouco poderá encontrar a respeito, quanto muito só encontrará uma única versão que é a do governo Serra. Naturalmente, as questões sobre o movimento que “atrapalha” o trânsito foi exaustivamente comentado, como se São Paulo somente ocorresse congestionamento em sua inflada malha viária em dias atípicos de mobilizações sociais, como que ocorreu nos dias que aconteceram às assembléias dos professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intuito de permanecer no ostracismo, toda uma enorme mobilização de professores passou despercebida da Big Mídia, como se fosse algo invisível. Não mais do que algumas notas isoladas e geralmente em tom de crítica pelo fato de professores “atrapalharem” o transito! Para quem participou ou pode observar pessoalmente o movimento dos professores nessas passeatas, certamente causou uma enorme estranheza e perplexidade nas discretas notas dos jornais. Para quem não estava presente, a visão que foi uma meia dúzia de “desocupados” contra o governo cujo único objetivo seria pateticamente atrapalhar o trânsito (mensagem essa que viria de encontro com a afirmativa zombeteira de Serra que costuma recitar aos quatro cantos que o movimento grevista não passa de 1% da categoria). Certamente, alguma coisa está “fora da ordem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem busca acompanhar o desenrolar da greve do magistério paulista pelos jornais e principais portais da internet, claramente fica desinformado ou simplesmente entende que não existe tal movimento. A exceção é feita aqui ou acolá por algumas notas das habituais falas em tons sarcásticos de Serra, tais com: “o movimento [dos professores] é pequeno e que vai contra as coisas boas [da SEE-SP]” ou ainda como título da matéria, “Greve dos professores não pegou, graças a Deus” (Agência Estado, 12/03). Além da publicação das conhecidas onomatopéias tucanas do governador, tais como: "Dizer isso é trololó", negando alterações na sua agenda devido a manifestações dos professores no Portal da Revista Veja, 18/03.  Mais uma vez, o Big Mídia se confunde com o Diário Oficial, e jornalismo que deveria se pautar pelo tom crítico e investigativo destas agências se torna apenas um mero reprodutor da vontade governamental. Obviamente, nada deste processo é à toa ou oriunda de uma lastimável “incompetência” dos jornalistas destas empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de estranhar a fascistóide postura do jornalista Gilberto Dimenstein, colunista e participante do comitê editorial da FOLHA, que destila em sua coluna sobre “educação” pérolas bisonhas entre tantos disparates de má-fé contra o professor da escola pública. Numa de suas postagens, Dimenstein afirmou que a greve dos professores seria “contra os pobres”, além de aclamar para uma inusitada “cegueira” dos pais “cujos filhos são prejudicados pela greve” e simplifica desta maneira a situação calamitosa da escola pública: “O resto é cegueira. Inclusive dos pais que não se revoltam contra o sindicato” (Coluna Pensata, Gilberto Dimenstein, 18/03).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao Portal da Revista Veja, temos mais uma pérola do fascistóide editor da revista e tucano de carteirinha, Reinaldo Azevedo, conjectura no seu blogue as causas da greve dos professores do magistério de São Paulo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não basta dizer que a greve da Apeoesp (e não dos professores) — com a sua pauta obscurantista e contrária à qualidade na educação — é tocada pelo PT. É preciso que fique claro que ela é comandada pelo pior do PT, se é que se pode falar assim”&lt;/span&gt;. Ainda não contente, o tucano jornalista e editor da Revista Veja prossegue: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A reivindicação salarial não passa de cortina de fumaça para uma tarefa que, parece-me, é de alcance puramente eleitoral”&lt;/span&gt;. (Blog Reinaldo Azevedo, 21/03). Será que Azeredo não teve a mínima decência de conhecer um holerite de um professor do ensino público do Estado de São Paulo? Naturalmente, de forma sorrateira diga do jornalismo canalha, como bom tucano e a serviço do seu partido, Azeredo faz coro com a SEE-SP cuja meta é criar mais entulho ideológico neoliberal na Educação pública paulista e jogar a opinião pública contra os professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A má-fé é a tônica das coberturas jornalísticas pela Big Mídia no que tange particularmente a cobertura sobre os movimentos sociais, salvo raríssimas exceções. Considerando nefastas figuras como Dimenstein e Azeredo, é muito simplista e cômodo para supostos jornalistas burocráticos a serviço de interesses meramente de grupos de poder econômico, se sentarem em suas confortáveis cadeiras e desfrutando a leveza aprazível do ar-condicionado, utilizar de sua influência “jornalística” para atacar os professores e sequer ter a preocupação de visitar a realidade de uma unidade escolar (claramente, excetuando as escolas “maquiadas” da propaganda oficial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De braços dados com o governo de Serra, a Agência Estado, estampa em seu portal na internet a promessa de pagamento de bônus para os professores e publicado na versão impressa de 23/03: “SP pagará bônus salarial a 176,5 mil professores” (Agência Estado, 22/03). O “jornalismo chapa branca” da Agência Estado ainda acrescenta no subtítulo da matéria: “Mais da metade dos docentes vai ter benefício superior a R$ 2,5 mil; valores serão depositados na quinta”. Ao longo da matéria “explicando didaticamente” a suposta distribuição da falaciosa política de bônus aos professores, desta maneira, o leitor não sabe se esta lendo páginas do “Diário Oficial do Estado” ou informativo da SEE-SP.  A matéria ainda não perde a oportunidade de atacar sutilmente os professores ao citar a meritocracia segundo o entendimento da SEE-SP e punição via o não-pagamento de bônus a partir das faltas dos docentes: “Pelo programa, o professor que consegue que seu aluno tire uma nota mais alta na prova aplicada pela secretaria recebe bônus salarial. E, como o valor está ligado também à presença, às faltas seriam coibidas - são 12 mil diárias na rede”. E assim se pauta o jornalismo “crítico” da Big Mídia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem maiores ilusões, a verdade é tingida da cor de cada versão. O jornalismo canalha salientado por Arbex Jr. utiliza-se seu portfólio para dirimir uma versão que não prima pela clareza ou honestidade dos fatos. A guerra de informações é travada de forma monstruosamente desproporcional na mídia brasileira. A Big Mídia monopoliza todo o acesso a informação, além de sua divulgação e distribuição. As incipientes e isoladas mídias possuem um poder muito pequeno de participação neste processo, mesmo apelando para distribuições alternativas de conteúdos, como pequenos jornais de curta duração e baixa tiragem ou sites de internet. A saída para o impasse e dominação da Big Mídia não é trivial. Passa necessariamente pelo escancaramento da liberdade de acesso a informação e de grupos jornalísticos mais comprometidos com as causas sociais e menos aos vícios do poder do capital. Tal processo é lento e de difícil execução uma vez que de acordo com seus interesses de mercado e poder, a Big Mídia é uma das mais vorazes patrocinadores das campanhas eleitorais ao ponto de expor explicitamente nomes de candidatos, programas e idéias para a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma romântica, ainda há aos que acreditam no poder de livre-arbítrio da população como um conjunto hegemônico e autocrítico. Todavia, a hipermodernidade que desenha as cores exóticas da sociedade do consumo é um paradoxo permanente, quanto maior o oceano inflado de informações, menor é a capacidade de construção do conhecimento autônomo e reflexivo. A resistência se dará necessariamente através de um conjunto de mídias independentes e de ações coordenadas disposta a duelar exaustivamente contra este processo avassalador de monopólio da informação. Novas práticas devem surgir como forma de construção de um contra-poder que prime pela defesa dos movimentos sociais e da própria idéia de democracia como um bem de valor universal para uma sociedade justa, igualitária e livre das amarras do despotismo econômico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-2037249867547335347?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/2037249867547335347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=2037249867547335347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/2037249867547335347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/2037249867547335347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/03/nas-paginas-do-jornalismo-canalha-big.html' title='Nas páginas do jornalismo canalha: A Big Mídia e a “invisível” greve dos professores do magistério paulista'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6neJuisvKI/AAAAAAAAB1A/urZd6YQr0QY/s72-c/opress%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-8244378689431702181</id><published>2010-03-18T08:09:00.006-03:00</published><updated>2010-03-18T08:19:14.921-03:00</updated><title type='text'>Em Busca de Reconhecimento e Identidade: A Greve na Educação Pública no Estado de São Paulo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6ILDqNVg2I/AAAAAAAAB04/f4Vfc1uus8o/s1600-h/grito2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6ILDqNVg2I/AAAAAAAAB04/f4Vfc1uus8o/s320/grito2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449930656569459554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para que a mobilização atinja o êxito necessário, é fundamental a adesão massiva dos professores nesse processo. Naturalmente, ampliando o número de participantes que engrossa a fileira da paralisação, o governador José Serra e seu fiel amigo e secretário da Educação, Paulo Renato, não terão como continuar a saraivada de deboches irresponsáveis contra a categoria docente. Serra vem praticando o jogo do “faz-de-conta que não existe” com a greve dos professores do estado de São Paulo e se recusa peremptoriamente a negociar. Um cínico teste de resistência que o governo aplica para medir a capacidade de mobilização dos professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande participação dos professores na assembléia do dia 12 de março mostrou a face da indignação da categoria. É pertinente ressaltar que somente a mobilização dos professores e o esclarecimento da população sobre a pauta de reivindicação da categoria que poderá garantir fôlego para continuar a manutenção da greve e sua crescente ampliação. Sublinha-se ainda que muito além de uma óbvia reivindicação salarial, a luta urgente e inadiável deverá ser por um novo modelo de Educação Básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) assim como o próprio governador Serra zombam dos professores dizendo que a greve é “política” e realizada por um punhado de descontentes. Como se não fosse “político” o descaso irresponsável dos tucanos com a Educação. E como não ser “político” o ato natural de gritar pela sobrevivência? Como não é de causar estranheza o falso modelo de democratização da informação aonde toda a grande mídia vem apoiando as nefastas políticas neoliberais que estampa passivamente em seus jornais e noticiários televisivos a versão governamental sem os mínimos critérios que mereceria qualquer denominação vulgar de “jornalismo democrático”. A deturpação esboçada em perdulárias campanhas publicitárias do governo falseia a realidade e logra a boa-fé e desinformação de números expressivos da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, toda grave é profundamente política. Assim como todas as decisões dos atores sociais possuem raízes essencialmente políticas. Portanto, todo movimento político não é passível de terceirização ou espectador das decisões na cômoda arquibancada. Cada professor é um militante nesta batalha pela dignidade profissional e auto-estima de sua própria condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda alienação permite a virulenta eclosão de espasmos ininterruptos de opressão, despotismo e barbárie. É muito fácil fingir a aneurisma profissional, incutir um olhar rasteiro para os lados ou recitar os velhos chavões da passividade irresponsável do inútil reacionarismo. A alienação engrossa a fileira da miséria humana. Enquanto muitos professores de forma ingênua ou resignada acreditam que seja “normal” trabalhar em condições subumanas, violência cotidiana e precariedade alarmante com uma remuneração cada vez mais irrisória e defasada, o sistema educacional sistematicamente gangrena e apodrece. Para o professor que se julga “profissional”, cabe participar do cenário de decisões de duas distintas saídas: submeter à ordem da calamidade educacional patrocinada há anos por sucessivas gestões acéfalas do PSDB ou lutar por reconhecimento de sua própria identidade e sua condição de existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um movimento grevista não é o fim, mas tão somente um meio de lutar pela construção de um espaço reivindicatório de sobrevivência diante da arbitrariedade. Infelizmente, diante do impasse promovido pelos governos do PSDB e a notória falta de compromisso histórico com a Educação pública no estado de São Paulo, não há outro meio de pressão democrático, digno e persuasivo a não ser a continuidade da greve. Uma greve cujo objetivo é a sobrevida da categoria docente em prol de um novo modelo educacional. Sem direito à recuos ou desistências, a ordem é a ampliação do poder transformador que somente a mobilização popular pode construir no interior de qualquer sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Assembléia Estadual dos Professores&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira, 19 de março – 14 horas – Vão Livre do MASP&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saiu no Jornal “&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Agora&lt;/span&gt;” em sua edição eletrônica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18/03/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u708500.shtml"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Greve de professor afeta quatro em dez escolas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Thiago Braga, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Agência Folha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Folha de S.Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Agora&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual) realizará amanhã uma assembleia na avenida Paulista (região central de São Paulo) para decidir se os professores continuarão ou não a greve iniciada na semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paralisação no Estado começou no dia 8. A reportagem fez ontem um levantamento da greve. Foram consultadas 108 escolas estaduais da capital e das regiões de Ribeirão Preto (313 km de SP), Campinas (93 km de SP), Jundiaí (58 km de SP) e São José dos Campos (97 km de SP) escolhidas aleatoriamente. Desse total, em 66 escolas todos os docentes trabalharam normalmente (61,5%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras 42 unidades foram afetadas de alguma maneira pela greve (38,5%) --em nove nenhum professor trabalhou (8%) e em 33 uma parte não deu aula (30,5%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, o governador José Serra (PSDB) foi hostilizado por grevistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funcionários de escolas dizem que foram orientados pelas diretoras a substituírem os grevistas por professores temporários para evitar que as crianças fiquem sem aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal pedido dos grevistas é um reajuste salarial de 34,3%. De acordo com o sindicato, a tendência é que a greve continue. "Até hoje não fomos recebidos para discutir a questão salarial", diz a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha. O governo diz que o movimento é político e que apenas 1% dos professores aderiram à greve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u708500.shtml&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-8244378689431702181?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/8244378689431702181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=8244378689431702181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/8244378689431702181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/8244378689431702181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/03/em-busca-de-reconhecimento-e-identidade.html' title='Em Busca de Reconhecimento e Identidade: A Greve na Educação Pública no Estado de São Paulo'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S6ILDqNVg2I/AAAAAAAAB04/f4Vfc1uus8o/s72-c/grito2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-3724167505744624189</id><published>2010-01-08T06:35:00.003-02:00</published><updated>2010-01-08T06:40:55.884-02:00</updated><title type='text'>Parte 4 de 4: O “Processo Imbecilizador”: A humilhação docente como instrumento de política neoliberal da Educação Básica em São Paulo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bvAdMxP2I/AAAAAAAABy4/8WJveBjFJWU/s1600-h/processo4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bvAdMxP2I/AAAAAAAABy4/8WJveBjFJWU/s320/processo4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424285592331566946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;4. A emancipação humana contra a barbárie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;“A liberdade não é mais que a afirmação de si mesmo”.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;(George W. Friedrich Hegel)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica do capital é a sistemática usurpação da condição humana. Na amálgama do capitalismo, a vida nada mais é do que um usufruto da exploração do trabalho alheio por parte das imperativas forças de produção. A educação pública inserida na lógica do mercado condiciona no aparelhamento da escola no patético papel de campos de concentração educacional, onde professores e demais funcionários desenvolvem papéis de feitores desta engrenagem de moer indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premissa é simples: rico paga, pobre pasta. Traduzindo a sintética sordidez capitalista à brasileira no âmbito educacional: quem tem melhor recurso econômico, paga escola privada para seus filhos (fixado no inconsciente social onde as “privadas” gozarem de melhor qualidade – e necessariamente não se trata de um fato realístico), que não tem recurso, aventura seu filho na escola pública! A lógica liberal trata a educação pública como um entulho social perdulário, servindo apenas para adestrar alguns trabalhadores “mais capacitados” e descartando o refugo humano desnecessário para as esteiras de produção. Todavia, nenhuma sociedade que aufere para si o rótulo de “humanidade” deve aprisionar seus filhos em cubículos de concreto e espaços estéreis de desenvolvimento numa inútil jornada de tempo. Nesta orquestração do “processo imbecializador”, resta pateticamente aos professores a tarefa de manterem minimamente a ordem e servirem como sentinelas para guardar a inspeção do “período escolar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível fazer uma pertinente analogia. A diferença entre professores da escola pública e agentes carcerários do sistema penal é que os primeiros ainda procuram se sustentarem na ilusão da “quintessência docente” e como um messias pedagógico, alheio à devastação à sua volta, buscará salvar algumas almas mediante seu toque de Midas. Já o segundo, suas supostas ilusões cessariam desde os primeiros momentos que adentra as agruras do recinto do sistema penitenciário.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo repetitivo ao ponto de não temer cansar o leitor: a educação pública e de qualidade não é e nunca foi uma prioridade de governo no Brasil. O resultado é anos de inchaço, ineficiência, sucateamento e condições precárias nas escolas públicas. Simplesmente, grande parte das escolas sobrevive do ponto de vista de sua logística pela mendicância de seus alguns gestores e professores mais apaixonados pelo seu oficio ou simplesmente a unidade escolar é abandonada à sua própria sorte (e geralmente adotada pelos traficantes de droga locais).  O caso do estado de São Paulo é exemplar, uma vez que se trata do principal pólo econômico do Brasil e América Latina. Apenas como intuito de exemplo de assimetria de recursos e prioridade governamental, somente esta semana, através do BNDES liberou um aporte de recursos de R$ 1,2 bilhão para investimento apenas para a uma única empresa transnacional de capital majoritariamente alemão, a Mercedes-Benz, a ser aplicado na fábrica situada na cidade paulista de São Bernardo. Claro, sempre o mote “politicamente correto” é a geração de empregos, então vamos lá: no caso específico dos recursos para a Mercedes-Benz a projeção será de gerar menos de dois mil empregos diretos (numericamente, um pouco mais de indivíduos de uma única unidade escolar)! Mais uma vez, a Educação não é uma prioridade de investimento e tampouco de governo. Exceto por algumas as linhas de crédito para encher bolso de empresários cujo mote é rapinagem imediatista do campo do Ensino Superior, não há uma única linha de crédito para a promoção da Educação Básica. O “S” do BNDES é “social” apenas na retórica da cabeça de seus gestores. A lição das “vozes racionalistas” do mercado que ecoa no governo é simples: para a economia, tudo é investimento (com o capitalismo calcado no erário da nação, claro!), para o social, o mero pragmatismo. Resultado: o desenvolvimento disforme, concentrador de renda e fôlego curto (exceto para os que acreditam que viver a labutar crédito em financeiras se endividando rigidamente é renda do trabalhador!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O burocrata que passa a trabalhar dentro da administração pública é geralmente formado em faculdades moldadas com currículos mimetizados em universidades estadunidenses,  arrotam “business to business” e não entende o desenvolvimento econômico como um processo intrinsecamente social. Já a classe política é um emaranhado de interesses e tentáculos corporativistas cuja ação se baseia na letargia administrativa, a lascívia sedutora da corrupção e as tentações para as mazelas contra o patrimônio público é quase uma prioridade. Infelizmente, grande parte do que restou da chamada “esquerda” também sofre de uma amnésia sistêmica no que tange as propostas para Educação. Em geral, em muitos discursos de uma esquerda “rósea” não é possível ver alguma luz no túnel de suas propostas ou programas para o campo da Educação, além de algumas triviais e inócuas retóricas ou irônicas ações mimetizadas de programas neoliberais (exemplo disto são os sete anos da gestão petista no Ministério da Educação do Governo Lula cujos avanços foram exaustivamente muito tímidos)! Diante do deserto fratricida e sem vigor ao combate da sanha assassina dos programas neoliberais, a Educação Básica vem sendo paulatinamente corroída por políticas neoliberais cujo objetivo é lixo do processo social formando gerações de seres humanos desvalidos, desesperançados e fadados ao se aprisionar no acúmulo de fardo humano entre guetos, favelas e palafitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletindo e fazendo uma leitura livre do filósofo alemão Jürgens Habermas, até mesmo dentro de uma democracia estabilizada, são necessários fortes debates e até mesmo uso da força para garantir direitos básicos aos cidadãos para continuar pulsando o ideal de cidadania dentro do modelo capitalista (ou seja, uma “caricatura de cidadania”). No caso da semidemocracia brasileira, a situação é de extrema preocupação. Nesta esteira, é fundamental a ruptura do processo de endogeneização da benevolência messiânica da tarefa docente para reconstruir um caminho de restauração da dignidade da profissão. Culpar as mazelas do Poder Público é uma tarefa razoavelmente fácil, porém sob o ponto de vista da ética, não é possível servir como instrumento do processo de articulação da barbárie por parte de irresponsáveis políticas neoliberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dignifica o ser humano não é o acumulo narcíseo de bens materiais, mas a capacidade suplantar obstáculos e melhorar a sua condição de mundo. Como assinala &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;István Mézáros &lt;/span&gt;(2005): “[...] é necessário romper com a lógica do capital se quisermos contemplar a criação de uma alternativa educacional significativamente diferente”. Uma escola que não tem como proposta edificante a emancipação humana estará inevitavelmente a ser apenas mais um esboço de um tétrico campo de concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ínterim, o resgate da profissão docente vai muito além da mera luta por miúdos centavos no holerite. O processo de construção do sujeito histórico esta na raiz da intervenção que o homem é faz dentro de sua arquitetura de mundo. Aproxima-se o dia que o acúmulo de derrotas cria estafa e somente uma vitória valorosa poderá saciar a vontade de continuar vivo dentro do processo. O chamado para a batalha é o clamor para a própria sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Referências bibliográficas ( Reunião das quatro partes):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOTTON, Allain de. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desejo de status&lt;/span&gt;. São Paulo: Rocco, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Textos sobre educação e ensino&lt;/span&gt;. São Paulo: Centauro, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÉSZAROS, István. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A educação para além do capital&lt;/span&gt;. São Paulo: Boitempo, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLEKHANOV, Giorgui V. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O papel do indivíduo na história.&lt;/span&gt; São Paulo: Expressão Popular, 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-3724167505744624189?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/3724167505744624189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=3724167505744624189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/3724167505744624189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/3724167505744624189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/01/parte-4-de-4-o-processo-imbecilizador.html' title='Parte 4 de 4: O “Processo Imbecilizador”: A humilhação docente como instrumento de política neoliberal da Educação Básica em São Paulo'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bvAdMxP2I/AAAAAAAABy4/8WJveBjFJWU/s72-c/processo4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-1038502366243278102</id><published>2010-01-08T05:47:00.004-02:00</published><updated>2010-01-08T05:58:42.590-02:00</updated><title type='text'>Parte 3 de 4: O “Processo Imbecilizador”: A humilhação docente como instrumento de política neoliberal da Educação Básica em São Paulo</title><content type='html'>&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0blbNI_2uI/AAAAAAAAByw/v_NqNvJGybg/s1600-h/processo3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 206px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0blbNI_2uI/AAAAAAAAByw/v_NqNvJGybg/s320/processo3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424275056760969954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: georgia;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Ca%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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&lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText 	{mso-style-noshow:yes; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} span.MsoFootnoteReference 	{mso-style-noshow:yes; 	vertical-align:super;}  /* Page Definitions */  @page 	{mso-footnote-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/a/CONFIG~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") fs; 	mso-footnote-continuation-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/a/CONFIG~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") fcs; 	mso-endnote-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/a/CONFIG~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") es; 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O chamado para a “jihad educacional” &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; line-height: 150%; color: rgb(51, 51, 255); font-family: georgia;font-family:georgia;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; line-height: 150%; font-family: georgia;font-family:georgia;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;(Johann Goethe)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;A situação da rede pública estadual de ensino só não é pior porque já se tornou impossível piorá-la! O fundo do interminável fosso de Educação Básica &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; já foi atingindo com méritos tucanos. O resta ao docente dois caminhos antagônicos que ele deverá optar: continuar na servidão da via crucis ou ser mais um “&lt;b style=""&gt;mujahid&lt;/b&gt;” para a “&lt;b style=""&gt;jihad educacional&lt;/b&gt;”. Uma analogia com o Islão é pertinente dentro do atual quadro de desespero que se encontra a Educação Básica e, aqui, se fará um exercício de reflexão. A palavra árabe &lt;b style=""&gt;jihad &lt;/b&gt;(literalmente se traduz por “luta”) significa linguisticamente “esforço” ou “empenho” (tal termo pode ser usado por muçulmanos ou não-muçulmanos) e não se trata de uma insana “&lt;i style=""&gt;guerra santa&lt;/i&gt;” (como preconceituosamente foi taxada pelos colonizadores europeus durante a Idade Média em batalhas religiosas contra os seguidores do Corão e do Profeta Maomé)&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3204639618998930556#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. Desta maneira, a Jihad&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;seria uma luta por vontade pessoal da busca e conquista da fé. Logo, o &lt;b style=""&gt;mujahid&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;é o seguidor da Jihad. De forma análoga, cada professor consciente de seu papel social será um mujahid neste processo de luta contra a terra arrasada imposta pelas seguidas políticas tucanas de destruição da educação pública.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Agora, no mês de janeiro, em plenas férias do quadro docente, o governo implanta seu processo seletivo onde apenas 25% dos melhores colocados adicionarão alguns trocados ao seu provento mensal (isto é, para quem eventualmente conseguir atingir as megalomaníacas metas impostas no projeto). O primeiro passo para o eleitoral ano de 2010 é o boicote às débeis provinhas de promoção. Nenhum professor poderá dar aval para este descalabro neurótico promovido pela PLC 29/09 sob pena de estar contribuindo para a insanidade da dupla Serra/Paulo Renato. Cada professor que busque dignificar sua profissão não poderá sucumbir ao processo de submissão voluntária em trocas de algumas supostas migalhas. É pura ilusão acreditar irão conseguir superar os mirabolantes condicionantes exigidos pela PLC 29/09 para conquistar algum naco de salário pela via estúpida de provinhas. Ressaltando, aqui se trata de aplicação do processo de provas para a classe docente em pelo período de suas férias! Para alertar aos conservadores de plantão, isto não significa que os professores não são capazes de fazerem provas ou bobagens similares, mas sim que &lt;b style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;u&gt;o projeto foi elaborado propositadamente para que os docentes de fato não consigam passar pelo processo seletivo&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Seria o projeto um emaranhado de imposições nefastas cujo objetivo é apenas humilhar os professores? Sim, sem dúvida! Bastaria uma simples leitura do projeto para entender seu caráter ordinário e inverossímil! Ademais, não se pode imputar aos docentes uma prova para ganhar nacos de aumento salário uma vez que fere de antemão a isonomia salarial da categoria. Cabe aos sindicatos, em particular a APEOESP, boicotar jurídica e política e fisicamente este tal processo de provinhas e buscar criar condições mínimas para o docente observar reflexivamente ao espelho suas condições de trabalho e sobrevida. A simples acomodação a este processo será a lápide que ornará o fim da categoria docente como norteadores e propulsores de lampejos de esperança social. Notadamente, o mero apelo ao desconhecimento dos fatos não servirá como alívio para a prostrada acomodação, como observa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guiorgui V. Plekhanov&lt;/span&gt;: “[...] os homens adquirem consciência de sua situação com um atraso maior ou menor em relação ao desenvolvimento das novas relações que modificam essa situação”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Tal situação não se trata mais de como se chegou ao fundo do poço, mas como a classe docente sairá deste lamaçal histórico promovido pelas mentes disformes da SEE-SP e a ninhada tucana. Dizer “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO&lt;/span&gt;” para as benditas “provinhas” também é dizer um grande “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SIM&lt;/span&gt;” para a dignidade do professor. Dizer “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO&lt;/span&gt;" para o processo imbecilizador da carreira docente é também dizer um fértil “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SIM&lt;/span&gt;” para o olhar responsável do docente perante sua categoria e ambiente de trabalho. Dizer “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO&lt;/span&gt;” ao processo de destruição fascista da educação pública pela administração tucana é dizer um enfático “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SIM&lt;/span&gt;” para uma à construção de um novo modelo de dignidade para a educação pública.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;A luta pela dignidade e melhores condições de vida é a própria luta pela emancipação humana. Logo, &lt;b style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;u&gt;cabe a todos os professores da rede pública a adoção do boicote sistemático e não contribuir para dar aval as tais “provinhas” do processo seletivo do governo Serra. O boicote é uma forma de resistência e luta em favor da escola pública e da dignidade da carreira docente.&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Contra a opressão é necessário a sublevação. Destaca-se pertinentemente que para transformar a condição humana de sua passividade sistêmica é necessário fazer uma revolução. As palavras de &lt;b style=""&gt;Karl Marx&lt;/b&gt; endossam a argumentação: “a coincidência da mudança das circunstâncias com a atividade humana, ou mudança dos próprios homens, pode ser concebida e entendida racionalmente como prática revolucionária”. Portanto, a &lt;b style=""&gt;jihad educacional&lt;/b&gt; proposta é o único caminho para buscar a dignidade usurpada por anos de destruição do sistema educacional pela ordinária política tucana.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;(Continua em: &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;“4. Emancipação humana contra a barbárie”&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr width="33%" align="left"  style="font-size:78%;"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3204639618998930556#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:black;"&gt;No árabe o termo "guerra santa" pode ser encontrado para a expressão "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;harbun muqaddasatu&lt;/span&gt;" ou "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;al-harbu al-muqaddasatu&lt;/span&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-1038502366243278102?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/1038502366243278102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=1038502366243278102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1038502366243278102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1038502366243278102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/01/parte-3-de-4-o-processo-imbecilizador.html' title='Parte 3 de 4: O “Processo Imbecilizador”: A humilhação docente como instrumento de política neoliberal da Educação Básica em São Paulo'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0blbNI_2uI/AAAAAAAAByw/v_NqNvJGybg/s72-c/processo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-7214255275980987827</id><published>2010-01-08T05:35:00.002-02:00</published><updated>2010-01-08T05:41:14.886-02:00</updated><title type='text'>Parte 2 de 4: O “Processo Imbecilizador”: A humilhação docente como instrumento de política neoliberal da Educação Básica em São Paulo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bhapp0b0I/AAAAAAAAByo/pg968WHlvgw/s1600-h/processo2a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bhapp0b0I/AAAAAAAAByo/pg968WHlvgw/s320/processo2a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424270649188446018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;2. O “Processo Imbecilizador”: uma insana metástase&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Não há outro inferno para o homem além da estupidez ou da maldade dos seus semelhantes.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;(Marquês de Sade)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Processo Imbecilizador&lt;/span&gt;” na rede oficial de Educação pública de São Paulo constitui numa das políticas mais cretinas e bem eficientes por parte de um Poder Público irresponsável e fascista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, o objetivo é fragmentar e pulverizar a categoria docente atribuindo-lhe uma política salarial de “bônus” individuais (até hoje não existe sequer um regra minimamente racional para se entender o misterioso processo de sua concessão!). A política de bônus serve apenas como um “cala boca” e fragmentador da mobilização dos docentes. Como sua concessão é aleatória, quem “ganha” o bônus acaba, por sua vez, sendo cooptado na ilusão de ampliação financeira em seus proventos. Mais uma vez, a SEE-SP se aproveita do narcisismo primário dos professores e consolida sua política de desestabilização do funcionalismo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo momento é responsabilizar os professores pelo caos na rede pública e deixar cada vez mais difíceis as condições de trabalho e sobrevivência dos docentes. É importante frisar sobre os sistemáticos processos de humilhação dos professores contratados (os chamados OFA/ACT) que a cada ano convivem com a insegurança de sua vida funcional. Para piorar, agora precisam passar por “provinhas” anuais estapafúrdias para conseguirem algumas aulas (outra humilhação de inicio de cada ano letivo é o processo de distribuição/atribuição de aulas para estes professores). Além de conviverem com o fantasma do desemprego sob a ameaça de não poderem obter aulas se não “passarem” nas provinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro momento é terceirizar ou diluir as atribuições dos professores dentro de uma unidade escolar com projetos completamente alienados no interior escolar. Um exemplo é o midiático e perdulário projeto “Escola da Família”, onde a SEE-SP assume um papel lamentável de “cafetina educacional” para angariar jovens universitários da rede privada sem o menor preparo, motivação ou compromisso com a Educação para “atuarem na escola pública”. Naturalmente, o resultado é o mais ridículo, alienado e inútil processo de ilusão educacional à custa do dinheiro público, além contribuir para ampliar a desvalorização do quadro docente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humilhação continua no quarto momento, que consiste na oficialização do arrocho salarial da categoria docente e imposição sistemática de provinhas para conquistar um ilusório aumento salário. Destaca-se que nenhuma categoria de servidores públicos do Brasil passa por vexame humilhante e coube à alienação franciscana e beneditina do quadro docente assumir a serviçal postura de conceder aval as loucuras irresponsáveis dos gestores tucanos da SEE-SP. Como sucesso da campanha fascista da gestão tucana, a humilhação e a falta de amor-próprio por parte dos docentes é tamanha que é não raro que tais professores achem que é “importante passar por este tipo de avaliação”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merece breve menção outra maldição que impregna o inconsciente da classe docente: a tarefa sacerdotal da profissão ser vista como uma dádiva divina. Tal como o processo de construção do heroísmo messiânico descrito na Bíblia sobre o martírio de Jesus Cristo, que percorreu a ferro, escárnio e seguidas humilhações a via crusis (perfazendo as catorze estações) desde o Pretório de Pilatos até ser crucificado no Monte Calvário. Dentro dos limites do imaginário docente, cada professor carrega consigo a ambivalência do narcisismo docente e a sacerdócio divino. Nesta psicanálise metafísica do oficio docente, o professor se sente incapaz de sublevar com maior tenacidade as agruras que sobrecarregam suas costas no inimaginável submundo de seu pequeno campo de concentração educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolas públicas depauperadas, arquitetura carcerária, política do silêncio, desqualificação docente, administração primitiva (operadas por diretores incompetentes, omissos ou corruptos, salvo algumas exceções) e aliando-se as condições subumanas de trabalho. Devido a uma variabilidade assimétrica originada pelo caos que é a rede pública estadual, cada unidade escolar poderá ter suas especificidades, porém as condições de precariedade é um fator comum a praticamente todas as escolas. Com uma política da “promoção automática” dos alunos imposta nos anos iniciais ainda na gestão tucana de Mario Covas, a ridicularização do trabalho docente ganhou maior desenvoltura ao ponto surreal de um aluno do final da Educação Básica, ou seja, o terceiro ano do Ensino Médio, sair com um diploma debaixo do braço e continuar ser apenas um analfabeto funcional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua em: “&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. O chamado para a “jihad educacional&lt;/span&gt;”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-7214255275980987827?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/7214255275980987827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=7214255275980987827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/7214255275980987827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/7214255275980987827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/01/parte-2-de-4-o-processo-imbecilizador.html' title='Parte 2 de 4: O “Processo Imbecilizador”: A humilhação docente como instrumento de política neoliberal da Educação Básica em São Paulo'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bhapp0b0I/AAAAAAAAByo/pg968WHlvgw/s72-c/processo2a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-1082470293256167731</id><published>2010-01-08T05:13:00.010-02:00</published><updated>2010-01-08T05:44:42.366-02:00</updated><title type='text'>Parte 1 de 4: O “Processo Imbecilizador”: A humilhação docente como instrumento de política neoliberal da Educação Básica em São Paulo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bb81_rtPI/AAAAAAAAByg/fEUiOYqTIwc/s1600-h/processo1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 305px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bb81_rtPI/AAAAAAAAByg/fEUiOYqTIwc/s320/processo1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424264639547159794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: georgia;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Ca%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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Políticas neoliberais de punição e humilhação&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:10pt;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; line-height: 150%;font-family:georgia;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Ca%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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 &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; line-height: 150%; font-family: georgia;" align="right"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; line-height: 150%; font-family: georgia;" align="right"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Ca%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt; 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A humilhação consiste em expor ao ridículo tanto quanto possível." &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;(Herbert Nier Koughron)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Se não bastasse a hecatombe educacional promovido pelas seguidas gestões tucanas à frente da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP), o que mais poderia vir das cabeças esquizofrênicas de seus irresponsáveis gestores? O primeiro passo foi empurrar a culpa no passado (responsabilizar outras gestões e coisa desta bela natureza eleitoreira), depois é responsabilizar escancaradamente o professor pelo estágio de metástase que encontra o fosso educacional. Agora, a próxima etapa é unir a pirotécnica marqueteira e a humilhação total do profissional da educação. Bravo!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;A política tucana de humilhação do funcionalismo público não é gratuita. No seu cerne busca sustentar uma ideologia de desmonte do Estado e tem grande suporte de apoio na mídia neoliberal. Logo, o governo Serra por via do seu amigo e Secretário de Educação, Paulo Renato de Souza, tira do bico tucano um magistral e midiático “Plano de Carreira do Magistério”. Possivelmente é o projeto mais ordinário dos últimos tempos feito pelo Poder Público para desmobilizar, estrangular e, por fim, destruir uma categoria de trabalhadores. E não se trata de apenas eclodir meros jargões políticos. Este processo merece muita atenção diante da condição de “assédio moral” que vem sofrendo a categoria docente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;O que consiste mais esta nova maldição imposta pelo governo tucano de José Serra? Há uma estratégia bem definida e razoavelmente amarrada que consiste na falácia do discurso da meritocracia impregnado de políticas neoliberais. Para seus defensores, a meritocracia separa de forma bem simplificada o “joio” do “trigo”, logo os “bons” seriam premiados e as “maçãs podres” seriam punidas. A meritocracia é o elogio ao “status” e as pessoas outorgadas pela “condição superior” que exclusivamente serão dignas dos louros e holofotes. Como assinala um aforismo de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Allain de Boton &lt;/span&gt;(2005) sobre o caráter da estratificação na sociedade meritocrática: “os ricos é que são úteis e não os pobres” (ou de outra maneira mais sintética e popularmente narcísea “se eu consegui com meu ‘esforço’ por que o outro também não conseguiu?”). A meritocracia dentro de uma categoria profissional além de fazer uma clivagem corrosiva dentro dos seus quadros, alicerça uma condição avassaladora de hostil competição entre seus membros. Inevitavelmente, os resultados são desastrosos para quem emprega a política do código babilônico de Hamurabi sinalizado pelo clássico aforismo, “olho por olho, dente por dente”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Pelo PLC 29/09 lançado pelo governo Serra e aprovado pela Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP) no final de outubro passado, os professores efetivos e estáveis serão submetidos a diversas provinhas mediante uma rocambolesca quinquilharia de regras e pré-condições básicas intercaladas por “faixas de promoção”. Para fazer propaganda em épocas pré-eleitoreiras, o governo Serra em conjunto com a grande mídia estampou nos quatro ventos que “um professor com curso superior poderá chegar a um salário final de R$ 6.270 (242% acima do piso), se conseguir atingir a quinta faixa. Se não conseguir as boas colocações nos exames, chegará a R$ 3.181 (73% acima do valor inicial)” (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FOLHA DE S. PAULO&lt;/span&gt;, 21/10/2009). Logo, não seria difícil para a população concluir de forma abrupta que a classe dos professores dos seus filhos é bem afortunada e ao mesmo tempo “vagabunda” e responsável pela péssima qualidade de educação. Iludidos pela campanha midiática do governo Serra, não é estranho que alguns grupos de pais que se dizem “preocupados com educação dos filhos” se manifestem de forma agressiva e alienada contra os professores. Vale lembrar que o piso nacional é menos de dois salários mínimos mensais para uma jornada de quarenta horas semanais e no caso dos professores da rede pública da SEE-SP, o valor do salário-base (que incide cálculos previdenciários) é aproximadamente o mesmo para uma jornada básica pouco inferior a 30 horas semanais.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;Na ocasião, esta fábula salarial prometido pelo governo foi estampada e anunciada em primeira página em todos os jornais de grande circulação de São Paulo, sem o menor questionamento das “regrinhas” no mágico plano da dupla Serra/Paulo Renato. Infelizmente, o senso crítico nem sempre é regra da prática docente, mas o estéril mimetismo do “dador de aulas” (resultado de anos da massiva política do aneurisma fascista tucana para a Educação Básica). Muitos professores aplaudiram entusiasticamente o plano, como a sendo a mítica “pedra da roseta” de sua convalescida profissão. Todavia, com a timidez e indiferença omissa dos sindicatos da categoria (notadamente a APEOESP, uma vez que o CPP apenas é um sindicato de patronal de fachada e administrador de “colônias de férias”) que não se mobilizaram ferrenhamente contra o projeto, grande partes dos professores não entenderam que para ganhar os supostos miraculosos salários para quitarem seus carnês das Casas Bahia precisam esta dentro de um rol de 25% dos supostos “bem avaliados da rede estadual” dentre os professores que se sujeitarem servilmente a fazerem a tal provinha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; line-height: 150%;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;Continua em: &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2. O ´Processo Imbecializador&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;`: uma insana metástase”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-1082470293256167731?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/1082470293256167731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=1082470293256167731' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1082470293256167731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1082470293256167731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2010/01/o-processo-imbecilizador-humilhacao.html' title='Parte 1 de 4: O “Processo Imbecilizador”: A humilhação docente como instrumento de política neoliberal da Educação Básica em São Paulo'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/S0bb81_rtPI/AAAAAAAAByg/fEUiOYqTIwc/s72-c/processo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-1444285650517010427</id><published>2009-11-05T09:43:00.005-02:00</published><updated>2009-11-05T09:54:19.294-02:00</updated><title type='text'>Educação e Barbárie: Adaptação ao Caos na Política da Mediocridade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvK72vAAUYI/AAAAAAAABwg/YWmQ8DkLQ-s/s1600-h/educa%C3%A7%C3%A3obarbarie.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 283px; height: 285px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvK72vAAUYI/AAAAAAAABwg/YWmQ8DkLQ-s/s320/educa%C3%A7%C3%A3obarbarie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400585452174463362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Em sua luta pela existência (Dasein) os homens necessitam do esforço do conhecimento, da procura da verdade, porque não encontram revelado de imediato o que é bom, justo e benéfico para eles.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;(&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;Herbert Marcuse&lt;/span&gt;, “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cultura e Psicanálise&lt;/span&gt;”)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma grande capacidade humana é o poder de adaptação nas mais áridas situações e ambientes. Praticamente em quase todas assimétricas regiões do planeta Terra existe presença humana no desenvolvimento de algum tipo de sociabilidade entre núcleos de indivíduos. As privações materiais ou ambientais são trabalhadas de forma que a luta pela sobrevivência seja a força-motriz de atos e ações individuais ou coletivas. Neste mecanismo de sobrevivência, uma situação de barbárie poderá ser configurada de forma a atenuar seus efeitos deletérios a tal ponto que possa se tornar “aceitável” a degradação humana em troca de algumas “sublimações” ou “concessões” da dignidade básica que constitui o ser humano. Sorrateiramente, é no ritmo das “concessões circunstanciais” que se alicerça o grande perigo para a própria sobrevivência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curta matéria do matutino “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;” desta quinta-feira, 05/11, merece ser digno de nota. Com o título, “&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0511200917.htm"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rio treinará aluno para agir durante tiroteio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;” o jornal destaca o projeto da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro de “treinar” professores para agirem em situação de tiroteio. “A partir do ano que vem, medida vai envolver 100 mil estudantes e 4.000 professores de 150 escolas em áreas de risco”, destaca a reportagem. Um detalhe inusitado do programa é o nome do projeto da prefeitura carioca com apoio da UNESCO: “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Escolas do Amanhã&lt;/span&gt;”. Para deixar mais insólito o debate, na mesma reportagem, assinala uma “crítica” da ex-secretária de Educação do Rio de Janeiro, Regina de Assis: “Os professores e alunos já sabem como agir. Isso é jogada de marketing”. Traduzindo: a barbárie do tiroteio alvejando ambientes escolares na cidade-olímpica é tão natural quanto o ar com cheiro de pólvora que adentram nos pulmões das crianças. Mais surreal impossível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem desejar recair numa bizarra e provinciana comparação dos níveis de violência genocida entre São Paulo e Rio de Janeiro, esta simplória matéria no jornalão paulista poderia causar maior torpor nos leitores mais desavisados ou que não tem muito conhecimento das implícitas realidades do cotidiano. Com merecidos créditos, a cidade-olímpica cuja proteção imaginária é feita pela generosidade do Cristo Redentor é o alvo de toda saraivada de críticas pela escalada absurda de violência. Todavia, utilizando uma pieguice expressão conhecida popularmente como “chutar em cachorro morto”, é muito mais fácil criticar o óbvio do que olhar o que está atolando os próprios pés. Poder-se-ia inferir afobadamente que a Guerra Civil Fluminense é um problema local e longe das demais “realidades brasileiras”. Ledo engano! O que falar da violência silenciosa que contaminou quase todo o sistema de Ensino Básico das escolas públicas do Estado de São Paulo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estupidez da barbárie do cotidiano escolar não é apenas restrito aos limites da Grande São Paulo e segue interior adentro. Cada vez mais, sem maiores alardes e dentro da surdina que range os portões escolares, a tolerância ao consumo de drogas dentro e fora de recintos escolas e o medo que muitos profissionais da Educação têm que conviver em ambientes degradados longe de possibilitar o convívio de seres humanos. Avolumam-se exponencialmente inúmeros casos de agressões por parte de alunos contra professores. "Ofender", "intimidar" e "ameaçar" são verbos usuais cada vez mais empregados na rotineira relação psicanaliticamente atormentada entre professores e alunos. A adaptação aos insultos gratuitos é uma rotina consagrada de grande parte dos professores na sua tarefa “sacerdotal” de operar ilusórios milagres educacionais em regime de total devassidão de sentido. A impunidade e a certeza que toda relação humana se baseia numa truculência assimétrica de valores e significados é um terreno fértil para a perpetuação de contínua elasticidade das condições de barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação que mais caracteriza o ambiente escolar, em especial das escolas públicas geridas pelo governo de São Paulo é o fingimento. Como a Alice no “País das Maravilhas”, personagem da obra clássica do britânico Lewis Carroll, o governo tucano através da Secretaria de Educação (SEE-SP) há duas décadas que patina num mundo encantado de um mágico surrealismo fingindo que organiza a Educação pública. Há poucas semanas, Paulo Renato Souza, o atual secretário que ocupa a pasta da SEE-SP do governo José Serra, concedeu uma entrevista para as Páginas Amarelas da amarelada “Revista Veja”. Na neoliberal e colonizada Revista Veja, Paulo Renato demonstrou que é um excelente secretário de Educação sueco ou finlandês e buscou fingir que conhece a realidade do sistema educacional que gerencia. Na política do caos, o sórdido modelo tucano de Educação Básica é meramente culpar os professores por todas as mazelas do sistema e jogar a sociedade contra a classe trabalhadora na Educação (prática usual de governos neoliberais). O atual mote da gestão de Paulo Renato é um imbecilizado “Plano de Carreira” que utiliza o cínico modelo da “meritocracia” por meio de senis provinhas como meio de coerção dos professores. Nas entrelinhas do “Plano de Carreira” já aprovado pela Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP), os professores do Ensino Básico do Estado de São Paulo serão os primeiros servidores públicos do país que terão o “privilégio” de constituir na primeira categoria a não ter mais isonomia salarial e ter anulado qualquer possibilidade de reajuste salarial via decreto-lei! Logo, para auferir lampejos que assegure qualquer aumento salarial, os professores terão que se submeter às esdrúxulas “provinhas” sob o cínico rótulo da meritocracia. Na adaptação à barbárie, não será estranho em brevíssimo tempo a movimentação de boa parte do professorado a torrar seus escassos níqueis em inúmeros “cursinhos para as provinhas” entre suas estafantes e caóticas jornadas de trabalho. Desta forma, diante do caos arquitetado pela irresponsabilidade e incompetência da SEE-SP, para a grande maioria dos professores a reivindicação de direitos básicos se tornou “inutilmente” obsoleto e, conseqüentemente, a única saída é “aceitar” a barbárie como forma de sobrevivência. Sintomático!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E segue a política do cinismo tucano e a ocultação da violência nas unidades escolares. A SEE-SP finge que tem uma equipe de segurança de policiais que fazem à risível “ronda escolar” com profissionais tão preparados quanto à Guarda Municipal que vive espancando camelôs no centro da capital paulista (mais outro bizarro cenário do cotidiano paulistano!). Com uma invisível política de segurança pública dos arredores das escolas, a SEE-SP finge que dá segurança aos precários prédios escolares. Com o consumo cada vez mais freqüente de drogas e seu facílimo acesso por parte dos alunos, tal conjunto de fatores constituiu numa geratriz de profunda dispersão da violência dentro das unidades escolares. O mais incrível é que tudo é jogado ao “Deus dará”: sem apoio do Estado para dar garantias mínimas para alunos, professores em situações de risco, sem uma política antidrogas e sem assistência médica e psicológica o resultado é o fingimento por parte do Poder Público do zelo pela Educação pública. Naturalmente, a violência dentro das unidades de ensino por parte de livre trânsito de drogas é apenas um dos aspectos que torna a unidade escolar um ambiente de profunda angústia e palco de inútil confinamento de seres humanos o qual leva o mote singelo de “educação”. Mais uma vez, boa parte das unidades escolares não passa de arcaicos campos de concentração. E a situação é ainda mais caótica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ficar restrito ao caso de São Paulo, é importante frisar o fracasso retumbante do modelo pedagógico-educacional praticado pela SEE-SP. A adaptação subserviente ao caos na Educação Pública é a ordem primaz que diretores, professores e funcionários lutam diariamente para gerenciar a escassez de recursos, norteadores pedagógicos e de significado social montados em prédios que inúmeras vezes lembram muito mais à cadeias públicas. Para citar um tétrico exemplo, o autor que aqui escreve já trabalhou em uma unidade escolar integrante do sistema público da SEE-SP onde se fazia presente três enormes e pesados portões de ferro que separavam a rua do interior da “cadeia”, ou melhor, “escola pública”. Seguramente, poucas delegacias de polícia ou centros de detenção possuem formidável sistema de portões trancafiando seus confinados! A arquitetura do medo e da opressão é peça integrante da arquitetura da barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adaptação à barbárie é a célula-mater do modelo desenvolvido pelas sucessivas gestões tucanas em São Paulo. Em belíssimas propagandas eleitoreiras do governo de São Paulo, as cenas são dignas de paisagens educacionais suecas, canadenses ou finlandesas: professores e alunos tão felizes como se estivessem num verdadeiro Paraíso dos Trópicos. Lá no Rio de Janeiro como cá em São Paulo, a adaptação ao caos é a via por onde a sociedade cinicamente se permite “aceitar” numa condição de barbárie para si e para suas vindouras gerações. Lembrando apenas em períodos eleitorais, a Educação pública é vista como algo secundário, marginalizado e situa-se como uma “dádiva” dos ricos para os filhos dos pobres condenados à serem trabalhadores no refugo do modelo capitalista, nada é levado realmente a sério neste fundamental setor social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para exemplificar, com a sordidez digna das novas gerações de políticos que apenas operam a “via democrática” para a manutenção do “status quo” vigente, o Brasil conseguiu consolidar um dos principais parques automobilísticos do mundo com alta capacidade tecnológica e uma sofisticada logística para atender o mercado interno e externo. Paradoxalmente, regurgita um falido e catastrófico sistema de Educação Básica. A força e compromisso do grande capital no exclusivo modelo capitalista é naturalmente com a geração de mais-valia e às favas para os seres humanos. No moto-contínuo capitalista, os humanos são apenas peças descartáveis de sua complexa engenhoca de criar auto-replicação do capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada ano, em movimento eleitoreiro, o governo das três esferas de poder alardeia aos quatro cantos do eleitorado uma nova “injeção” de recursos para a Educação. Como num passe de mágica, nada efetivamente se observa com alguma materialização, exceto algumas escolas estrategicamente “modelar” para fazer propaganda política. A constatação óbvia é que a Educação Básica “para pobres” nunca foi política prioritária de nenhum governo. Histericamente, as escolas privadas com alto valor nominal de suas mensalidades inventam miraculosamente uma série de “recursos pedagógicos” de duvidosa contribuição para o ensino-aprendizado dos seus alunos. Quando não é trivial distinguir se o ambiente privado de educação foi projetado para a finalidade de “educar” ou se constituírem em mais um shopping-center para incitar a futilidade consumista de seus alunos e extorquir dinheiro de seus respectivos pais ou responsáveis legais. Para este modelo, o princípio básico é agradar os pais dos alunos e, estes por sua vez, conseguir que sua prole conquiste assento em alguma universidade (claro, de preferência uma universidade pública!). Neste modelo mercantilizado de “conhecimento bancário”, como a tarefa da Educação Básica fosse tão somente pré-fabricar vestibulandos e futuros “bixos”. Logo, entre açougues, borracharias e quitandas, para muitos ufanistas do “modelo privado” do livre mercado da Educação, a adaptação à mediocridade caótica não é apenas “mérito” do sistema público de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é sempre tão conhecida e exaustivamente repetitiva: enquanto a Educação Pública verdadeiramente e visceralmente não for um projeto de Política de Estado para redefinir o papel do Estado no sistema educacional, continuará as velhas retóricas e suicidas práticas de adaptação à barbárie. Alertando que a barbárie não faz nenhum tipo de concessão para a vida e a dignidade humana. A adaptação de alunos aos tiros de metralhadores e pistolas ou a violência explícita dentro das unidades escolares é comprovação mais que evidente da falência gritante das políticas públicas do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, quando o Estado se torna inoperante e não é mais capaz de produzir ou conduzir suas ações, permite produzir um “vácuo” de poder econômico, social e político. No ínterim, insere-se nesta fenda um “Estado Paralelo” movido pela corrupção e controle de elementos que recriam a seu bel prazer uma nova “ordem” dentro do caos. A ordem do medo, da coerção e do gerenciamento delinqüente da “coisa pública” desestabiliza qualquer Estado e deixa exposta a face mais cruel da barbárie que atinge frontalmente vítimas indefesas. Relegar a Educação aos excrementos mais fétidos das inócuas políticas públicas neoliberais em troca de discursos ficcionais e a propaganda eleitoreira é construir em surdina os trágicos alicerces para uma sociedade cada vez mais insustentável do ponto humanitário. A adaptação humana à barbárie é também a sua melhor forma de auto-extermínio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-1444285650517010427?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/1444285650517010427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=1444285650517010427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1444285650517010427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1444285650517010427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2009/11/educacao-e-barbarie-adaptacao-ao-caos.html' title='Educação e Barbárie: Adaptação ao Caos na Política da Mediocridade'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SvK72vAAUYI/AAAAAAAABwg/YWmQ8DkLQ-s/s72-c/educa%C3%A7%C3%A3obarbarie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-8085987357167504221</id><published>2009-09-21T06:11:00.002-03:00</published><updated>2009-09-21T06:14:48.410-03:00</updated><title type='text'>Café da Manhã ou Jantar?: A cruel opção em cenas da barbárie cotidiana da Educação Básica de São Paulo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrdD7y3S_NI/AAAAAAAABu4/xCuB4L-6SMY/s1600-h/pratovazio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrdD7y3S_NI/AAAAAAAABu4/xCuB4L-6SMY/s320/pratovazio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383846574089764050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Pense rápido e escolha somente uma única opção em duas alternativas possíveis: Você deixaria seu filho sem café da manhã ou sem jantar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais patética ou cretina que seja a pergunta, este foi o dilema que muitos pais que tem filhos nas creches da Prefeitura de São Paulo tiveram que enfrentar na semana passada. Segundo a Agência Folha, tais pais “receberam um formulário com duas opções: escolher se o filho ficará sem café da manhã ou sem jantar. O papel não podia ser levado para casa e tinha de ser respondido no local”. Motivo? Um corte em 20% da verba municipal destinada à merenda escolar de 120 mil crianças atendidas em creches paulistanas. Segundo ainda a Agência Folha, a estimativa é de que 60 mil crianças, ou seja, metade dos alunos matriculados das creches terá uma refeição a menos nas creches!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta compromisso social e sobram “planilhas técnicas”. A prefeitura da cidade que tem o maior orçamento municipal do país alega que por “razões técnicas” com a mudança dos turnos dos alunos com redução de jornada (ou seja, diminuindo o tempo de 12 horas para 10 horas de permanência da criança na creche), haveria um remanejamento de refeições que possibilitaria a “economia” para os cofres públicos. Segundo o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, apurado pela Agência Folha, o gasto médio mensal da prefeitura com alimentação nas creches será 20% menor, caindo de R$ 2,85 milhões para R$ 2,28 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para variar, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) como se nada tivesse acontecido (a moda pegou!), disse que não sabia e que “se foi uma decisão equivocada é evidente que sim [podemos reavaliar]. Com a maior humildade”. A explicação do secretário de Kassab é mais inusitada. Segundo Schneider, a decisão não seria economizar, mas o fato apenas decorrência das “razões técnicas”: "O gasto mensal com merenda é de R$ 36 milhões, incluindo todas as escolas. A mudança no cardápio das creches vai representar menos de R$ 600 mil de economia”. A pergunta que cabe é pertinente: &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;tirar alimentação básica de crianças em idade de crescimento é pura incompetência ou inteira má-fé? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundo do poço. São gestos desta natureza que percebemos a total desorientação das políticas públicas de educação básica do país. Adentrando ao inferno, já no falido sistema público de educação básica do Estado de São Paulo, a situação é o retrato sem Photoshop da terra-arrasada.  Além da total falta de segurança nos prédios escolares, é sabido que falta de tudo (a expressão já virou uma trágica desgastada redundância!): de merenda básica para os alunos à falta de número mínimo de funcionários como, por exemplo, inspetores de alunos e cozinheiros na esmagadora maioria das unidades de ensino da rede pública estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação da grande maioria das unidades escolares públicas é digna da podridão dos ranços dos campos de concentração de Auschwitz. Com a barbárie instalada, pergunta-se o motivo da resistência ou leniência que o Ministério Público tem em agir para poder simplesmente fechar estes prédios públicos e forçar o governo e reconstruir todo o seu sistema educacional. A gestão tucana conseguiu o feito de destroçar o que já estava ruim no sistema básico de educação. Nas mãos das irresponsáveis e nefastas políticas neoliberais, o futuro da educação básica pública é tão obscuro e desanimador quanto o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letargia e aneurisma social. Semana passada em matéria da Agência Folha, uma tecnocrata do Ministério da Educação disse que seria “mito” dos que alegam que a educação básica agora esteja “pior” do que no passado. Segundo a tecnocrata, a explicação seria que antes eram poucas as opções de educação pública e agora se atingiu a universalização do acesso, apesar da precariedade. Tal belíssima análise até poderia ganhar um retumbante Oscar pela dramaturgia dantesca se a situação fosse ficção. Todavia, a realidade é outra e alarmante, principalmente que tais declarações é oriunda de uma “policy maker” que em tese deveriam pensar na Educação como uma construção vital para qualquer país e não como meros números de uma bolorenta cesta de estatísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da Educação não deve ser tratada do ponto vista da simplificação estéril do “caráter técnico”. Tampouco com o nariz torto dos que acham se tratar de “entulho” estatal como é fixado no inconsciente da grande maioria dos burocratas e políticos. Pensar em Educação é atuar na estratégia de construção e consolidação dos pilares fundadores de qualquer país alicerçado na idéia de estado-nação. Relegar o plano educacional às cabeças ocas da acefalia burocrática é assassinar qualquer projeto de viabilidade institucional em longo prazo de qualquer nação. Quem ganha com um país estúpido povoado de analfabetos completos ou analfabetos funcionais? Numa democracia do planeta se consolidará com um exército de seres marginalizados e atirados ao relento atados miseravelmente somente com a sorte e o crucifixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inacreditável que passado praticamente toda a primeira década do século XXI e ainda encontramos escolas públicas de educação básica dignas dos lugares mais nefastos da pobreza subsaariana do continente africano. Escolas sitiadas pela marginalidade e a precariedade reinante em todas as dimensões. Corpo técnico e quadro de professores amplamente acuados e desmotivados e com salários estupidamente ridículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante frisar (sem sinais de cansaço!) aos que não entenderam ainda sobre a realidade, em especial aos “policy makes” de plantão: a Educação é feita de seres humanos para a construção humanitária de outros seres humanos. A política educacional não é linha de produção em série de insumos como aço, petróleo, concreto ou plástico. É impossível definir “critérios técnicos” como o desumano e assassino corte de verbas para alimentação de crianças. Sim, senhores “policy makes”, crianças e também adolescentes são seres humanos e quem sabe poderiam até ser um filho dos senhores. Aliás, não seriam... Na maioria dos casos, a reprodução da mediocridade é clonada: os filhos destes “policy makes” estudariam em suntuosas e estéreis escolas privadas de linha de produção mercantil para se tornarem no futuro outros “policy makes” imbecilizados ocupando as tarefas dos seus próprios pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pergunta que cabe urgir se trata da questão “tempo”: até quando a sociedade e o Ministério Público permitirão o silencioso esfacelamento da educação básica nas escolas públicas de São Paulo? O drama é aprofundado se levar em conta que São Paulo é o estado mais rico economicamente da federação e proporciona um destroçado sistema público de educação básica. Portanto, indaga-se em qual vala-comum se encontra a educação básica das escolas públicas nos demais estados do país, em especial nas regiões centro-norte e nordeste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de feita a escolha alimentar, aos que possuam alguma lanterna nas profundezas oceânicas, acionem a luz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-8085987357167504221?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/8085987357167504221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=8085987357167504221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/8085987357167504221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/8085987357167504221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2009/09/cafe-da-manha-ou-jantar-cruel-opcao-em.html' title='Café da Manhã ou Jantar?: A cruel opção em cenas da barbárie cotidiana da Educação Básica de São Paulo'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SrdD7y3S_NI/AAAAAAAABu4/xCuB4L-6SMY/s72-c/pratovazio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-6350140033690822889</id><published>2009-08-11T07:27:00.004-03:00</published><updated>2009-08-11T07:32:52.462-03:00</updated><title type='text'>Escola Pública, Marketing Eleitoral e Hipocrisia: O governo Serra e a perpetuação dos campos de concentração educacionais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SoFIQkC5-JI/AAAAAAAABq8/80qqu3M7yQc/s1600-h/burro+no+po%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SoFIQkC5-JI/AAAAAAAABq8/80qqu3M7yQc/s320/burro+no+po%C3%A7o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368651680193312914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em plena corrida a sucessão ao Planalto, o governador de São Paulo, José Serra lançou um prosaico plano de carreira para o magistério público do Estado. Imaginando que se resolverão anos de corrosão e decadência da educação pública paulista promovido por sucessivos governos tucanos, Serra tira da sua cartola um plano bem ao estilo da sua linha pseudo-ideológica: as benditas “provinhas” de punição aos professores. Como descreveu a jornalista da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;, Mônica Bergamo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A proposta, que contemplará os 130 mil professores concursados, prevê a criação de cinco faixas salariais: a inicial será de R$ 1.834; depois da primeira prova, os mais qualificados terão 25% de aumento, passando para a segunda faixa; três anos depois, eles realizam a segunda prova e têm mais 25%; e assim por diante, até a quinta faixa. Pela projeção do secretário Paulo Renato Souza, da Educação, os salários poderão alcançar R$ 7.000 no fim da carreira. Quem for mal nas provas terá que se contentar com os reajustes tradicionais (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;, 03/08/2009).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o cinismo das palmas para o novo “milagre educacional” da dupla Serra e Paulo Renato está, como sempre, o jornalista Gilberto Dimenstein, o Todo-Poderoso intelectual da Educação da FOLHA. Para os jornalões paulistas que apóiam a candidatura tucana para a sucessão de Lula, agora tudo se resolveu! O teatro se resume na seguinte premissa: “a culpa pelo descalabro da Educação é somente dos professores, logo eles serão responsabilizados e punidos por tudo isto!”. Como a política tucana é a punição ao funcionalismo público, com o anuncio do mirabolante plano de carreira para o magistério paulista atrelado às provinhas “avaliativa” para que o professor possa conquistar a ficção do aumento salarial. Segundo o milagre de Serra, o professor ganhará até o final da sua carreira cerca de sete mil reais ao mês para quem tem hoje um salário-base por volta de um mil reais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, as superficiais análises dos jornalões pró-Serra esqueceram-se de escrever em suas matutinas colunas que tal valor dos monumentais sete mil reais mensais somente será atingido (“se Deus quiser!”) após de 16 anos de trabalho, se e somente se, após aprovação em provas e mais provas (de conteúdo desconhecido e nenhum critério estabelecido) até atingir a mágica nota “nove”! Independente do tempo de serviço, se não for aprovado, não ganhará nenhum centavo adicional! Nota nove para uma gestão que é um redondo zero no ramo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta dirigida aos mágicos de plantão e sua platéia: qual outro ramo do serviço público, com exceção dos professores, se submete ao ridículo, patético e humilhante joguete de provinhas para obter algum suposto naco de aumento salarial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que aplaudem Serra e Paulo Renato, provavelmente vão se apoiar no apologético sistema da meritocracia. Estamos no fundo do poço do sistema educacional paulista, sem nenhum horizonte de perspectiva governamental, anos de arrocho salarial e festejar qualquer sistema de meritocracia é, no mínimo, um debochado insulto. Como faz parte da política tucana, o trabalhador do sistema público é tratado como indolente, preguiçoso ou coisa do gênero. Por sua vez, o funcionalismo público terá que passar por um marqueteiro “choque de gestão” em Recursos Humanos (por sinal, a iniciativa privada com a fabricação de milhares de desempregados – o exército de reserva – adota com freqüência os tais métodos de coação de seus trabalhadores). Aliás, o ex-governador tucano, Geraldo Alckmin adorava esbravejar tal bordão em suas campanhas eleitorais até entrar em curto-circuito pelas urnas e pelo bico do próprio partido!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se: uma questão é a construção permanente de uma política salarial para uma categoria, outra questão completamente diferente é capacitação profissional. É inequívoca a urgência de uma reestruturação e capacitação de boa parte dos trabalhadores em educação, todavia isto jamais poderá ser feito pelas vias totalitárias da punição e coerção. Planos de carreiras não podem ser confundido como um absurdo sistema ineficiente e punitivo. Numa sociedade que se articula através do trabalho, é natural que o trabalhador seja a essência primaz de consolidação da arquitetura social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a mídia, isto tudo é um belo teatro para fabricar notícias adornadas com um fantástico programa de “provinhas meritocráticas”.  Para os pais, acreditarão que seus filhos assim terão melhores professores. Os filhos seguirão o mesmo raciocínio dos pais. Para a classe dos professores fragmentada, inerte e humilhada, acreditará que terá finalmente algum aumento em seus rendimentos. Para a tal “opinião pública”, a sensação que os tucanos estarão conduzindo bem a política educacional. E finalmente para os maiores interessados nesta política teatral, os tucanos terão muito a explorar à exaustão em peças de marketing para promover Serra-2010. Porém, tudo isto não passa de ficção hipócrita e barata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, numa só canetada, Serra simplesmente condenou qualquer lampejo de suposto aumento salarial da categoria e sinalizou que prosseguirá a política voraz do arrocho! Condenou a todos os professores a mais profunda estupidez: eles terão agora que se submeterem às provinhas para ter algum aumento (se não tirar “notinha”, ficará com a mesma “rendinha”!). Serra ainda passou por cima de quaisquer acordos que poderiam convergir de um sistema intersetorial (sindicatos, acadêmicos, trabalhadores e governo) de discussão para um verdadeiro plano de carreira para a categoria. E por sua vez, colocou nova lápide no mais catastrófico sistema de gestão educacional do país. Sempre é necessário ressaltar que as escolas públicas paulistanas beiram muito mais à calamidade humanitária proveniente dos odiosos campos de concentração de Auschwitz do que qualquer modelinho europeu ou estadunidense que ronda a cabeça de políticos tucanos e seus aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima dos salários está a necessidade de ter um mínimo ambiente saudável de trabalho. Dentre tantos problemas sociais, são três os mais gritantes e alarmantes sistemas públicos de alocação de pessoas e serviços do Estado de São Paulo: o penitenciário, o educacional e o de saúde. São sistemas completamente falidos, desumanos, insanos, acéfalos e que se tornaram inúteis socialmente. É importante salientar que são sistemas públicos que há muito tempo entraram em profundo colapso, com profundas hemorragias e tecido necrosado. Não serão com meros curativos eleitoreiros que reativarão sua funcionalidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental que o magistério público estadual paulista vença sua gripe de letargia (muito mais grave do que qualquer similar “suína”!) e possa se elevar contra a nova manipulação eleitoreira da categoria recusando o tal “plano de carreira” do Serra e Paulo Renato. Cabe também aos partidos que se autodenominam “esquerda” e contrários às políticas neoliberais de desmonte do Estado, se manifestarem em prol de um novo modelo educacional e um verdadeiro plano de carreira para um classe que se encontra acuada como feitores involuntários dos campos de concentração patrocinado pelas calamitosas sucessivas gestões neoliberais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-6350140033690822889?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/6350140033690822889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=6350140033690822889' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/6350140033690822889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/6350140033690822889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2009/08/escola-publica-marketing-eleitoral-e.html' title='Escola Pública, Marketing Eleitoral e Hipocrisia: O governo Serra e a perpetuação dos campos de concentração educacionais'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SoFIQkC5-JI/AAAAAAAABq8/80qqu3M7yQc/s72-c/burro+no+po%C3%A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-2591052101037681411</id><published>2008-11-04T05:33:00.009-02:00</published><updated>2008-11-04T06:11:39.748-02:00</updated><title type='text'>O Bico Cego Tucano e o Saco de Maldades  </title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SQ_8FcmxRLI/AAAAAAAAAl4/qr9-Vg6azmc/s1600-h/Serra_careta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SQ_8FcmxRLI/AAAAAAAAAl4/qr9-Vg6azmc/s320/Serra_careta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264703659927749810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Precarização e Proletarização da Educação em São Paulo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;O  saco de maldades do governo paulista contra a educação pública parece não conhecer limites. Desta vez o tucano José Serra inovou com louvores patéticos: adoção de concurso público para contratar professores temporários que atuará nas escolas públicas. Tal medida não é nenhuma novidade, uma vez que seu rastro deletério já era previamente conhecido dos professores da rede pública e motivo principal de 20 dias de greve deste ano. Como resultado patente do fiasco da greve e das “negociações”, a nova medida já foi divulgada no “Diário Oficial”, desde a última sexta-feira,  31 de outubro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;A “prova obrigatória”, segundo a Secretaria de Educação (SEE-SP) , será imposta para a contração de docentes temporários em nome do conhecimento da suposta proposta pedagógica da gestão por parte de “candidato” e já vale para o próximo ano letivo. Na prática, Serra e sua SEE-SP, oficializam de vez a precarização do servidor público utilizando-se de concurso público para contratar servidores e não efetivá-los, relegando-os à vínculos de duradoura instabilidade no emprego. Para compor o quadro do magistério paulista de cerca de 130 mil professores efetivos (concursados), existe um exército subempregado que gira em volta de 100 mil professores temporários (ou ACTs) trabalhando nas escolas públicas do Estado, seja para substituir professores efetivos afastados ou ocupar cargos em vacância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;É notória a capacidade do ciclo tucano de diluição sistemática de escola pública desde as gestões de Mário Covas, Geraldo Alkimin e, agora, José Serra.  Sem rumo algum, a escola pública flutua contemplativamente como excremento no “límpido” rio Tietê. Uma sucessão de secretários de Estado que adornaram seus fartos glúteos na pasta e deixaram como herança o desmonte da escola pública. Projetos meramente oriundos de um imediatismo eleitoreiro, como a falácia da unidade escolar aberta nos finais de semana, bolsas exíguas para mestrado, jornais e cartilhas “pedagógicas”, “Teia do Saber”, “promoção automática” entre outros “projetos” marcaram uma série de inúteis e perdulários confetes pautaram o fracasso da gestão tucana  na educação. Arrocho salarial, política obscura de bônus, instalação da “produtividade docente” foram a tônica imutável do governo paulista perante o funcionalismo da escola pública. Alia-se a este quadro, um sindicalismo cada vez mais enfraquecido e submisso às  decisões de uma política inapta e irresponsável da SEE-SP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;Hoje o espaço escolar é um território ocioso, subestimado e praticamente inútil. O esboço da escola pública paulista é quase invariavelmente o retrato do caos bem conhecido e anunciado. Com um quadro de funcionários desnorteados e desestimulados, sem a construção de uma efetiva carreira, inexistência absoluta de um projeto realista pedagógico, escolas abandonadas e sucateadas. Entre a ociosidade do espaço público escolar e sua inoperância estratégica pelo qual deveria trabalhar com maior eficiência, o resultado é a violência crescente dentro das unidades escolares e a replicação estéril dos diplomas escolares. Alunos que ficam até onze anos de suas vidas "visitando" a escola pública e, em casos cada vez mais crescentes, saem com um aterrador analfabetismo funcional (ou seja, pessimamente sabem redigir e interpretar  algum texto que lêem, exceto algumas páginas de noticiário de futebol onde exibem resultados de jogos e capas internas de modelos da revista Playboy e afins!). Os poucos casos do chamado “sucesso escolar” muito são mais frutos de conquistas pessoais dos alunos dentro de uma teia familiar estruturada e trabalho docente isolado do que mérito global da rede de educação pública. Raros são as escolas que fogem deste diagnóstico que caracteriza o necrosamento do tecido escolar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;O sucateamento do serviço público pela política tucana de cuidar da coisa pública atinge outras esferas da administração. O mais recente e dantesco episódio ocorreu mês passado com a mais absurda guerra tribal entre policiais civis em greve e a polícia militar. Possivelmente, pela primeira vez na história recente do país (e não há registro de outro episódio similar em outras partes do mundo!), o governo paulista patrocionou uma verdadeira batalha fratricida entre os próprios elementos da força pública de segurança do Estado! Para não negociar o sucateamento da política de segurança pública com os policiais em greve, a arrogância tucana de Serra preferiu fazer na porta do Palácio dos Bandeirantes uma construção inacreditável de irresponsabilidade e inoperância de condução do Poder Público. O saldo da batalha tétrica foi o registro de quase três dezenas de feridos! Um dos registros mais  interessante foi capitado por este autor que caminhava pelo viaduto do chá e afixado numa lixeira estava o adesivo alertando: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Basta! A polícia exige respeito: greve”&lt;/span&gt;. No mínimo, uma questão freudiana muito curiosa de erosão da política de segurança pública e a irresponsabilidade do Poder Público.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;É importante salientar que duas das principais bandeiras do neoliberalismo tucano é doação de patrimônio público à iniciativa privada com o pomposo rótulo de “privatização” e a ojeriza atávica pelo funcionalismo público. Na contramão do que vem acontecendo com o estatizante mundo Pós-Wall Street (ou a socialização das perdas dos ricos via bolso do contribuinte pobre), o bico cego dos tucanos ainda circulam com as pífias idéias de “estado mínimo” em nome da crença da auto-regulação do Deus Mercado. Quem faz serviço público é o Estado, a terceirização só faz precarizar condições de trabalho e proletarizar as condições econômicas do servidor público. A “flexibilização” do emprego empurrada goela adentro do trabalhador da iniciativa privada, chega com força cada vez mais abrangente no quadro do funcionalismo público. A irresponsável mídia neoliberal não cansa de vincular no inconsciente social a preconceituosa idéia de que funcionário público é um sinônimo de “ladrão” ou “vagabundo”. Como qualquer situação onde haja participação humana, a “ocasião” só faz o “ladrão” quando existe um sistema público erodido e sucateado, com baixo estímulo ao funcionalismo e precarização das condições do trabalho e fiscalização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;   &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;"&gt;Enquanto houver uma medíocre política neoliberal de desarticulação do Estado, sucateamento e privatização de suas forças produtivas, acelerá cumulativamente o quadro de dificuldades e abandono contra o funcionalismo público e a constante precarização dos serviços públicos prestados à população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:Georgia,serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;PARA LER MAIS:&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia,serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia,serif;font-size:85%;"  &gt;TAKAHASHI, Fábio. Estado cria prova obrigatória para professor temporário em SP.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia,serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; Folha de São Paulo. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia,serif;font-size:85%;"  &gt;São Paulo, 31 de outubro de 2008. Disponível em: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u462504.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u462504.shtml&lt;/a&gt;  Acesso: 03 novembro 2008.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-2591052101037681411?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/2591052101037681411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=2591052101037681411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/2591052101037681411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/2591052101037681411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2008/11/o-bico-cego-tucano-e-o-saco-de-maldades.html' title='O Bico Cego Tucano e o Saco de Maldades  '/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SQ_8FcmxRLI/AAAAAAAAAl4/qr9-Vg6azmc/s72-c/Serra_careta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-2956695988388921237</id><published>2008-07-14T07:41:00.007-03:00</published><updated>2008-07-14T07:53:22.265-03:00</updated><title type='text'>Professores, “vagabundos”; Ensino Público, curral demagógico: a imbecialização da educação básica rumo à barbárie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_8usOdprQu5s/SHsukGwyjQI/AAAAAAAAAeI/QbYiQRckWVM/s1600-h/cadernoweb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_8usOdprQu5s/SHsukGwyjQI/AAAAAAAAAeI/QbYiQRckWVM/s320/cadernoweb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222819390691642626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 6pt 141.6pt; text-align: right; color: rgb(51, 51, 255);" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;A questão fatídica para a espécie humana parece-me ser saber se, e até que ponto, seu desenvolvimento cultural conseguirá dominar a perturbação de sua vida comunal causada pelo instinto humano de agressão e autodestruição&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0pt 0pt 6pt 141.6pt; text-align: right; color: rgb(51, 51, 255);" align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;b style=""&gt;Sigmund Freud&lt;/b&gt;, “&lt;i style=""&gt;O mal-estar na civilização&lt;/i&gt;”)&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="color: rgb(51, 51, 255);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;* &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;* &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;*&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Existe política educacional para o ensino básico no Brasil? Se forem observadas as práticas da Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP), a resposta é um histriônico “não”! Aliás, é pertinente refletir qual é o atual modelo educacional praticado pela gestão tucana de José Serra, a inércia do Poder Público e a busca da compreensão de qual sociedade realmente se desejam construir a população brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Pelas cabeças “pensantes” da SEE-SP, a grande moléstia comedida pelo sistema educacional público é a figura do professor. Logo, as premissas de botequim da SSE-SP se constituem com a profundidade de um pires: em síntese, a escola pública é ruim porque o professor falta muito, logo punindo o professor é que se chegará ao Paraíso prometido pelas Sagradas Escrituras do PSDB paulista. Em ressonância com estes atabalhoados preceitos, uma série de decretos vem sendo impostos sistematicamente com o patético propósito de perseguir os professores numa operação de “caça as bruxas”. Um destes decretos é o proíbe os professores apresentarem atestados médicos para justificar possíveis ausências no trabalho. Portanto, os professores ficam estabelecidos pelo decreto mágico do governador Serra a proibição de ficarem doentes! Em nota divulgada no site da SEE-SP, a secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, uma “visionária” da gestão escolar comemora efusivamente os efeitos da mágica tucana após o draconiano decreto:&lt;i style=""&gt; “Notamos uma mudança importante. E isso reflete diretamente na aprendizagem dos alunos, nosso objetivo. É essencial que o professor acompanhe o dia-a-dia dos alunos, que haja continuidade de ensino”&lt;/i&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E a ilustre secretária ainda completa com outra pérola mágica da sua atual gestão: &lt;i style=""&gt;“Era uma minoria de professores, mas que prejudicava sobremaneira o trabalho dos outros 87%, que dia-a-dia batalhavam pela aprendizagem dos estudantes”&lt;/i&gt;. Claro, claro!... Como sempre a culpa é do “vagabundo” professor (em alusão ao termo proferido pelo “príncipe” tucano da Sociologia brasileira na época que ocupava o Palácio do Planalto para designar a classe dos trabalhadores aposentados no país).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É inacreditável que tais práticas de “gestores públicos” e pérolas são proferidas pelos homens e mulheres que estão à frente da maior rede pública de educação do país. Um extremo amadorismo aliado ao cinismo eleitoreiro que em nada contribui para construir algum sistema educacional realmente digno para os habitantes mais carentes e que necessitam do apoio do Poder Público. Mais incrível ainda é o inércia dos próprios trabalhadores da educação e seus sindicatos. A classe docente da educação básica vive um autismo estrutural sem precedentes em sua história. Uma verdadeira situação de calamidade pública com três atores bem definido: a inércia aliada da incompetência do Poder Público, o autismo dos profissionais da educação e a extrema fragilidade do corpo estudantil. Em suma, um modelo educacional de terra arrasada, perdulária e inútil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mais pernicioso que a omissão do Poder Pública é a mentira escachada em nome da mediocridade política em busca de votos em pleitos futuros. Outra mágica da SEE-SP deve ser alertada para a sociedade paulista: à inflação dos números de vagas para o ensino técnico. Segundo a &lt;b style=""&gt;Agência Estado&lt;/b&gt;, o governo Serra abrirá 50 mil vagas em cursos técnicos e aliando aos 30 mil vagas existentes, somarão 80 mil vagas. Como explicar esta outra mágica tucana? Simples: o governo criará as 50 mil vagas em 696 escolas estaduais da capital paulista e da Grande São Paulo para um estapafúrdio “&lt;b style=""&gt;curso de gestão de pequenos negócios&lt;/b&gt;”. Salienta a notícia da &lt;b style=""&gt;Agência Estado&lt;/b&gt;: “&lt;i style=""&gt;o curso será ministrado uma vez por dia e tem duração de três semestres, certificado por diploma do Centro Paula Souza e da Fundação Roberto Marinho. As aulas serão freqüentadas por estudantes do 2º ano do ensino médio e estarão inseridas na própria grade curricular dos períodos noturno ou diurno&lt;/i&gt;”. De olho nas urnas, o governo torrará dinheiro público em cursos completamente inúteis, imbecializados e que nada contribuirá para o aprendizado do aluno.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aliás, é a praga senil do “empreendedorismo” bestializado que o governo propõe enxertar nas escolas públicas. Talvez com o desemprego estrutural e a economia informal engolindo cada vez mais trabalhadores, o aluno semi-alfabetizado sairá da escola pública com um diploma de “empreendedor” de seu virtual “pequeno negócio” em algum &lt;i style=""&gt;camelôdromo&lt;/i&gt; espalhado pelas ruas das grandes cidades paulistas. Interessante notar a participação de uma entidade privada, a Fundação Roberto Marinho ligada à oligarquia midiática da Rede Globo, no tal “projeto” do curso técnico. Uma questão pertinente: já que a idéia é brotar “cursos técnicos”, será que nenhuma das três grandes universidades públicas estaduais (USP, UNESP e UNICAMP) teria capacidade de desenvolver algum projeto com mínimos neurônios adicionais do que esse estéril “curso de gestão de pequenos negócios” que será excretado para os alunos da rede pública? Mais uma vez, é visto novo desperdício trágico do custo de oportunidade: alunos com imbecilizada formação e mais dinheiro do erário é despejado no ralo. Triste rotina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A atuação dos sindicatos voltados para o sistema educacional do Estado de São Paulo é constituída de uma mediocridade autista espantosa além de ser constituírem pouco além de cabides de emprego para seus integrantes. Um fato pertinente é conivente atuação da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) perante os episódios que paulatinamente vem ocorrendo no Estado. Mesmo decreto após decreto, só depois as eleições sindicais que a nova direção (que já nasceu velha em sua metamorfose do “mais do mesmo”) e seus diretores assentaram seus pomposos glúteos em suas cadeiras resolveram “fazer uma greve”. Será mera coincidência? Mobilizaram uma parcela ainda não totalmente fossilizada dos professores para um período de pouco além de uma quinzena de dias. Utilizaram o vão livre do MASP para as habituais e “históricas” reivindicações, entre elas a revogação do “democrático” decreto 53.037, de 28 de maio, que tem dois pontos principais: o primeiro deles limita a possibilidade de transferências de docentes. O segundo impõe uma prova para classificar a ordem dos professores temporários na escolha de classes, até então estabelecida por experiência. Na prática, o decreto proíbe o professor efetivo à permuta de posto de trabalho caso exceda um limite mágico imposto pela SEE-SP de 12 faltas no ano letivo e o outro as misteriosas provas de “admissão” para os professores não-efetivos. Subitamente, na assembléia do dia 06 de julho na Praça da República, a greve é suspensa com a alegação da própria presidente da APEOESP, que o “movimento era vitorioso porque o governo ‘prometeu’ que iria pagar os dias parados”. Retóricas e mais retóricas rocambolescas dos oradores de palanque, após feitas as habituais votações mágicas de quando deseja empurrar uma proposta goela adentro da base, a suspensão da greve foi automaticamente “aprovada”. Parece incrível que o foi votado: tão somente uma promessa de pagamento dos dias parados pelo governo Serra! As reivindicações básicas as quais formaram preliminarmente os pilares desta última greve foram esquecidas em nome de uma lacônica “futura negociação por parte do governo”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;O autismo reinante no movimento dos professores é uma outra explicação sobre a suspensão da greve. Aliás, utilizando da mesma fornalha onde se reproduzem as pérolas preferidas pela secretaria da SEE-SP, o que mais se ouviu na última assembléia entre professores e sindicalistas: o “recuo estratégico” devido ao recesso escolar! Provavelmente os professores paulistas fundaram o primeiro movimento grevista flexível da história: pára nas férias na promessa virtual de continuar o movimento depois que todos voltarem de Cancún, Bariloche ou talvez da Disneylândia! O que não está clara é a participação alienada de um sindicato que cria e destrói um movimento grevista ao bel-prazer. Fica no ar se realmente existe alguma isenção da cúpula da APEOESP com o governo tucano? Neste teatro, do mundo-do-faz-de-conta os professores se tornam cúmplices (in)voluntários de um modelo cuja única conseqüência é a barbárie onde são expostos os alunos e o próprio ofício de professor.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A retórica é o carro-chefe da gestão tucana que elegeu a educação como uma das plataformas demagógicas do futuro salto eleitoreiro do seu governador. Todos os sortilégios de um saco de maldades são acometidos em nome da educação pública e nada é efetivamente feito para cessar seus terríveis efeitos. Para o tucanato que vem se alojando sucessivamente no Poder Público no estado paulista, a educação é apenas uma retórica onde se vive de mera aparência cosmética e resultados pífios. Por exemplo, para quem visita a página da SEE-SP (&lt;a href="http://www.educacacao.sp.gov.br/"&gt;www.educacacao.sp.gov.br&lt;/a&gt;) parece que o Estado de São Paulo está se gabando de um padrão de excelência européia ou de algum Tigre Asiático. E tudo isto na mais docilidade partilha conivente da esmagadora maioria dos próprios profissionais da educação e de seus sindicatos de papel.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Num realista artigo publicado na &lt;b style=""&gt;Folha de S. Paulo&lt;/b&gt; neste domingo, 13/06, o professor da Universidade de San Diego (EUA), &lt;b style=""&gt;Kenneth Serbin&lt;/b&gt;, destaca a perda de rumo e decência da sociedade estadunidense, o qual a população daquele país está “&lt;i style=""&gt;desprovida de valores&lt;/i&gt;” e se “&lt;i style=""&gt;perdeu o respeito pelo outro e se tornou insensível aos problemas dos demais países do globo&lt;/i&gt;”. O debate é pertinente quando se discute o declínio do império estadunidense. Todavia, ao fazer um paralelo com a sociedade brasileira, as questões atiradas ao ventilador por Serbin são pertinentes para nossa cultura atávica pelos sabores da mediocridade e parasitismo das práticas do Poder Público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A indiferença é a retórica que marca os cidadãos das angustiadas cidades de um capitalismo sem precedentes. Quem se importa com a educação pública da plebe se a elite dirigente coloca seus filhos em escolas privadas cercadas de “notório saber”? Para o aluno pobre basta qualquer modelo educacional, qualquer condição de aprendizado, qualquer estrutura física, qualquer coisa que leve nada a lugar algum. Um modelo completamente autofágico e aliado a um cinismo que permeia a sociedade que utiliza o darwinismo social como parâmetro de sua arquitetura. Vale ressaltar que em praticamente em toda a mídia que noticiou a greve dos professores estava estritamente ligada ao congestionamento das vias públicas. Dentro seu carro financiado em centenas de prestações, é como se cada motorista “outsider” da paulistana cidade desejasse com toda sua cínica indiferença ao abaixar o vidro com&lt;i style=""&gt; insulfilme&lt;/i&gt; berrar aos quatro ventos: “Tirem estes vagabundos no meio da minha rua!”. Estadunidenses, brasileiros... Sobretudo, “cidadãos” insensíveis e indiferentes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Professores, vagabundos. Ensino público, curral demagógico. É assim que são construídos os pilares das políticas educacionais paulistas e pelo país afora. A demagogia reinante nas campanhas políticas e os projetos desnorteados que nada produzem ou agregam alguma coisa útil para o verdadeiro sistema educacional. O resultado é tragicamente avassalador: milhares de jovens com educação dada vez mais precária, um modelo educacional esquizofrênico e fossilizado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sem uma carreira atrativa, salários irrisórios, condições precárias e violentas de trabalho, sem nenhum estímulo profissional, a docência no ensino público virou apenas um mero “bico”, com profissionais cada vez menos qualificados e sem possibilidade para se qualificarem com alguma seriedade. O Poder Público insiste com políticas completamente estúpidas, equivocadas e estéreis dando largos passos para a barbárie que se acumula ano após ano de sucateamento e abandono.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Qual sociedade futura que a sociedade presente deseja oferecer como herança? No que tange a educação pública básica os resultados das belas estatísticas e cálculos econométricos não condizem com grande parte da realidade. O fosso entre o que é divulgado e o que é vivido na prática se torna cada vez mais ampliado. As soluções mágicas e os “projetos educacionais” que se parecem com angelicais presépios natalinos apenas retiram mais terra desse profundo fosso. Além do peso da inércia devastadora do Poder Público, é no autismo da classe docente uma das maiores praga que assola o caderno de páginas em branco que se vem constituindo a imbecialização improdutiva da educação básica pública rumando a passos largos para a barbárie.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; page-break-after: avoid;"&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;Agência Estado&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;. “&lt;i style=""&gt;E&lt;span style=""&gt;scolas de SP terão 50 mil vagas para curso técnico&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;”. São Paulo, 09.07.2008. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=8513416"&gt;http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=8513416&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; page-break-after: avoid;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;Acesso em 12 de julho de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; page-break-after: avoid;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;AGORA. “&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Governo pagará dias parados só após reposição de aulas em SP&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. São Paulo, 08.07.2008. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u420198.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u420198.shtml&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; page-break-after: avoid;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;Acesso em 12 de julhos de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; page-break-after: avoid;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;. “&lt;i style=""&gt;Contra desconto em salário, docente ameaça retomar greve em SP&lt;/i&gt;”. São Paulo, 09.07.2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;Disponível em: &lt;b&gt;&lt;a href="http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=8513416"&gt;http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=8513416&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;Acesso em 10 de julho 2008.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:11;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SERBIN, Kenneth. “Um povo sem decência”. &lt;i style=""&gt;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt;. Caderno Mais!, p. 5. São Paulo, 13 de julho de 2008.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-2956695988388921237?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/2956695988388921237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=2956695988388921237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/2956695988388921237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/2956695988388921237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2008/07/professores-vagabundos-ensino-pblico.html' title='Professores, “vagabundos”; Ensino Público, curral demagógico: a imbecialização da educação básica rumo à barbárie'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_8usOdprQu5s/SHsukGwyjQI/AAAAAAAAAeI/QbYiQRckWVM/s72-c/cadernoweb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-5186335053559081609</id><published>2008-06-30T08:16:00.004-03:00</published><updated>2008-06-30T08:29:44.836-03:00</updated><title type='text'>ONGS, Educação e Poder Público: entre a promiscuidade e a inversão de papéis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SGjCUmbdDOI/AAAAAAAAAcg/us5fqHGVoBw/s1600-h/corvo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SGjCUmbdDOI/AAAAAAAAAcg/us5fqHGVoBw/s320/corvo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217633827477589218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Em decisão na assembléia nesta última sexta-feira, 27/06, no vão livre do MASP, foi aprovado pelos presentes a continuidade da greve dos professores do magistério público estadual. Em geral, excetuando o jornal da família Mesquita, “O Estado de São Paulo”, a mídia deu algum destaque à assembléia. O fato que me chamou atenção em particular foi uma matéria publicada no sábado, 28/06, na “Folha de S. Paulo” com título “Entidades se divide sobre paralisação”. A priori, imaginei que seria a contumaz oposição entre APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de S. Paulo) e o sindicalismo funerário do CPP (Centro do Professorado Paulista). Todavia, ao ler a reportagem, veio a surpresa: se tratava das “posições políticas” de duas ONGS (Organizações Não-Governamentais), e assim foi transcrito a tal “divisão”: “Campanha Nacional pelo Direito à Educação é favorável à paralisação; o TPE (Todos pela Educação), mantido por empresários, é contra”. Conclusão, duas obscuras ONGS falando em nome dos professores. Isto vem se tornado um cenário que preocupa cada vez mais quando a política é diluída e os atores políticos são entidades mascaradas com obscuridade de seus representantes em nome de questões sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Tive a curiosidade via GOOGLE de buscar conhecer tais ilustres entidades. A tal “Campanha Nacional pelo Direito à Educação” tem um site sem conteúdo e sem menor nexo ou informações de seus representantes com a imagem prosaica e politicamente correta de risonhos adolescentes multi-coloridos. A outra entidade, “Todos pela Educação (TPE)” é mantida pelo grande empresariado encabeçado pela Gerdau e seguido pelos outras entidades tais como Grupo Suzano, Fundação Roberto Marinho, Bancos Bradesco, Itaú, ABN AMRO Real, Santander e liderado pelo “Instituto Ayrton Senna” da empresária e eterna figurante do supra-sumo tablóide &lt;i style=""&gt;fashion&lt;/i&gt; da burguesia tupiniquim Revista Caras, Viviane Senna. O site “corporativo” da TPE tem a curiosa “missão” de “c&lt;span class="normal"&gt;ontribuir para a efetivação do direito de todas as crianças e jovens à Educação Básica de qualidade, até 2022, bicentenário da independência do nosso país”. Quase angelical! Pergunta: e depois de 2022, vai fazer o quê com as crianças e adolescentes? Uma série de retóricas fanfarronas mergulhadas em indecifráveis clichês econométricos tentam dar um aspecto de “seriedade e responsabilidade” à tal organização. Na pauta, a “gestão” da educação. Como se o sistema educacional fosse simplesmente uma quitanda a ser “gerida” pela ótica empresarial, submissa a números, tabelas e estatísticas de logística, compra, venda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="normal"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quase invariavelmente, as ligações entre ONGS e Poder Público são marcadas por uma obscuridade de contratos e ações. Dificilmente existe uma clareza com relação aos papéis desempenhados pelas entidades “sem fins lucrativos”, e muitas vezes, quando não existe um verdadeiro esquema de corrupção envolvendo tais filantrópicas e políticos locais. Quem são e o realmente desejam tais entidades? Nada é muito claro e de bondade o inferno sempre esteve com sua capacidade máxima de ocupação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A partir dos anos 1990, houve um esvaziamento mais contundente da política e da esfera pública por conta da dispersão do neoliberalismo e suas nefastas doutrinas de “Estado Mínimo”. Neste ínterim, o Poder Público tendia a deixar de cumprir suas obrigações essenciais para a manutenção de sua capacidade de gerenciamento passando então a terceirizar seus processos decisórios. Neste vácuo, em todos os cenários sociais, surgiu uma miríade de ONGS que se propunham a cuidar desde a sexualidade do mico-leão-dourado até o repasse de merenda escolar. Gradativamente, abrir uma ONG foi muito mais lucrativo do que muitos negócios lícitos. O mais curioso e preocupante é o apoio e a infiltração que muitas ONGS se infiltraram nas organizações e partidos políticos de todos os lastros ideológicos. Os partidos que ainda se auto-denominam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de “esquerda”, em particular o Partido dos Trabalhadores (PT), são loteados por uma série de ONGS gozando de obscuros contratos com os diversos governos pelo país. Não é raro que filiados de partidos políticos “estranhamente” estão à frente destas ONGS e desfrutando de contratos estatais e com poderes decisórios de políticas públicas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;É relevante lembrar que uma ONG nada mais é do uma mera empresa privada e ponto final. Não são movimentos sociais e tampouco são claro seus objetivos além de um belo e altruísta cartão de visitas. Possui seus empregados e obedece quase sempre uma lógica corporativa de mercado. É ainda endossada por benesses estatais que permitem tal empresa não ser onerada com impostos e além de obter incentivos financeiros ou tributaristas para aquisição de patrimônio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A reunião destas ONGS vem paulatinamente ganhando mais espaço dentro da sociedade, um segmento pasteurizado denominado Terceiro Setor, ou seja, uma pretensa “terceira via” entre os setores público e privado. Justamente nesta “via terceirizada” que há maior densidade de neblina. Na pouca clareza e discernimento entre os conflitos entre o público e o privado se encontra o &lt;i style=""&gt;locus&lt;/i&gt; causal que adentram tais empresas do Terceiro Setor em busca uma espécie de “cimento” que interligaria as duas esferas de atuação dentro da sociedade. Todavia, estas relações terceirizadas são em muitos aspectos nocivas ao Poder Público e o real interesse coletivo da sociedade. Empresas montadas sem a menor condição estrutural ou preocupação com as questões sociais se anexam promiscuamente dentro das ações estatais e articulam políticas a seu bel-prazer representando obscuros interesses. Na Conferência Estadual da Educação &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; patrocinado pelo Ministério da Educação, realizada na cidade de Guarulhos, tive a oportunidade de participar e percebi uma enorme quantidade de ONGS que estava inscritas no evento com suas reivindicações totalmente desarticuladas e pleiteando interesses próprios em nome da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A privatização das funções do Poder Público põe em risco todo o aparato estatal na governabilidade real de suas atribuições.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A suposta lógica do Estado Mínimo contribui para o esfacelamento da condução das ações estatais na medida em que permite os grupos muito bem articulados definirem as pautas sociais sem levar em consideração a realidade. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É ainda importante ressaltar a atuação das ONGS internacionais, na prática, verdadeiras empresas transnacionais, e geridas por capitais obscuros (em particular, dinheiro provindo do erário de países dito de Primeiro Mundo e empresas interessadas economicamente numa dada região do planeta) e atuam diretamente dentro dos países em particular no Terceiro Mundo. As ONGS, em geral, quanto mais forte economicamente, maiores são os impactos de suas ações, decisões e lobby perante uma miríade de governos e coloração ideológica. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Geralmente são montados “assessorias e convênios” destas ONGS para trabalharem diretamente com governos locais. Este aspecto foi muito claro onde pude constatar pessoalmente &lt;st1:personname productid="em Porto Alegre" st="on"&gt;em Porto Alegre&lt;/st1:personname&gt; na Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades (CMDC 2008), organizado pelas Nações Unidas. A todo o momento, literalmente esbarrava com algum represente de ONG com sua caixa de Pandora aberta oferecendo miraculosas assessorias para prefeituras e políticos. Uma das mais curiosas exposições foi o &lt;i style=""&gt;stand&lt;/i&gt; da empresa Positivo onde estava demonstrando um pequeno modelo de “laptop” que poderia ser usado por alunos em escolas públicas. Neste caso, não existia mais uma diferenciação entre ONGS, empresas privadas e Poder Público, mas sim uma mescla de interesses que não visariam o bem público, mas sobressalente os interesses corporativos e políticos em épocas de campanha eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;O Terceiro Setor não é apenas uma nuvem passageira, mas um polpudo nicho econômico que deve permanecer por muito tempo intermediando as relações entre o público e o privado. É uma fantástica oportunidade de obter lucros com negócios sem lastro competitivo (ou seja, o “capitalismo sem riscos”) uma vez que atrelados ao aparelho estatal, sua função seria a permanente ação e aplicação de seus interesses privados para a esfera pública via jurisdição de bons “contratos filantrópicos”. Os programas vendidos por estas empresas são verdadeiros “pacotes fechados” onde o Estado compra seus serviços e são distribuídos pela população de acordo com as mais obscuras relações entre ONGS e agentes públicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quando o discurso político é esvaziado, submisso aos interesses imediatistas do mercado e suas práticas são terceirizadas, definitivamente são desfeitos os laços que regem a diferenciação das duas esferas entre o público e o privado. O resultado dessa união promiscua de esferas opostas se explicita no espaço público ser gerido ao sabor de máfias “oficializadas” sempre bem organizadas, articuladas e lucrativas.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-5186335053559081609?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/5186335053559081609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=5186335053559081609' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/5186335053559081609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/5186335053559081609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2008/06/ongs-educao-e-poder-pblico-entre.html' title='ONGS, Educação e Poder Público: entre a promiscuidade e a inversão de papéis'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SGjCUmbdDOI/AAAAAAAAAcg/us5fqHGVoBw/s72-c/corvo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-5357225562461085416</id><published>2008-06-26T05:22:00.005-03:00</published><updated>2008-06-26T05:29:16.965-03:00</updated><title type='text'>A Greve do Magistério Público Paulista</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SGNSk4LH0mI/AAAAAAAAAcA/Jba3UNSFS3g/s1600-h/gravedosprofs.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SGNSk4LH0mI/AAAAAAAAAcA/Jba3UNSFS3g/s320/gravedosprofs.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216103586932970082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Enfim chegou a greve dos professores da rede pública paulista!... Antes tarde do que mais tarde ainda!... Fim das eleições sindicais! Depois que os diretores da APEOESP se aconchegaram em seus cargos na doce disputa pela direção da entidade e os mesmos seguem tranqüilos com seus vencimentos à custa dos salários dos professores, agora com benevolência decidiram pensar na sua base... Independente do jogo de cena de alguns atores "sindicais", o que importa de fato é a retomada de uma consciência de grande parte dos professores e professores das condições precárias e surreais de seu ofício. Uma classe tão heterogênea e nutrindo-se de tênue verniz que buscar fazer alguma amálgama com a chancela de "rede pública", as dificuldades para a organização e coordenação deste universo disforme de trabalhadores não é algo trivial, principalmente neste momento histórico particularmente tão turvo, opressor e alienado para a classe trabalhadora ou o que restou dela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;O tucanato paulista no governo do Estado sabe o quanto à categoria dos professores está desgastada e sem poder de reivindicação anos após anos de falência e descaso com educação pública. A consolidação da greve não é apenas um passo para marcar posição, mas acima de tudo, um movimento ascendente de retomada da auto-estima do ofício de professor. Nunca houve na história das conquistas sociais benesses gratuitas e até mesmo a implantação da política do (antigo?) Estado de Bem-Estar social em grande parte dos países europeus não foram construídas por meio de dádivas de algum oráculo religioso. Por mais que grupelhos conservadores, a mídia liberal e "pensadores" a serviço de um niilismo fascista neguem a importância do movimento dos trabalhadores, são os homens e mulheres que fazem do seu oficio diário à permanente batalha pela dignidade e sobrevivência num mundo cada vez mais hostil que alguns rotulam por "sociedade civilizada".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ano passado, as universidades públicas estaduais paulistas entraram em greve e, em particular, a Universidade de São Paulo (USP). Um episódio que ficou conhecido na época, filmada pela lente de um celular anônimo e transmitida no noticiário televisivo da Rede Globo, foi à patética cena do Prof. Elcio Abdalla empurrando alunos e carteiras a fim de entrar na sala de aula no Instituto de Física da USP (IFUSP). Simplesmente, teatral! Nesta ocasião a mídia conservadora fez a festa, como de praxe, criticando as greves e os “arruaceiros”. Tive o desprazer de ler o blog do santo-do-pau-oco tucano, Reinaldo Azevedo, um dos editores e colunista da fascistóide revista Veja. Azevedo assim como a grande maioria dos admiradores da exclusão social como causa "natural" do darwinismo social ao estilo de Herbert Spencer, condecora Abdalla como "nosso herói" e apoiado por uma série de supostos visitantes “nacionalistas” de seu blog. Como ex-aluno do IFUSP, conheci o prof. Abdalla na sala de aula e também suas posições políticas de arrogância, prepotência e intolerância. Também como é praxe, enquanto muitos alunos e professores faziam greve, o grupinho do professores do Departamento de Física Matemática aliados de Abdalla ministrava aulas normalmente como se nada tivesse acontecendo no planeta USP. Isto remete a muitos professores "Abdallas" espalhados pelo magistério público, vestem a carapuça de Pilatos como se os problemas viscerais da escola pública fosse coisa de “gente vagabunda” de Júpiter ou Saturno. É possível alegar que também existe o direito de “não fazer greve”, ótimo! Mas se tratando de algum norteador de “justiça”, enquanto um ou outro se passa por “bom moço”, o restante “grevista” são seres estúpidos? Discurso conflituoso! Uma das lógicas da dissolução dos movimentos sociais é criar o antagonismo dentre os próprios elementos de classe e com isto desencadear a própria extinção do movimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Com o sucateamento do magistério, dar aulas virou um "bico", uma complementação de renda ou cadeira de espera para "alguma coisa melhor no futuro". Sem a consolidação de uma carreira com remuneração compatível que privilegie a fixação do professor ao seu oficio, dificilmente mudará esse quadro de desertificação e diluição da profissão. Entre outras perversidades, o que existe de fato é a acentuação de um ciclo nefasto composto de faculdades privadas picaretas (geralmente irrigadas com financiamento público) com chancela do MEC produzindo professores com formação cada vez mais deficiente adicionando as condições precárias de trabalho e remuneração irrisória cujo ápice é a formação de exércitos de alunos com analfabetismo funcional. Uma ínfima parcela destes alunos que sobreviveram ao sistema educacional complementará o ciclo ao adentrarem nestas mesmas faculdades e posteriormente ingressará no sistema educacional público. E assim, novamente o ciclo é refeito. A situação se torna anacrônica: de um lado, o governo permite o precário funcionamento de muitos galpões que se intitulam "faculdades" e não privilegia a ampliação de vagas nas universidades públicas; por outro lado, o governo diz que quer punir os supostos "maus professores". Midiático, mágico e simplificador. Com a corrida presidencial à vista, o negócio é fazer marketing político! Todavia, não adiantará soluções paliativas e panfletárias via decretos governamentais cujo único interesse imediatista é colocar os professores contra a opinião pública como sendo os "vilões" deste inútil e apodrecido sistema público de educação. O tucanato paulista há mais de uma década vem paulatinamente destruído toda e qualquer possibilidade de saída do sistema educacional do atoleiro que se encontra às trevas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A verdadeira revolução que desencadeará um novo paradigma de sociedade ainda a ser feita passará necessariamente pelas profundas transformações que levem a um novo modelo de educação reestruturada a partir de uma nova identidade que não seja a mera reprodução estéril, mercadológica e imbecializada do modelo fordista de impressão de diplomas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;O sistema capitalista é digno de David Copperfield, consegue transformar brutais disparidades econômicas em banais questões "naturais". Tudo é visto como conseqüência natural e, claro, se limita na mera esfera do sucesso ou fracasso particular dos indivíduos uma vez que as oportunidades são "livres" a todos. Os trabalhadores e trabalhadoras não podem se postularem como meras peças repositoras e descartáveis dentro de um processo replicante de produção auto-contínua, seja ela material ou não. Uma greve não é apenas uma necessidade, mas deverá ser sempre um instrumento libertário contra a opressão e a subserviência política e socioeconômica.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-5357225562461085416?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/5357225562461085416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=5357225562461085416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/5357225562461085416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/5357225562461085416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2008/06/greve-do-magistrio-pblico-paulista.html' title='A Greve do Magistério Público Paulista'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SGNSk4LH0mI/AAAAAAAAAcA/Jba3UNSFS3g/s72-c/gravedosprofs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-932867704465094994</id><published>2008-06-02T08:51:00.004-03:00</published><updated>2008-06-02T09:07:10.797-03:00</updated><title type='text'>O jeito do tucanato paulista de destruir a educação pública</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SEPgjb0AgXI/AAAAAAAAAaE/qlA0PlRjrhI/s1600-h/serra_fuzil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SEPgjb0AgXI/AAAAAAAAAaE/qlA0PlRjrhI/s320/serra_fuzil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207252493536362866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Começo pedindo permissão de antemão ao companheiro, colega de IFUSP e do magistério de Osasco/SP, &lt;b style=""&gt;Washington Bastos, &lt;/b&gt;para a reprodução de sua mensagem enviada por e-mail neste domingo, 01 de junho. Abaixo, suas palavras: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"  &gt;Ao ir a sub-sede apeoesp de Osasco nesta sexta passada me deparei com o Decreto 53.037 de 28 de maio de 2008, nele o Governador assume definitivamente seu carater autoritário e ataca mais uma vez o magistério paulista, por Decreto investiu contra a lei 444/85 o estatuto do magistégio e alterou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"  &gt;1. O concurso de estadual passa a ser regionalizado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"  &gt;2. O Prof. &lt;st1:personname productid="em estagio Probatório" st="on"&gt;em estagio Probatório&lt;/st1:personname&gt; não participa de remoção;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"  &gt;3. No âmbito de substituição art.22, cria uma serie de restrições que inviabilizam a própria substituição pois quando a professora ou professor:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"  &gt;a. tiver sofrido penalidade nos ultimos 5 anos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"  &gt;b. apresentar mais de 10 faltas de qualquer natureza &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"  &gt;c. tirou licença de qualquer natureza, exceto gravidez&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4. Quanto aos OFA's deixa de existir a classificação por tempo e passa-se a ter de fazer uma prova regionalizada onde o candidato concorre a vaga na UE e depois é classificado para concorrer a vagas na DE.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;As evidências são mais do que atestadoras. Os sucessivos governos do &lt;b style=""&gt;tucanato paulista&lt;/b&gt; (Mário Covas, Geraldo Alckmin e agora José Serra) se mantêm fiéis ao claro propósito de sucateamento maciço das condições de trabalho e destruição dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e da educação pública do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;É fundamental a clareza por parte de todos os trabalhadores e trabalhadoras da estrutura educacional paulista que não se trata de políticas isoladas ou instrumentais de uma dada gestão ou de algum secretário da pasta. É um conjunto de políticas que tem como sentido básico a uma total flexibilização de direitos e metodologias pedagógicas com o claro intuito de economizar verbas (ou seja, os desvios clandestinos da “mobilidade de recursos”) e fazer clara propaganda ficcional para eleição de qualquer maneira para o retorno de um tucano para o Palácio do Planalto em 2010 (ou seja, para usufruto político do próprio candidatíssimo governador Serra). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;O sucateamento da educação nas gestões do tucanato paulista se alardeia em anos sucessivos de arrocho salarial, “superprecarização” das condições de trabalho e o fosso pedagógico seguida da desertificação da aprendizagem por parte da população discente. A cada novo secretario de Educação, nenhuma natureza que busque ao menos minimamente atuar nas raízes endêmicas da desertificação deste modelo educacional. Ao contrário, é na criminalização crescente dos professores com decretos e mais decretos que simplesmente roubam dos trabalhadores e trabalhadoras os mínimos direitos já conquistados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Não há ilusão sobre a eficiência desta política necrófaga imposta pelo tucanato. Ela é eficiente no que se propõem a fazer. A ideologia dominante perante a sociedade recai na “culpa” do descalabro da educação pública como sendo “obra dos próprios professores”. O discurso é claro e contunde: somente é o profissional da educação o responsável por tudo. E o mais surpreendente neste tipo de discurso é a aceitação quase pacífica dos próprios “réus” de seus supostos “crimes”, ou seja, a categoria docente. Logo, a educação pública parece ser vista como um imenso buraco negro onde nada e, absolutamente, nada é possível ser construído para um novo modelo. A visão é do mais profundo e estéril ambiente de guerrilha entre professores contra professores ou direção dentro da unidade escolar. Quem não se lembra do baluarte midiático que meses atrás a gestão Serra criou culpabilizando professores de uma dada escola pública por recolherem minguados trocados dos alunos para cópias de material didático (infelizmente, uma pratica comum na desertificação das condições mínimas de trabalho docente)? E o que ficou de lição? Nada. De uma maneira quase invariável, a categoria docente aceitou tamanha estupidez governamental calmamente como um “fato isolado”. E das trevas oriunda dos sindicatos da categoria, o silêncio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;E quanto à mobilização sindical? Outro deserto. Estamos em épocas de danças das cadeiras na APEOESP e o objetivo principal é cada um dos ocupantes de cadeiras e candidatos aos mesmos postos feudais se digladiarem entre si ou em turma. “Chapa &lt;st1:metricconverter productid="1”" st="on"&gt;1”&lt;/st1:metricconverter&gt; contra “Chapa &lt;st1:metricconverter productid="2”" st="on"&gt;2”&lt;/st1:metricconverter&gt; ou “Chapa &lt;st1:metricconverter productid="3”" st="on"&gt;3”&lt;/st1:metricconverter&gt;, e vice-versa na dança das chapas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;É plausível imaginar como numa “guerra das chapinhas” com farinha de trigo, o importante é deixar a “roupa nova” do outro todo sujo para não ir à festinha do final do dia (ou seja, não vencer as eleições). Qualquer semelhança com episódios de pastelões televisivos não é mera coincidência. A disputa política é pertinente na tal democracia aburguesada, porém é preciso nortear que(m) se serve(m) deste tipo de disputa. Certamente, não impacta nenhum interesse da categoria que assiste tudo alheia ao estéril “debate”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Salvo raríssimas exceções, há tempos que as categorias sindicais se descolaram definitivamente de suas bases e criaram uma autonomia e dinâmica própria como “zumbis apátridas”, traduzindo para a o imaginário popular, verdadeiros “cabidões de emprego”. A desertificação da visão sindical contribuiu maciçamente para o descrédito e desmobilização dos professores como construção permanente contra os desmandos sucessivos da gestão do tucanato paulista. A cada nova greve reproduzida na insana e estúpida guerrilha de palanques entre diretores da própria entidade é mais uma possibilidade de mobilização da categoria escorrida pelo ralo. &lt;b style=""&gt;Quem já não se sentiu como um verdadeiro palhaço assistindo ao teatro dos intocáveis “oradores sindicais” do palaquismo do plantão?&lt;/b&gt; Na postura feudal de cerceamento das bases sindicais, a APEOESP vem se tornando um sindicato meramente de fachada. O sindicato se infla com recursos da contribuição sindical dos professores, sustendo um vistoso aparato patrimonial que incluí até mesmo um questionável programa televisivo em horário pago para justificar e propagandear os atos feudais de seus diretores. Tudo com recurso dos trabalhadores e trabalhadores que são espoliados a cada dia por decretos que proíbem até os mesmos de adoecerem! Um dos últimos decretos de Serra é o limite máximo de seis abonos por ano. E se caso ocorrência de ausência por doença? Dane-se o professor ou professora e ponto final. E o outro sindicato, o tal CPP? Tem como grande contribuição para a categoria o zelo sistemático com o mortuário de seus membros e o turismo de suas colônias. Num mundo onde o neoliberalismo avança destruindo e flexibilizando direitos trabalhistas, os sindicatos perderam completamente seu horizonte de ação e visão de mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Se os rumos das ações política e sindical parecem incertos num mundo fomentado de falsos paradigmas e dilemas esquizofrênicos, o que fazer para alterar o curso deste córrego? Não há outra alternativa senão uma profunda reflexão de quais caminhos a categoria pretende priorizar: aceitar a superprecarização de seus empregos ou lutar veementemente contra as políticas de sucateamento da educação pública. A profissão docente não é sacerdócio. E não é possível aceitar este paradigma de famigerada dispersão na sociedade. A figura da angelical “tia” é nefasta na educação pública. A categoria precisa entender que não são objetos semi-divinos de “encantamento do saber” onde tudo toca transformamos o “iletrado” num “cidadão do bem”. Estas bobagens precisam ser afastadas do imaginário docente e entender que somos realmente uma categoria de trabalhadores como quaisquer outras. Sofremos com os mesmos dilemas e sucateamento das reformas administrativas que projetam a privatização das funções do Estado. A luta é pela transformação de um modelo inútil e precário por uma alternativa onde a educação seja um motor de transformação e a profissão docente seja o elo fundamental que permite que haja tal manifestação do conhecimento e visão de mundo. Se nenhum aluno é uma ilha do Pacífico deserto, por que cada professor prefere a desertificação como meio de auto-punição de sua desmobilização? É preciso mudar esse quadro de desertificação do horizonte educacional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Cabe ainda uma questão pertinente: &lt;b style=""&gt;cadê o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que permanece silenciado durante anos de gestão do tucanato paulista? &lt;/b&gt;Além de receberem polpudos salários e estarem acima de todas as leis que regem os demais mortais, quando seus enormes glúteos saíram das bem acolchoadas cadeiras para desfraldar o mundo que se passa fora de suas belas janelas? Nenhuma investigação, nenhuma postura que visa buscar respostas para a superprecarização dos contratos de trabalho da gestão tucana, a diluição dos direitos conquistados e perseguição trabalhista dos servidores e o supersucateamento das escolas públicas. &lt;b style=""&gt;Quais as reais ligações que subsidiam o silêncio e a passividade do MP-SP? Para que(m) serve(m) do MP-SP? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;À hora é de desertificação e abandono. O aniquilamento do estímulo docente acaba impingindo um movimento de aceitação passiva da diluição dos direitos trabalhistas conquistados. Com isto, a profissão docente se transforma tragicamente em mero aparelho burocrático de transformar papéis em branco em “diplomas” para alunos semi-alfabetizados. A escola cumpre seu papel de agenciador do modelo fordista educacional no aparelho ideológico social ao estilo de Althusser. No modelo de desertificação da educação, a escola pública é constituída em apenas um violento celeiro estéril que tão somente fomenta uma horda de trabalhadores para os serviços terceirizados e no oceano sucateado da economia informal (incluindo neste nicho os “trabalhadores do narcotráfico”). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;A reflexão é tão necessária quanto às práxis da mudança. É preciso estar ciente do volume heterogêneo de profissionais que movem a categoria docente e que poderão contribuir decisivamente para a arquitetura de um novo modelo educacional. É preciso dar um basta nas condições deletérias que são empurradas goela abaixo dos trabalhadores e trabalhadoras da educação pública, em especial, os profissionais da escola pública. Aos sindicatos, em particular à APEOESP, está mais do que na hora de cessarem as lutas fratricidas e estéreis por cadeiras e egos de seus diretores, visando criar uma coalizão político-institucional verdadeira em defesa da categoria. Talvez seja preciso refundar à própria APEOESP como um instrumento simbólico para uma nova fase de lutas e sem o retalhamento entre facções que até agora deixaram o sindicato cada vez mais enfraquecido e estéril.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A cúpula do tucanato paulista sabe muito bem das fragilidades da categoria e aproveita essa realidade para exaurir paulatimente os direitos trabalhistas e impregnar o selvagem modelo neoliberal de terceirização da mão-de-obra da burocracia estatal. Enquanto passamos horas estéreis buscando os “culpados” dentro das salas dos professores, acusando-se uns aos outros e rezando na cartilha do modelo tucano de diluição das categorias trabalhistas, assistimos de forma absorta e monolítica a destruição patente da escola pública no maior estado (ou província como preferem alguns “&lt;i style=""&gt;hermanos&lt;/i&gt;”) da América Latina. Toda transformação social somente é possível com a unidade e a participação massiva de todos os trabalhadores e trabalhadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão da sala de aula será a lápide da própria profissão docente.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-932867704465094994?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/932867704465094994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=932867704465094994' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/932867704465094994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/932867704465094994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2008/06/o-jeito-do-tucanato-paulista-de.html' title='O jeito do tucanato paulista de destruir a educação pública'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SEPgjb0AgXI/AAAAAAAAAaE/qlA0PlRjrhI/s72-c/serra_fuzil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-1155495329564774824</id><published>2008-05-07T05:37:00.006-03:00</published><updated>2008-05-07T05:49:01.937-03:00</updated><title type='text'>A “endogenização” da barbárie: a elite no safári social</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SCFrZavVtNI/AAAAAAAAAYM/nby1ULix2H8/s1600-h/educacao11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SCFrZavVtNI/AAAAAAAAAYM/nby1ULix2H8/s320/educacao11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197553529381041362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Gilberto Dimenstein se situa no rol dos jornalistas que deslizam no corte limiar entre os desinformados do mundo e os cafajestes da notícia. Com o angelical título “&lt;b&gt;A aventura dos jovens mestres&lt;/b&gt;”, disponível sua coluna da Folha Online, 28/04, Vossa Sapiência jornalística faz referência a um projeto de um dos bastões pedagógicos da fina elite paulistana, o Colégio Santa Cruz.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Para “fazer a diferença na sociedade”, o colégio está levando sua seleta mini-burguesia para "ministrar" aulas para alunos das escolas públicas. Como diz Dimenstein, "&lt;b&gt;é a experiência dos jovens mestres&lt;/b&gt;"! Quase poético!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Segundo o jornalista, nossos mestres “&lt;b&gt;a&lt;span style="color:black;"&gt;ssim vão aprender a observar números para montarem sistemas de avaliação --daí que o nome do programa é ‘gestão comunitária´&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;”. Subentende-se que o binômio “gestão comunitária” seja apenas uma metáfora vazia, assim como tantas outras despachadas regularmente na coluna do jornalista. Enquanto o modelo de escola pública se esfacelou num fosso de penúria, abandono e mediocridade, Dimenstein vem ao mundo com sorriso entre orelhas e profetizando as “futuras elites responsáveis”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Quanta generosidade estampada nos coraçõezinhos de nossos "jovens mestres", alunos do ensino médio do "renomado colégio"! Pela visão ufanista de Dimenstein, os professores das escolas públicas são tão imbecis que precisam dos iluminados aluninhos para fazer o seu trabalho, emanando "aulas de sabedoria" aos pretos, pobres, pardos e desvalidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;É maravilhoso o zoológico humano da periferia paulistana! Um ótimo laboratório para os filhos da burguesia gestora da "locomotiva do país" conhecerem a "realidade" e ao mesmo tempo dar "gotas de sabedoria" para sua plebe imbecilizada. Aliás, não será novidade se a Secretaria de Educação de São Paulo e sua iluminada equipe de "teóricos do jornalzinho" convidasse nossos "jovens mestres" para dar lições aos “estúpidos” professores da rede de ensino como se dever lecionar para a plebe. Sem nenhuma dúvida, uma bela contribuição social onde a elite socializaria seus conhecimentos da forma mais prosaica e telúrica possível!Claro, como num safári em terras africanas, tudo registrado com todos os imperdíveis "closes" da lente de CARAS, a revista do nanomundo aburguesado. E por falar em CARAS, o mundo é uma festa! A plebe que incomoda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Não seria estranho gritarem alguns defensores do pão-e-circo celebrando o sacro projeto. Numa época que os “reality shows” seduzem platéias alienadas e imbecializadas, a vida perverte a insanidade e a transforma num espetáculo patético e degradante. Besuntados da oleosidade de peroba, defenderão que a "elite" precisa conhecer o asqueroso barro da favela, a lágrima seca de uma criança desnutrida ou estudo “in loco” da economia real de uma família sobrevivendo com um salário mínimo por mês. "Nossa!", exala com ar de nojo alguma representante típica da nobreza paulistana e ainda esbraveja ao entrar no seu carro ultima geração importada se dirigindo ao heliporto: "Pobreza: Existe isto no Brasil?”. Em tempo: se sobrar alguns tostões de toda a vasta renda familiar de um salário mínimo ao mês, ninguém mais temerá tamanho recordes de dúvidas: a BOVESPA ajudará a família carente a “lucrar” na Bolsa de Valores. Chegamos enfim ao tão sonhado modelo tupiniquim de Primeiro Mundo! A elite brasileira não é apenas cruel como qualquer outra elite que vampiriza diversas sociedades, porém é possível perceber que a nossa genuinamente verde-amarela é nutrida de um sadismo incontrolável e espontâneo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Dimenstein é um notório "profissional do jornalismo" e membro do Conselho Editorial da Folha. É claro que o projeto do Colégio Santa Cruz poderá servir de "exemplo" para os demais colégios da mesma magnitude. Nada reflete mais a condição do conflito de classes de forma tão desvelada quanto a "experiência" do Santa Cruz. Remetemos à Gilberto Freire e parimos no início século XXI as memórias pedagógicas da Casa Grande e suas lições de sabedoria para a irremediável Senzala. Tudo lindo e maravilhoso! Este belo quadro surrealista chamado Brasil, onde as relações de classes são desconstruídas e transformadas numa espécie de barroco hipermoderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Pode se tornar algo mais espantoso do cinismo destilado por Dimenstein é a naturalidade que os "jovens mestres" adentram na escola pública como se estivessem indo à algum zoológico humano ou uma espécie de Disneylandia da Heliópolis. Falando em zoológico, vale a pena comentar o macabro “safári turístico” por dentro de algumas favelas do Rio de Janeiro, patrocinada por algumas espertalhonas ONGs visando arrancar dinheiro de gringos em prol dos “moradores da comunidade”. Pateticamente, jovens moradores destes guetos aprendem inglês para se comunicarem com os turistas! A pobreza é vista como um espetáculo circense onde os participantes burgueses interagem com os objetos inanimados. Neste horizonte, Dimenstein perverte o sentido de classes, afinal de contas não existem classes sociais, apenas a elite e seus objetos lúdicos de diversão e recreação.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aliás, é da natureza canibalesca do capitalismo engolir culturas e expelir consumo. Soa paradoxalmente patético, por exemplo, vitrines de lojas de luxo vendo o estilo "periferia" para a jovem elite surfando nas ondas do capital. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;Eis o "choque de realidade" balbuciado por Dimenstein. O Brasil tem uma estranha construção de trabalhar a pobreza. Aqui, não se elimina a pobreza, mas se endogeniza a barbárie. A "responsabilidade social" aqui é fazer pirotecnia diante das câmeras (e ainda descontar no Imposto de Renda), burlar a fiscalização estatal e aviltar-se da mais-valia de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;seus funcionários. A miséria que vira luxo e o luxo que lucra com a miséria. Nada mais simbólico do que nossa principal festa popular, o carnaval, no cenário surrealista do Sambódromo do Rio de Janeiro. Lá, asfalto e periferia, em três dias, podem alegremente trocar de papéis pulando alegremente sob a batuta de um reco-reco, tamborim ou pandeiro saltitante. A doméstica vira rainha e o patrão seu criado. E no compasso do abre-alas de Dimenstein, os "jovens mestres" ensinam sua escória publica (os mais destacados, quem sabe, futuros empregados e o restante entre a informalidade e a cadeia) a tabuada dos nove, a ler o guia completo do turismo da cidadela do Mickey e balbuciar alguns trocadinhos efêmeros na língua do Tio Sam. A educação para emacipação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;A “internalização” da barbárie tem efeitos mais nefastos do que a sua face externa. Daí que se nutre o caráter endógeno de um sistema de retro-alimentação, ou seja, a miséria que sobrevive do circo social e, por sua vez, o mesmo circo social perpetua a miséria. Com o caráter endógeno da barbárie, ou seja, realiza-se o processo de “endogenização” e, desta maneira, cria-se a impossibilidade de rupturas substanciais. O necrosado tecido social deixa suas marcas mais ressaltadas nas explosões endógenas de violência e agressividade banalizada. Contudo o aparato da aparelhagem policial contribui para sufocar qualquer tentativa de eclosão de rupturas ou transgressões ao “sistema democrático”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O “valor” do atávico cinismo resultante da democracia à brasileira se sustenta na opressão de uma parcela de abastados contra o restante de miséria e depauperação. A brutal concentração de renda do país não poderá ser entendida apenas como um descompasso da diluição de riquezas, mas um poderoso instrumento de dominação, controle e coerção social. Assim, o safári da elite pela miséria não apenas reforça o inconsciente entre opressores e oprimidos, mas que delimita a linha entre os que estão “dentro” e os que viverão na sua margem entre as sombras e migalhas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Logo, fazer a pilhagem da escória empurrando-a para os grotões e guetos e confiando-os lá para que não atrapalhem a “boa ordem social”&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3204639618998930556#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Nesta esteira, o final do artigo de Dimenstein é simbólico a respeito dos "jovens mestres" com sua profecia de rodapé de livro de auto-ajuda: &lt;b&gt;"(...) talvez, quem sabe, estejam ensinado a elite adulta a mudar o país mudando a educação, atuando dentro das escolas".&lt;/b&gt; Cabe avisar a Dimenstein que a tal "elite adulta", responsáveis pelos "jovens mestres", está há séculos no poder e que suas crias apenas continuaram a se perpetuar na manutenção do&lt;i style=""&gt; &lt;b style=""&gt;status quo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; vigente nas relações de classe. "Mudar" para continuar exatamente como está. Que bela lição de mestres!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Referência:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;DIMENSTEIN, Gilberto. A aventura dos jovens mestres. &lt;b style=""&gt;Folha Online&lt;/b&gt;, São Paulo, 28 abril 2008. Disponível em: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u396533.shtml&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Acessado em: 05 maio 2008.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;    &lt;/p&gt;   &lt;div style=""&gt;&lt;hr style="height: 3px;font-size:78%;" align="left"  width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3204639618998930556#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Para maiores detalhes, veja MENEZES, Wellington F. ; SILVA, Sérgio A. da . &lt;u style="font-weight: bold;"&gt;A guerra civil fluminense, a modernização excludente e a crise do Estado brasileiro: da canibalização à carnavalização da barbárie&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; In: VI Semana de Pós-Graduação em Sociologia, 2007, Araraquara. VI Semana de Pós-Graduação em Soc&lt;/span&gt;iologia, 2007.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-1155495329564774824?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/1155495329564774824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=1155495329564774824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1155495329564774824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/1155495329564774824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2008/05/endogenizao-da-barbrie-elite-no-safri.html' title='A “endogenização” da barbárie: a elite no safári social'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SCFrZavVtNI/AAAAAAAAAYM/nby1ULix2H8/s72-c/educacao11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-4143189611288266000</id><published>2008-04-30T04:34:00.005-03:00</published><updated>2008-04-30T04:41:59.194-03:00</updated><title type='text'>A educação para a barbárie: a “não-escola” como modelo de replicação da banalização da violência, perpetuação da miséria e mediocridade social</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SBgiI6vVtKI/AAAAAAAAAX0/VT_CQbkDW80/s1600-h/educa%C3%A7%C3%A3o5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SBgiI6vVtKI/AAAAAAAAAX0/VT_CQbkDW80/s320/educa%C3%A7%C3%A3o5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194939706773976226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;“Até hoje, nenhuma investigação explorou o inferno em que se forjam as deformações que, mais tarde, vêm à luz do dia sob a forma de alegria alvoroçada, de fraqueza, de sociabilidade, de uma adaptação bem-sucedida ao inevitável e de um desembaraçado sentido prático.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;(Theodor Adorno)&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Qual o significado da profissão docente no ensino básico? Hoje, é provável que nunca se tornou tão imperativa e angustiante tal questão quando se observa a desertificação do sistema de ensino brasileiro. Se por um lado o sistema público de ensino é um retumbante fracasso como modelo pedagógico, por outro lado o sistema privado é, salvo infinitésimas exceções, um amontoando de empresas cujo objetivo único e sua lucratividade e ponto final. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;É perturbador para qualquer pessoa que acredita na importância da educação como elemento fundador de uma sociedade minimamente civilizável quando deparamos no caos e no descaso do Poder Público diante do apodrecimento sistemático do modelo de educação básica pública. Portanto, restam ao profissional de ensino duas alternativas necrosadas: aderir servilmente aos mais absurdos modelos de precarização de contratos trabalhistas das escolas privadas ou se contentar complacentemente na opressão diária do modelo fascista estatal.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A banalização da violência há tempos deixou de ser um mito atordoante para se tornar algo da intimidade do nosso cotidiano opressor, desigual e excludente. No que tange ao modelo estatal educacional, a opressão se tornou cada vez mais dramática se levar em consideração o nível de insegurança dentro das escolas. Escolas não, cadeias-mirins. Por conveniência, situamos tão somente o caso do estado de São Paulo, maior cidade da América Latina em potencial econômico. A escola pública é um modelo de “não-escola”, ou seja, tudo que deveria nunca ocorrer dentro de um sistema voltado para a construção psico-pedagógica de um ser humano desenrola com a mais complacente conveniência do Poder Público. A questão da violência dentro das unidades escolares se tornou banalizada a tal ponto que se tornou “anormais” escolas públicas que não registrem ocorrências de violência com maior gravidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Em busca dos “culpados”, aos que defendem que a violência escolar é apenas parte da “bagagem externa” que os alunos trazem para dentro da sala de aula. Todavia, a “externalidade da violência” não passa de mais um mecanismo paliativo que visa tão somente responsabilizar o elo mais fraco da enorme cadeia caótica do modelo público sobrecarregando todo o peso de um deletério modelo educacional nas figuras angelicais de professores e alunos. A escola não é um oásis beatificado, e para relembrar Theodor Adorno, porém não poderá ser mais uma replicadora da barbárie externa pelo simples fato que justamente sua condição social é de conter ou minimizar as novas gerações dos auspícios da insanidade humana. Para Adorno, regatando a dimensão psicanalítica de “pulsão de morte”, o impulso para a morte não se restringe apenas na dimensão subjetiva da existência humana e transborda os efeitos de sua ação para as estruturas sociais e econômicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A arquitetura das escolas públicas é visivelmente fadada para o modelo de internalizar mais violência. Verdadeiros cadeiões que confinam alunos, material pedagógico inexistente e estruturas físicas ineficientes, equivocadas e deterioradas. A péssima remuneração do quadro de funcionários apenas alicerça o modelo de descaso retumbante do Poder Público. A “não-escola” condiciona o suposto aprendizado em um replicador de desesperança, descrença no futuro e violência gratuita. Reduz cada vez mais um horizonte de perspectivas futuras para cada aluno e conduzindo de forma subliminar, em alguns casos, a ideologia de que o melhor dos caminhos seria a contravenção e a barbárie. Para os adeptos do “conteudismo escolar”, se amplia a cada ano o volume de alunos que saem das escolas públicas com seu “diploma” debaixo do braço e com gravíssimas deformidades ou ausência de conhecimentos mínimos. O modelo fascista de escola pública trabalha com as premissas de que é o &lt;i style=""&gt;locus&lt;/i&gt; do assalariado, desvalido ou remediado, predominando assim os filhos da “escória” da sociedade. Desta maneira, qualquer alternativa de desmontar um modelo falido é algo “descartável” e desnecessário, uma vez se resume a questão clássica em épocas não-eleitoreiras: &lt;b style=""&gt;quem se preocupa com a escória?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Na hipermodernidade recheada de carnífices consumidores cujas premissas básicas mais emblemáticas podem ser sintetizadas no binômio “consumir ou perecer”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Quando o modelo escolar privado é o fomento do criadouro de consumidor-mirins, o resultado não poderia ser outro senão a amplitude do hiperindividualismo e o esvaziamento do caráter social e humanitário. As bobagens senis da “competitividade” capitalista reduzindo o ser humano à uma máquina alienada e autofágica em disputas fratricidas. Na escola pública onde as carências de toda ordem são gritantes, o fomento da ideologia do consumo se traduz em condicionantes dispersores de mais violência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Um dos fatores que mais ser torna perverso no modelo de hiperconsumo é o enorme volume de dinheiro despejado nas mais ordinárias campanhas publicitárias para aliciar crianças e jovens. Porém, o impacto social é avassalador com diferentes graus de absorção nos diferentes níveis socioeconômicos. Os abismos são gritantes e com efeitos assimetricamente multiplicadores. O filho de uma família da chamada “classe média” terá muito mais possibilidade de se tornar um efetivo consumidor, enquanto o de um filho de um desempregado que tão somente visita vitrines fomentado o desejo da propensão a consumir. Quando um adolescente ou mesmo uma criança decide adentrar para o tráfico de drogas não é somente sua condição depauperada que é conscientemente levando em consideração, mas o seu inconsciente potencial imediato de consumidor. Entre morrer pobre a longo prazo e morrer com bens materiais a curtíssimo prazo, as escolhas são bem claras para este jovem cuja miríade de alternativas se encontra na bala e no pó ou no miserável trabalho braçal. Obviamente, é muito simplificador e muitas vezes calhorda correlacionar diretamente pobreza e violência. Todavia, com relação às civilizações materialistas, é importante refletir as possibilidades do inverso, ou seja, a não-violência poderá ser derivada de um processo de não-pobreza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A “não-escola” é o reduto do fomento da desertificação da cidadania. Ela parte do pressuposto que o aluno não é mais que um número de prontuário e sairá com um pedaço de papel pintado chamado “diploma”, por sua vez, mais outro número nas estatísticas de desempregados e subempregados. A “não-escola” é um estoque de gados humanos que muitas vezes sequer servem para o abate nos exíguos trabalhos com carteira assinada. Torna-se patético quando empregadores reclamam cinicamente de “profissionais não-capacitados”, quando na verdade seria a própria empresa que deveria formá-los de acordo com suas necessidades. Assim, levanta-se a questão sempre presente e se aprofunda em períodos de crise do capitalismo, quem se preocupa em qualificar o trabalhador? É mais uma vez, é mais fácil colocar a culpa na escola do que as motivações imediatistas dos lucros e, assim, terceirizar seus processos. Do ponto de vista de mão-de-obra e seu fabuloso exército de reserva capitalista, a escola se torna um estranho “ônus social” entre os limites do progresso e da estagnação econômica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A escola não é pasto ou pelo menos não deveria ser... Todavia o modelo público de ensino público completamente inócuo na sua essência e aparência, delega para uma pessoa cerca de onze anos de sua vida uma mediocridade trágica. E segundo as declarações sistemáticas e medidas punitivas dos sucessivos secretários de educação do governo paulista, é muito mais sintético e midiático a responsabilização aderente e exclusiva na figura do professor. Naturalmente, o governo paulista utiliza-se de uma mídia sem caráter, responsabilidade ou compromisso ético para divulgar uma série de reportagens levianas, improcedentes e parciais a respeito da educação pública. Todo este engodo possui a medíocre tentativa de colocar a sociedade e toda a chamada “opinião pública”, pais e alunos contra os professores da rede foi até agora a medida mais inteligente aplicada pelo Governo do estado de São Paulo! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Portanto, nada de alterar as podres estruturas do falido modelo de ensino pública e sim, responsabilizar punitivamente o mais fraco de todos os elos da velha cadeia da produção em série de seres bestializados: os professores. Uma vez mais, a profissão docente é um elemento estúpido e inútil dentro de um modelo da “não-escola” onde o mais importante é a construção da barbárie social.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Entre vândalos, semi-analfabetos e vagabundos todos são subprodutos do lixo educacional promovido pelo Poder Público. Agora há uma novidade brotada das cabeças iluminadas provenientes da Universidade de São Paulo: as poucas almas que passarem pelo corredor polonês da escola pública ganharam “bônus” no vestibular da Fuvest. Bravo! Outras universidades públicas “politicamente corretas” estão aderindo pela preferência do sistema de pastos e guetos sociais com a famigerada idéia de “cotas”. Para relembrar a metáfora de Karl Polanyi a respeito do moinho capitalista, como é impossível não perceber, o modelo usual de educação básica pública é um enorme moinho de triturar covardemente pessoas. Na replicação da barbárie, não restando outra saída para professor da “não-escola” e refém do aparelhamento inócuo do modelo, ser cúmplice involuntário deste engenho massificado de reprodução da mediocridade. Caminhamos a passos largos para destruir qualquer réstia de esperança na arquitetura de uma sociedade que desvela seu fascismo intestinal segregando o futuro de milhares de jovens para as fronteiras da barbárie.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Textos de Referência:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;ADORNO, Theodor. &lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;Minima Moralia&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;: reflexões a partir da vida danificada. São Paulo: Ática, 1993.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;SORIA, Ana Carolina S. Mínima Moralia: o passado preservado no presente. &lt;b style=""&gt;Revista Mente, Cérebro e Filosofia&lt;/b&gt;, n. 7, São Paulo: Duetto, 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-4143189611288266000?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/4143189611288266000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=4143189611288266000' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/4143189611288266000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/4143189611288266000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2008/04/educao-para-barbrie-no-escola-como.html' title='A educação para a barbárie: a “não-escola” como modelo de replicação da banalização da violência, perpetuação da miséria e mediocridade social'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SBgiI6vVtKI/AAAAAAAAAX0/VT_CQbkDW80/s72-c/educa%C3%A7%C3%A3o5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-172098440958590775</id><published>2008-01-28T22:20:00.000-02:00</published><updated>2008-01-28T22:49:23.804-02:00</updated><title type='text'>A Educação Básica brasileira: da retórica a realidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/R55y5KjiI6I/AAAAAAAAAVE/Eh6etcZ0uuc/s1600-h/educa%C3%A7%C3%A3o2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/R55y5KjiI6I/AAAAAAAAAVE/Eh6etcZ0uuc/s320/educa%C3%A7%C3%A3o2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160688549424669602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="font-family: georgia;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="text"&gt; &lt;div&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:180%;" &gt;Síntese:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As políticas para educação básica pública no Brasil padecem por uma série de prerrogativas quem vai da insuficiência de investimentos ao esgotamento das visões estéreis dos gabinetes dos formatadores burocráticos de políticas para o setor. É fundamental encarar a barbárie como a indisfarçável realidade constituinte da Educação no país. Além de uma síntese do recente desdobramento das políticas federais para a educação, o presente &lt;b&gt;artigo&lt;/b&gt; desdobra a fazer uma crítica de alguns modelos adotados no país. A partir da experiência do autor na Conferência Estadual da Educação Básica, realizada na cidade de Guarulhos (SP) em dezembro de 2007, é pertinente refletir os mecanismos de financiamento e gestão dos recursos públicos para área educacional em tempos de avanços significativos de modelos neoliberais de estrangulamento de políticas públicas governamentais. Há tempos que a educação básica pública vive um processo moribundo de equívocos e negligência em suas políticas. O cenário é a agonia de um sistema assimétrico, ineficiente, perdulário e esgotado. Novos motes educacionais como terceirização do sistema público para entidades privadas e ONGs ou a ampliação esquizofrênica e mercantilizada do “ensino a distância” apenas ressaltam a agonizante falência das políticas públicas. As supostas variantes de lucrativos modelos privados de ensino constituem quase invariavelmente num aglomerado ficcional e cuja tarefa é a surrealista formação mercantilizada e egocêntica do “cidadão-consumidor”. Ao contrário do exposto exaustivamente na mídia convencional e apregoada por falsos arautos da educação e suas falácias mercantis pelas soluções simplificadoras e privatizantes, enquanto a educação não vir a ser conduzida como uma verdadeira e efetiva política de Estado, os conhecimentos gerados pelos estabelecimentos de ensino público continuarão a serem fardos inúteis e estéreis para milhares de crianças e jovens fomentando uma sociedade cada vez mais dividida pela barbárie entre ricos e pobres e encartada por uma minguada e ficcional classe média míope, angustiada e surreal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;1. Introdução&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Qual a lógica que permeia o debate sobre educação? Ensinar o que, e para quem? Por que a educação é apenas uma moeda de troca quando setores do empresariado reclamam da falta de “mão-de-obra especializada”? Qual a importância da educação numa sociedade que não consegue se libertar das amarras da concentração e disparidade econômica? Estas são algumas das questões nada triviais que se escondem dentro da alcova dos “fazedores de política” e que impactam diretamente a imensa população de analfabetos, herdeiros do “analfabetismo funcional” e os “instruídos” sem emprego. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É indiscutível que o debate a respeito da educação pública ganhou força nos últimos anos. Também vem se tornado igualmente indiscutível a importância da educação na construção hipotética de uma sociedade mais dinâmica e socialmente mais justa. Todavia, colocar unicamente sobre os ombros dos educadores toda a responsabilidade por um quadro deletério do ensino público brasileiro é o mesmo que ignorar uma série de políticas assimétricas, equivocadas e insuficientes geridas há décadas por sucessivos governos.&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O legado das políticas públicas na área educacional reflete a natureza da concentração de renda e as graves disparidades sociais. Nas grandes metrópoles espalhadas pelo país, é conivente um ensino com elevados níveis de excelência ao lado de escolas de total precariedade em sua infra-estrutura mínima.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;No caso de São Paulo, estado de maior concentração econômica, coexiste em suas fronteiras três das melhores universidades do país e de reconhecimento mundial (USP, UNESP e UNICAMP), em contraste com escolas públicas depauperadas, desestruturadas, carentes das mínimas condições para sua simples abertura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Campeão em número de profissionais da educação no país, São Paulo é um paradigma dissonante convivendo com a mais importante fatia da concentração industrial e financeira da federação e uma pífia qualidade de suas escolas de ensino básico, o que pode ser auferido em qualquer sistema de avaliação. A assimetria revela muito mais que uma mera falta de desconexão entre os baixos investimentos e resultados na educação, mas, sobretudo uma falta de norte de uma política que propicie uma construção de um novo modelo escolar que atenda as necessidades básicas de suas população.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Conferência Nacional de Educação Básica, a ser realizada em 2008 no Distrito Federal, poderá servir de bússola para as políticas educacionais. Para tanto, sua estrutura será feita a partir da consulta entre os diversos atores da área da educação reunidos a partir das Conferências Estaduais. &lt;st1:personname productid="Em São Paulo" st="on"&gt;Em  São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, a Conferência Estadual de Educação Básica ocorreu em dezembro, na cidade de Guarulhos. O evento contou a participação de mais de mil pessoas ligadas a alguma entidade representativa da educação dentro dos limites do Estado de São Paulo e que buscaram contribuir para a realização da etapa nacional da Conferência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O presente texto tem como objetivo central um breve relato das políticas governamentais de educação praticados nos últimos anos (décadas de 1990 e 2000), uma síntese da &lt;b&gt;Conferência Estadual de  Educação Básica&lt;/b&gt; no âmbito paulista e algumas metas que o autor propõe para o Poder Público dentro de um projeto nacional inter-governamental e suprapartidário intitulado &lt;b&gt;Esforço Nacional para a Educação Básica  (ENEB)&lt;span class="msoIns"&gt;&lt;ins cite="mailto:aleocadia" datetime="2007-12-14T11:08"&gt;,&lt;/ins&gt;&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;cujo objetivo primordial é a erradicação do analfabetismo, valorização dos profissionais da educação, criação das escolas integradas de educação, saúde e esporte e a implantação da educação básica gratuita e de qualidade em tempo integral para todas as séries e em todos os estados da federação, incluindo o Distrito Federal. Não existem mudanças substanciais sem a ruptura de velhos paradigmas que inibem o desenvolvimento e a dispersão da igualdade de oportunidades dentro de uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2. Principais programas governamentais para a  Educação Básica (1988-2007)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O &lt;b&gt;artigo 205&lt;/b&gt; da Constituição  Federal de 1988&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;assegura a educação como sendo o “&lt;i&gt;direito de todos e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho&lt;/i&gt;”. Segundos  diretrizes governamentais, a &lt;b&gt;Educação Básica&lt;/b&gt; é composta pela &lt;/span&gt;&lt;a href="http://mail-a.uol.com.br/Configura%C3%A7%C3%B5es%20locais/Temp/index.php?option=content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=180&amp;amp;Itemid=218"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Educação Infantil,  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ensino Fundamental e Ensino Médio. Em tese, a Educação Básica tem como função assegurar a todos os brasileiros a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Os principais documentos norteadores da Educação Básica: a &lt;b&gt;Lei de Diretrizes e Bases da Educação  Nacional&lt;/b&gt; (LDB), Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 e o &lt;b&gt;Plano  Nacional de Educação&lt;/b&gt; (PNE), Lei nº 10.172/2001, regidos pela Constituição  Federal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um detalhe que passa muitas vezes despercebido por grande parte dos brasileiros é que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) estabeleceu como sendo dever do Estado a &lt;b&gt;progressiva extensão da obrigatoriedade &lt;/b&gt;do Ensino Médio, ou seja, no  limite, o Estado não tem a obrigatoriedade de oferecer cursos de Ensino  Médio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Plano Nacional de Educação (PNE) estabeleceu metas para a educação no Brasil com duração de dez anos que garantisse, entre muitos outros avanços, como esclarece o Ministério da Educação, “&lt;i&gt;a elevação global do nível de escolaridade da população, a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis, a redução das desigualdades sociais e regionais, a ampliação do atendimento na Educação Infantil, no Ensino Médio e no Superior&lt;/i&gt;”. O Plano Nacional de Educação, tal como foi concebido, previu uma reavaliação de suas metas em cinco anos. Segundo o Plano Nacional de Educação, ao Ensino Médio devem ter acesso&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;todos aqueles que  concluam o Ensino Fundamental em idade regular. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além das verbas orçamentárias previstas pela Carta Magna, foi criado um fundo suplementar para garantir maior aporte de investimentos para a educação, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (&lt;b&gt;FUNDEF).&lt;/b&gt; Com o fim do FUNDEF em 2006, foi instituído e regulamentado o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (&lt;span&gt;Fundeb)&lt;/span&gt;. Iniciado em janeiro de 2007, o projeto inicial de sua implantação, segundo o Ministério da Educação, ocorrerá de forma gradual até 2009, quando o &lt;span&gt;Fundeb&lt;/span&gt; atenderá todo o universo de alunos do Ensino  Básico público presencial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em 2007 o governo lança o &lt;b&gt;Plano de  Desenvolvimento da Educação &lt;/b&gt;(PDE) articulado com todos os segmentos e cujo objetivo prometido é “investir na educação profissional, na educação superior e na educação à distância”. O PDE tem como alcance a aplicação de um piso salarial nacional dos professores (atualmente, segundos dados do próprio Ministério da Educação, mais de 50% desses profissionais ganham menos de R$ 800,00 por uma jornada de 40 horas semanais)&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://mail-a.uol.com.br/cgi-bin/webmail#_edn2" name="_ednref2"&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;O PDE visa promover uma junção entre os diferentes segmentos setores da educação o que aparentemente representa uma nítida concentração de recursos e diretrizes nas mãos do governo federal. No que se refere ao Ensino Superior, uma preocupação evidente e assimétrica são as metas de dobrar o número de vagas das universidades federais, porém com o anúncio de apenas 20% de acréscimo de investimento no setor até 2017. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dados de 2005 da Pesquisa Nacional por amostragem de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e de Estatística (PNAD/IBGE) indicam que do total da população na faixa etária entre 15 e 19 anos (um universo de cerca de 18 milhões de jovens), apenas 45% (cerca de 4 milhões) encontravam-se matriculados neste nível de ensino. Em 2006, 2 milhões de alunos concluíram o Ensino Médio. Cerca de 400 mil jovens ingressaram nas universidades e 700 mil concluíram ensino técnico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;    &lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. Os fundos estatais para a educação: FUNDEF e  FUNDEB&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino  Fundamental e de Valorização do Magistério (&lt;b&gt;FUNDEF&lt;/b&gt;) é um Fundo de natureza contábil, que foi instituído pela Emenda Constitucional n.º 14, de 12 de setembro de 1996, e regulamentado pela Lei n.º 9.424, de 24 de dezembro do mesmo ano, e pelo Decreto nº 2.264, de 27 de junho de 1997 e implantado, nacionalmente, em 1º de janeiro de 1998, quando passou a vigorar esse novo mecanismo de redistribuição de recursos destinados ao ensino fundamental. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desde a promulgação da Constituição de 1988, 25% das receitas dos impostos e transferências dos Estados, Distrito Federal e Municípios se encontram vinculados à Educação. Com a Emenda Constitucional nº 14/96, 60% desses recursos da educação passaram a ser sub-vinculados ao Ensino Fundamental (60% de 25% = 15% dos impostos e transferências), sendo que uma parte dessa sub-vinculação de 15% chegava&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;ao ensino fundamental  por intermédio do FUNDEF, que promovia a partilha dos recursos&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;entre o Governo Estadual e seus municípios, de acordo com o número de  alunos atendidos em cada rede de ensino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em 20 de junho de 2007 foi sancionada a &lt;/span&gt;&lt;a title="Lei Nº 11.494/2007" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11494.htm" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lei Nº 11.494/2007&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação  Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (&lt;b&gt;FUNDEB&lt;/b&gt;). Em vigor  desde o dia 1º de janeiro deste ano, por Medida Provisória&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, o novo Fundo substitui o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do  Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (&lt;/span&gt;&lt;a title="Fundef" href="http://portal.mec.gov.br/seb/index.php?option=content&amp;amp;task=section&amp;amp;id=11&amp;amp;Itemid=200" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;FUNDEF).  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O FUNDEB terá vigência até 2020 e atenderá segundo dados do Ministério da Educação, a partir do 3º ano, 47 milhões de alunos da educação básica, contemplando creche, educação infantil, ensino fundamental e médio, educação especial e educação de jovens e adultos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="4. A" st="on"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:metricconverter style="color: rgb(255, 0, 0);" productid="4. A" st="on"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;4. A&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;  etapa paulista da Conferência Estadual da Educação: avanços, patinações e falsas  retóricas&lt;/span&gt;&lt;span class="msoIns"&gt;&lt;ins cite="mailto:Naja" datetime="2007-12-14T13:39"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/ins&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Conferência Estadual da Educação Básica de São Paulo (CEE-SP) realizada na cidade de Guarulhos em dezembro de 2007, pode ser considerada um marco no que ser refere ao debate exclusivo com relação ao tema da educação. Uma agremiação de organizações sindicais, governamentais e não-governamentais (ONGs) tiveram seus representantes delegados no evento. A Conferência paulista foi uma das etapas para a preparação do texto de referência para a Conferência Nacional da Educação Básica que será realizada em Brasília, em 2008. Todos os estados da federação realizaram suas conferências que por sua vez incrementaram adições, supressões ou modificações ao texto de referência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que se trata no texto referência? Na prática, um conjunto de bondades idílicas para a educação. Fazendo uma leitura e excluindo o termo “Brasil”, poderia se encaixado para qualquer país no hemisfério norte, Noruega, Suécia, Finlândia ou Canadá, tal é o grau de generalidades e “bom mocismo” presente do texto. Aos olhos de qualquer pessoa que desconhece a situação de descalabro presente na educação pública, parece que a Suíça é aqui! O tom intimista que o texto apresenta em primordial foco é o tema da diversidade. Como se todos os problemas básicos da educação pública já estivesse hipoteticamente solucionados, o texto dá larga margem para a discussão da diversidade, ou seja, as relações assimétricas de classe, raça, gênero, idade e orientação sexual. Obviamente, o tema da diversidade é importante para compreendermos e convivermos com as diferentes correntes sócio-antropológicas presentes na sociedade brasileira, porém dar total atenção a um aspecto não central das raízes da falência do ensino público é errar ou desorientar o foco das reais razões que precisam ser superadas na educação pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alguns colóquios debateram a questão da valorização do magistério e as promessas governamentais para o setor. Uma grande preocupação que tange uma parte significativa da CEE-SP foi quanto à fiscalização dos recursos públicos, em particular, do extinto&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;FUNDEF e do&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;FUNDEB. A histórica margem de corrupção nacional esvazia o dinheiro público e deixa milhares de crianças destituídas de um mínimo de padrão de qualidade nas escolas. Os gargalos burocráticos precisam ser vencidos para que de fato o dinheiro chegue à escola, e da escola, o pleno repasse de serviços para o aluno. Nenhum governante ou burocrata foi para cadeia por afanar dinheiro da educação básica neste país, e cabe à&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;Justiça e ao Poder Público deixar o corporativismo de lado e buscar  penalizar efetivamente os fraudadores do erário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na conferência, o debate sobre as verbas  destinadas à educação concentrou algum fôlego. O país tem uma das maiores&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;discrepância de gastos quando se compara o&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;investimento  relativo à a educação básica&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;e superior. Em 2003, o país gastou anualmente (valor-referência em dólar) US$ 870 por aluno com educação primária, enquanto a educação superior ficou em US$ 10.054, ou seja, uma relação de 11,6 (quase doze vezes mais investimento por aluno no ensino superior em relação à educação primária). Na América Latina esta relação é muito mais inferior: o México corresponde a 4,1 e o Chile, 3,3. Nos países europeus o índice é muito mais baixo, como Suíça, 3,2, Alemanha, 2,5. Nos Estados Unidos&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;o índice gira em trono de 2,9. A priori, não é que o investimento em educação superior é altamente elevado no Brasil, mas sobretudo que a educação básica não tem uma política de investimentos realmente sustentável, daí, cria-se a contradição e os falsos mitos e retóricas com a manipulação de estatísticas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O país segue a política do “cobertor curto”, quando estica de um lado, descobre o outro. Nos últimos anos houve um esforço para “colocar a criança na escola” e o resultado foi a ampliação do número de matrículas. A questão da qualidade foi deixada de lado em nome de políticas muito mais preocupadas com as cartilhas neoliberais de “ajuste sócio-econômico” e as famigeradas projeções eleitoreiras. De fato, houve um esforço para criar matrículas dentro das escolas, porém o número ainda foi insuficiente. Além disto, houve uma transferência substancial de alunos da rede estadual para a municipal criando uma superposição de atribuições na luta fratricida por verbas do FUNDEF. Com a política de Desvinculação das Receitas da União (DRU) adotada desde 1994, dispositivo que permite ao governo federal usar como desejar 20% do total dos impostos arrecadados, estima-se que a educação perdeu um acumulado de cerca de R$ 72 bilhões (somente em &lt;st1:metricconverter productid="2007, a" st="on"&gt;2007, a&lt;/st1:metricconverter&gt; perda chegou a R$  7,7 bilhões para os cofres do Ministério da  Educação).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dois pontos considerados relevantes tratados na CEE-SP se devem a discussão sobre a valorização e formação do professor e a questão do ensino à distância. O primeiro aspecto a ser considerado é a formação do professor que vem se contabilizando nos últimos anos como um verdadeiro mercado de diplomas. As faculdades privadas promovem um verdadeiro teatro circense onde e vale tudo para vender seus cursos de qualidade duvidosa, prometendo desde descontos até aulas somente no final de semana. Não raro as “promoções” em que o aluno paga por uma licenciatura e ganha outra de “graça”! Não raro as licenciaturas de dois a um ano de duração e sem o mínimo de fiscalização do Ministério da Educação. Já a chamada “formação continuada” o festival de irregularidades e bizarrices não tem limites. Uma série de convênios escusos com entidades privadas (muitas delas sem a menor experiência ou vínculo com a área de educação) é firmada pelo Estado em nome de “parcerias” para cursos que nunca chegam de fato ao professor, e pior ainda, não contribuem em nada na sua formação ou atualização. Uma corrente de dispêndio de gasto público, ineficiência e superfaturamento entram no rol das calamidades que se abate no erário e na educação pública. O resultado é a perpetuação da ignorância dentro dos quadros funcionais do magistério. O segundo ponto é a farra do curso à distância. Se por um lado as dimensões continentais do país prejudicam uma maior dinâmica das comunicações e treinamento de trabalhadores, por outro lado, é justamente nestes rincões que mais é preciso o curso presencial para fazer valer a transmissão de conhecimento e sanar as eventuais dúvidas. Não se justifica realizar um curso inicial de licenciatura, por exemplo, à distância, ou seja, diante de um tubo de televisão ou na tela de computador. Se nenhuma outra categoria profissional conhecida aceita que sua graduação inicial fosse de uma maneira esterilizada e econômica via tubos de TV ou PC, por que os professores da educação básica deveriam então ser submetidos às tais práticas? Em nome da economia de investimentos o resultado é o desastre na formação do profissional da educação. É importante frisar que o tópico referente à educação à distância foi rejeitado pelos delegados presentes na CEE-SP, representando um dos poucos avanços significativos para o texto de referência a ser debatido próximo ano em Brasília.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lamenta-se, entretanto a ausência nos colóquios e debates a respeito da implantação da educação básica integral que é primordial para um novo modelo de concepção da educação. A permanência do aluno em uma escola que possua um caráter ontológico da educação é também um fator de recuperação de auto-estima e proteção social, principalmente no que se diz respeito às áreas de risco de milhares de locais espalhados pelo país. Uma educação básica integral e, em particular, o ensino médio atrelado a um ensino profissionalizante, faz com que a escola não venha a ser apenas um &lt;b&gt;campo de  concentração &lt;/b&gt;social, mas um espaço que possibilite a criança e o jovem realizar e participar da construção de seu próprio potencial de desenvolvimento humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que se aprende hoje na escola serve realmente para alguma coisa? Não existe nenhum suporte para a escola e sem uma infra-estrutura que possa apoiar o desenvolvimento do aluno. Sem um grupo de médicos, enfermeiras, psicopedagogos, psicólogos, dentista e fonoaudiólogos as escolas simplesmente funcionam com se cada aluno fosse uma máquina e que não necessitam nada além de uma carteira, cadeira e alguns papéis para rascunhar. A escola representada por esse modelo falido de educação pública uma entidade estanque, acéfala e autônoma.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;5. O não-reconhecimento da barbárie e o  esvaziamento da crítica&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quais os objetivos da educação pública? A  realidade para quem peregrina entre as&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;diferentes unidades de ensino espalhados pela cidade de São Paulo é um universo totalmente disforme com características básicas comuns. O modelo atual de educação básica nas escolas públicas paulistas (em particular os ensinos fundamental e médio) e é empilhamento de crianças e jovens dentro de uma pobre arquitetura de escolas que na maioria dos casos lembram verdadeiros presídios. O que podemos esperar hoje de um jovem que passou onze anos de sua vida num sistema educacional famélico de recursos e idéias? Isto não assusta nem mesmo o ministro da Educação, Fernando Haddad, quando o foi interpelado por órgãos da imprensa sobre os desastrosos resultados do desempenho do Brasil nas avaliações internacionais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É importante ressaltar quais os projetos desenvolvidos pela burguesia brasileira e o projeto nacional que foi desenvolvido no país. Um projeto concentrador de recursos e renda de uma pequena elite agrária-industrial-financeira e que excluiu e marginalizou todo o restante da população.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Diga-se de passagem, que a educação pública é um amotinamento de pobres e cujo potencial será tão somente de contigenciar o exército de reserva de mão-de-obra desqualificada para um mercado de trabalho cada vez mais escasso de empregos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por que não reconhecer a barbárie impregnada no ensino básico brasileiro? Quanto mais periférica a escola é situada, maior é o seu grau de esfacelamento e total perda de identidade. A realidade é dura e sem direito a concessões retóricas. Atingimos o fundo do poço há tempos e é necessário o reconhecimento da miséria educacional para que se possa revolucionar a educação básica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A barbárie não se explica apenas na diluição dos currículos e na falta de orientação dos projetos educacionais, mas também no sucateamento da profissão docente. Os baixos salários obrigam os professores a ter uma jornada estafante de até 60 horas semanais, além de trabalhar em mais de uma escola, seja ela privada ou pública. Tão oneroso para o paciente se assistido por um médico com fadiga assim como um aluno tendo aulas por um professor já exausto. O resultado reflete em vários pedidos de licenças-médicas custosas aos cofres públicos e que interrompem o processo educacional. Na barbárie, o professor é apenas um apêndice da máquina de triturar pessoas e desqualificar o trabalho docente e a criatividade do aluno cuja promoção deletéria é resultante de um sistema falido de educação pública. Até mesmo a questão do estágio-docência é um mero formalismo estéril e que prejudica os ingressantes ao magistério.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;6. O mito da educação à distância e a galinha dos  ovos de ouro dos &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;fast foods&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; da educação&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A mercantilização é a forma mais estéril de produzir conhecimento. As linhas de produção fordistas produzem quantidade crescente de lixo educacional cujo destino é o consumo em massa de conhecimento das carteiras escolares. As empresas se transformam em &lt;b&gt;&lt;i&gt;fast foods&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; educacionais promovendo e vendendo ilusões de apostilas e “métodos de ensino” através do marketing, lobby e da corrupção em quantidade crescente de assédio nas prefeituras para adoção do material didático. Os ovos da galinha são de ouro, ou seja, o lucrativo nicho de livros didáticos, “métodos educacionais” e a promoção o “ensino a distância” faz com que o mercado fervilhe de oportunidades aos “empreendedores”. O conhecimento se transforma em mercadoria que são transitados nas prateleiras e dependente do poder de compra de seus “clientes”: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;“(...) a mercantilização crescente da educação, que passa a ser adquirida conforme o poder aquisitivo de seus compradores. Tal qual no sistema nacional de saúde, com a proliferação dos chamados planos de saúde, a educação de qualidade passa a ser direito de quem possa comprá-la. E quem não pode?&lt;a title="" href="http://mail-a.uol.com.br/cgi-bin/webmail#_edn3" name="_ednref3"&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;” (MATTOS,  2005, p. 199-120).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A implantação de uma rede de educação à distância em primeiro lugar, diminui sensivelmente custos, economiza na contratação de professores e técnicos, não precisa de espaço físico e pode ampliar seus horizontes para o mundo inteiro através da rede mundial de computadores (a Internet). Cabe então ao estudante deste processo toda a carga de responsabilidade por sua formação e um longo adestramento e formatações que o possibilite “enquadrar-se” dentro do limitado espaço concedido pelo vídeo ou pelo software. Nesse processo, a criatividade é completamente atropelada é basta a condução simbólica de cliques e toques no controle remoto como a única interface entre aluno e a máquina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A educação a distância como proposta para “qualificar” os professores é mais um mecanismo de fôlego curto e, na ausência momentânea de alternativas aos cursos presenciais, extremamente localizados a ser aplicado em condições emergenciais. Requer também uma disciplina rígida e controlada para que o aluno tenha uma auto-organização que lhe permita absorver as informações fornecidas pela tela. Em nome de uma suposta modernidade tecnológica, o adestramento de docentes é um sinal perigoso de que a pasteurização social e a &lt;i&gt;imbecilização&lt;/i&gt; coletiva está sendo cada vez mais  resgatada e premiada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;NOTAS:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt; &lt;/span&gt; &lt;div id="edn1"&gt; &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a title="" href="http://mail-a.uol.com.br/cgi-bin/webmail#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Versão preliminar preparado a partir da participação do autor como delegado da APEOESP na Conferência Estadual da Educação Básica, em dezembro de 2007 na cidade de Guarulhos (SP) . &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div id="edn2"&gt; &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a title="" href="http://mail-a.uol.com.br/cgi-bin/webmail#_ednref2" name="_edn2"&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;  Segundo a Confederação Nacional dos trabalhadores em Educação (CNTE), média  salarial do professor situa-se entre R$ &lt;st1:metricconverter productid="500 a" st="on"&gt;500 a&lt;/st1:metricconverter&gt; R$ 700 por uma jornada de 40 horas  semanais (dados relativos a 2002).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div id="edn3"&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a title="" href="http://mail-a.uol.com.br/cgi-bin/webmail#_ednref3" name="_edn3"&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;  MATTOS, W. Educação nacional: pobreza do direito e (não) direito dos pobres. In:  VALLA, V. V., STOTS, E. N., ALGEBAILE, E.B. &lt;i&gt;Para compreender a pobreza no  Brasil.&lt;/i&gt; Rio de Janeiro: Contraponto: Escola Nacional de Saúde Pública,  2005.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-172098440958590775?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/172098440958590775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=172098440958590775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/172098440958590775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/172098440958590775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2008/01/educao-bsica-brasileira-da-retrica.html' title='A Educação Básica brasileira: da retórica a realidade'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/R55y5KjiI6I/AAAAAAAAAVE/Eh6etcZ0uuc/s72-c/educa%C3%A7%C3%A3o2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-8606633485255488642</id><published>2007-11-12T06:05:00.000-02:00</published><updated>2007-11-12T06:09:14.388-02:00</updated><title type='text'>A culpa não é do professor!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/RzgKAmxrEeI/AAAAAAAAANI/szdoBSOs2oI/s1600-h/carteira+escolar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/RzgKAmxrEeI/AAAAAAAAANI/szdoBSOs2oI/s320/carteira+escolar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131862780913848802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;Não causa mais estranheza quando jornais como a Folha de S. Paulo e a seu compatriota matutino, o Estado de S. Paulo escancara em suas páginas as "verdades absolutas e inequívocas" em nome da liberdade de expressão. Não criamos ilusões: a democracia liberal não significa democracia econômica. Neste domingo (11/11), em suspeita sintonia com o discurso da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, trouxe a manchete em letras graúdas e cheias de tintas dando o destaque: "&lt;u style="font-style: italic;"&gt;Em SP, 13% dos professores estaduais faltam a cada dia&lt;/u&gt;". Provavelmente, o leitor da Folha imediatamente já poderia situar o mesmo adjetivo que o ex-presidente Fernando Henrique designou os aposentados brasileiros tempos atrás: "vagabundos"! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;A reportagem da Folha compara a assiduidade dos professores de dois colégios da elite paulistana, o Colégio Bandeirante e o Colégio Etapa, concluindo que estas escolas possuem, em média, menos de 1% no número de ocorrências de faltas enquanto que o quadro estadual é representado por 12,8% de ausências diárias. O que pretende a Folha com reportagens desta estirpe? O número de profissionais da rede pública é cerca de 230 mil (usando os próprios números da reportagem) e quanto aos profissionais dos colégios citados? Cerca de cem professores, conforme a mesma reportagem! Destacam-se, no mínimo, duas hipóteses: trata-se de um equívoco involuntário que pode levar o leitor ao erro ou seria um ato de má-fé com tamanha comparação desproporcional? Seja qual for hipótese a verdadeira, desta maneira, a Folha não cumpre a suposta "boas maneiras" que guarda no seu livreto de redação para fazer jornalismo. Vale lembrar que comparações assimétricas resultam na desinformação que beiram a má-fé. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;A matéria da Folha ainda traz um brutal ataque aos direitos trabalhistas dos professores. Pelo teor da reportagem, só faltou pedir cadeia aos supostos "professores faltosos"! Atacou ao longo de sua reportagem os direitos trabalhistas como se fosse a única e plausível responsável pelo fracassado modelo de gestão da educação paulista. A reportagem em momento algum sequer procurou refletir os motivos reais dos erros acumulados que há décadas vem exaurindo todo o sistema educacional. Aliás, apenas reforça o simplista e demagógico discurso que a gestão tucana vem fazendo ao longo dos anos &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;: responsabilizar exclusivamente os professores por todos os males da ineficiência da política educacional. Mais uma vez, em nome de uma ilusória “eficiência pela precarização do trabalho” vem subentendido o falacioso discurso da flexibilização dos direitos trabalhistas sempre em pauta implicitamente na agenda neoliberal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;No mês passado, a reportagem da Folha Online (16/10) publicou as declarações da atual secretária de Educação do Estado, Maria Helena Guimarães de Castro, que afirmava: "&lt;i style=""&gt;O quadro mostra, com clareza, que não há uma relação direta entre salário e qualidade do ensino, embora a questão salarial seja fundamental para valorização dos professores&lt;/i&gt;". Trocando em miúdos, a titular da pasta de educação da gestão tucana não considera importante a questão salarial dos professores. Minimiza os fatos e busca empregar uma retórica que descola a questão salarial de toda a falência do sistema. Novamente, o ataque aos professores é a forma mais sintética e covarde de tirar a responsabilidade dos gestores de educação lotados na secretaria e das políticas estéreis de gabinete. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" face="georgia" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Existe uma política muito clara praticada pelos tucanos diante dos desafios da educação: o uso excessivo de falaciosos cosméticos pedagógicos. Uma política equivocada preocupada em perfumar a burocracia escolar, piorar as condições de trabalho e sobrevivência dos professores e iludir a sociedade com falsas promessas. Desde a obscura política dos bônus às práticas da "aprovação automática" o resultado é o retumbante abismo que se encontra a educação paulista, ou seja, um retrato catastrófico para o estado dono da primeira economia do país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;Urge um longo basta nas provocações demagógicas que ano após ano vem se multiplicando na área da educação. Mentiras que se repetem a exaustão nas propagandas oficiais e obtendo ressonância na mídia. Na televisão, belas crianças sorrindo por um ensino que não existe! O professor é acima de tudo um profissional que tem as mesmas carências humanas como qualquer outro profissional de área diversa. Sem mistificações e hipocrisias! Salários defasados no quadro do funcionalismo e seus profissionais&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;precisam ter múltiplas aulas para completar sua renda gerando toda uma miríade de sortilégios provenientes de problemas físicos e psicológicos. Acima de tudo, um professor não é uma máquina amorfa de “dar aulas”! Sem nenhum plano real de carreira dificilmente um profissional se contenta em seu ambiente de trabalho. Não é possível aceitar as querelas sádicas de um discurso cínico de que o magistério "não é profissão", mas tão somente um bando de "tias" que pregam o "sacerdócio" e o “celibato franciscano”. Escolas sucateadas, insuficiência quanto ao número de funcionários dos quadros de apoio, inseguras e longe de ser um ambiente que possa ser considerado minimamente "pedagógico". Quando não são tomadas pelo submundo das quadrilhas de entorpecentes, gerando insegurança e pânico entre professores e alunos (este quadro se agrava nas regiões mais periféricas). Currículos burocráticos, ultrapassado atrelado a uma rigidez inexplicável diante da tal "era da informação". &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não basta colocar um computador e dizer que a escola esta “informatizada”, é preciso fazer da escola um ambiente de aprendizado e não apenas palco de opressão e inutilidade.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;É fundamental a reflexão dos motivos do "empacamento" das políticas estatais para a educação. Com a dispersão e multiplicação do número de vagas (alguns otimistas especialistas chamam tal enredo de "democratização do acesso") a qualidade se tornou prerrogativa secundária e obsoleta. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A premissa é verdadeira: quem usa a escola pública é quase invariavelmente pobre e preto! Portanto, exceto em períodos eleitoreiros, quem se importa com os pobres e pretos? Pobres e pretos são os filhos do operariado, ambulante, empregado doméstico... Tais alunos serão no máximo meras reproduções da mão-de-obra de seus pais na pirâmide das forças produtivas capitalistas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;A arquitetura pedagógica que nutre a escola pública é de extrema pobreza de horizontes. Não educamos, reproduzimos. Não avançamos, retrocedemos para níveis monossilábicos. Não conduzimos progresso, atolamos em mesmices inúteis. Não existe o estímulo para a cidadania, apenas para a reprodução da miséria humana. Não existe uma verdadeira preocupação com o futuro dessas crianças e adolescentes que abarrotam salas superlotadas em escolas de ficção. Salvo algumas unidades escolares que beiram ao heroísmo de seus profissionais, o resultando é o mais lamentável estado de calamidade pública. Agora, culpar o professor por toda uma construção falida é, no mínimo, criminoso. O professor é tão somente mais uma vítima de todo um processo de fracasso do sistema educacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;Quem se importa com a educação da plebe? A classe média acuada em sua alienação e egocentrismo fugindo do sistema público deposita seus filhos em escolas particulares. Tais escolas que associam automaticamente "mensalidade" à "qualidade" apenas mitificam seus questionáveis níveis de excelência . E, por sua vez, resta ao filho da periferia se contentar com o anêmico sistema público de educação. No Brasil, a estratificação social começa pela educação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;A mídia impressa tão ávida em vender notícias deveria se ater com mais prudência e responsabilidade seu papel imprescindível dentro de um suposto Estado democrático. A educação não é para principiantes e não é possível permitir que a ineficiência do Poder Público condene à ignorância milhares de jovens que saem das escolas públicas sem o mínimo de uma "educação formal". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;Assistimos ao espetáculo midiático das notáveis descobertas de petróleo em águas superprofundas pela Petrobras e, por sua vez, a elevação exponencial das carteiras dos acionistas da estatal. Será que agora o governo vai refundar o programa do "Petróleo é nosso"? Nada mais suicida para um Estado sem visão de futuro é a queima de as próprias reservas de energia em nome da lucratividade de seus acionistas. Igualmente suicida é o pacto silencioso que o governo faz pela mediocridade da educação. Se o petróleo já foi e parece que hoje se toma forma como um ululante "projeto nacional", seria urgente a educação ser ponto central de um pacto social pelo maior e mais importante projeto que uma nação precisa para superar suas gravíssimas distorções. Analogamente, o petróleo está para o progresso material assim bem como a educação está atrelada atavicamente para a perpetuação da espécie humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 5pt 0pt; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;É preciso tomar cuidado com os culpados imediatos condenados sumariamente pela mídia. Se existe alguma culpa pertinente ao professor possivelmente estará sentada na sua cumplicidade autofágica de assistir inerte ao processo de esfacelamento de sua própria profissão. O desgaste e o cansaço de lutas frustradas pela classe dos professores não poderá ser substituída pela alienação e acomodação. Enquanto a sociedade também não participar no engajamento por um novo modelo e dinâmica educacional apenas consumirá velhas notícias e suas mentiras sinceras no café da manhã. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;div style="border-style: solid none; border-color: windowtext -moz-use-text-color; border-width: 1.5pt medium; padding: 1pt 0pt;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; margin: 5pt 0pt; padding: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;   &lt;div  style="border-style: none none solid; padding: 0pt 0pt 1pt;color:-moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext;"&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; margin: 5pt 0pt; padding: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;FOLHA DE SÃO PAULO. Salário não melhora ensino, diz secretária de educação de SP. São Paulo, 16/10. Disponível em: &lt;http:&gt; Acesso em 12 de novembro de 2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; margin: 5pt 0pt; padding: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; margin: 5pt 0pt; padding: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;FOLHA DE SÃO PAULO. 30 mil professores faltam por dia na rede pública de SP. São Paulo, 11/11. Disponível em &lt;http:&gt; Acesso em 12 de novembro de 2007.&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-8606633485255488642?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/8606633485255488642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=8606633485255488642' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/8606633485255488642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/8606633485255488642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2007/11/culpa-no-do-professor.html' title='A culpa não é do professor!'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/RzgKAmxrEeI/AAAAAAAAANI/szdoBSOs2oI/s72-c/carteira+escolar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3204639618998930556.post-5884884328442315723</id><published>2007-09-20T04:55:00.000-03:00</published><updated>2007-09-20T05:13:50.758-03:00</updated><title type='text'>A construção da barbárie e a nação autista</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/RvIrbp6wtKI/AAAAAAAAAIU/wadxMtWFxS8/s1600-h/dor-783359.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/RvIrbp6wtKI/AAAAAAAAAIU/wadxMtWFxS8/s320/dor-783359.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112196281127711906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O problema verdadeiramente prático da sociedade reside na relação que suas forças e formas estabelecem com os indivíduos – e se a sociedade existe dentro ou fora deles. (&lt;b&gt;Georg Simmel&lt;/b&gt;, 1858-1918, historiador e filósofo alemão)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Uma das profissões mais ingratas dentro da sociedade certamente é o ofício de professor. No caso brasileiro, a situação é agravada se sua tarefa é ministrar em escolas públicas. Longe de buscar fazer deste espaço um fútil momento de corporativismo sindical, a questão da educação é muito mais além do que alguns demagogos de ocasião possam suscitar em seus pomposos artigos vazios na grande mídia. Como pensar na educação em tempos de letargia e barbárie?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Toda vez que tenho que entrar na escola pública onde leciono, sou levado a refletir uma pergunta latente: por que devo entrar numa sala de aula? Sem levar em consideração meu “magnífico” salário-base de cerca de dois salários mínimos, meu esforço é buscar um significado que paute a natureza do meu ofício perante as atrocidades que nossa sociedade, em particular a miopia governamental, faz com gerações de jovens. Por mais que procuro uma “leitura academicista” sobre a realidade do sistema educacional brasileiro, em particular, o paulista, quase não encontro parâmetros que possa diagnosticar um quadro com maior aferição que o momento exige. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Mergulhando mais a fundo na questão. Mais do que meramente um ofício onde se possa ter o pobre ganha-pão, a profissão de professor deve prioritariamente está atrelada a uma construção social. O “ofício de mestre” não pode ser superficial e sem ser conduzida como se fossem meramente ações irresponsáveis da canalhice corporativa. Escola jamais pode um chão de fábrica automatizado ao estilo fordista. Sou pragmático quando entro na sala de aula e tenho que encarar meus alunos. A sensação é estar entrando no Purgatório. O que difere é a consciência dos que estão sendo purgados dentro dos limites quadrangular da sala. Refletindo como economista, o que tenho na minha frente é apenas uma massa que entrará (quase invariavelmente) no mercado de trabalho informal, sem carteira ou direitos de qualquer natureza. Talvez alguns deles possam se alocar na construção civil ou serviços domésticos sem maiores regalias. Quando não muito vão adentrar na marginalidade e dali somente sairão quando estiverem mortos. Todavia, pensando como um cientista social, o que percebo é a quantidade absurda de pessoas que são pessimamente auxiliadas para a vida. Uma sociedade canibalizada como a nossa, onde vidas são destruídas sem maiores dilemas, jogar gerações inteiras no semi-analfabetismo em um incipiente mercado de trabalho é certamente a mais covarde construção governamental para os tais “filhos da pátria” (o trocadilho pode suscitar o meretrício).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Trabalhar em qualquer sistema falido é como queimar seus pés em pura brasa. Porém, quando este sistema é constituído de vidas humanas, a questão é muito mais greve. Em um dos seus textos clássicos, os alemães Theodor Adorno e Max Hokheimer expoentes máximos da chamada &lt;b&gt;Escola de Frankfurt&lt;/b&gt;, tinham como preocupação a educação como uma poderosa bastilha para se evitar o holocausto de Auschwitz, ou seja, a construção da barbárie promovida pela cruzada messiânica e megalomaníaca do nazismo. Existe também o mito quase consensual que a educação é a panacéia contra a desconstrução da sociedade. Neste sentido existem a meu ver dois elementos fundamentais. O primeiro é que uma escola, por si mesma, jamais poderá ser uma segura bastilha enquanto existir uma sociedade que preze enlouquecidamente aspectos materiais em detrimento aos humanos. Neste contexto, pouco importará as construções teóricas e pedagógicas de “formatação” do meio escolar. O máximo é que teremos seres humanos que se adaptarão melhor do que outros na selva impiedosa do capitalismo. O impiedoso discurso promovido pelo “darwinismo social”, e na sua estirpe mais cruel, o “darwinismo socioeducacional” quando se deixa imperar a “seleção natural” dentro da sociedade. O segundo aspecto, e acredito que possa ter mais relevância, são as assimetrias completamente cínicas entre as expectativas que a sociedade deposita na escola e os meios pelos quais são dadas as condições de trabalhos para profissionais do sistema educacional atuarem de forma mais digna. Em pleno século XXI, a tríade saliva, suor e giz ainda são os elementos constituintes do material de trabalho do professor da rede pública. Contra fatos não adianta torrar dinheiro público em propagandas em horário nobre da mídia televisa completamente mentirosas do governo paulista. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Muito se fala e quaisquer discursos cretinos das campanhas políticas não metem: todos são favoráveis a educação. Palmas e ponto final! Na prática, ninguém, realmente quer levar a sério tais premissas. Muitas vezes, paradoxalmente, nem mesmos os supostos pais dos alunos. Desta maneira, se instala a “terra de ninguém” dentro de uma unidade escolar. As velhas e carcomidas práticas dos que fingem lecionar, outros fingem aprender, o Estado finge que expede diplomas e os pais fingem que tudo isto está muito bem. E a sociedade vive o autismo digno da irrealista “Terra do Nunca”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Salvo exceções sublimes, o sistema público educacional do país se tornou uma verdadeira fábrica da barbárie. Não se iluda caro leitor, pensando que o sistema privado é melhor. Não, não é! O sistema privado, também salvo exceções, é refém da maldição do “&lt;b&gt;efeito Fuvest&lt;/b&gt;”, currículos e práticas “pedagógicas” que somente visam o vestibular e depois propagandear para os pais seus vaticínios de curandeiro escolar. Tudo é lucro no sistema capitalista, naturalmente, o sistema privado de educação não seria diferente. O apelo a estupidez competitiva de alguns colégios aliado a letargia demagógica de outros, montam um quadro bizarro da educação privada. Quem pode pagar, quer que seu filho se transforme no futuro patrão. Quem não possui condições econômicas, é conduzido à tarefa de gari ou camelô. O mais tétrico deste quadro é a promoção do individualismo consumista dos alunos, geralmente da classe média, por parte das escolas que deveriam dar algumas noções mínimas de construção social. A construção da canalhice coletiva é parida dentro dos alegres aquedutos das escolas privadas. A “santíssima trindade” da classe média, ou seja, alunos, pais e colégio, é uma ilusão. A barbárie se instala na medida em que aceitamos complacentemente a divisão nociva das desigualdades sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;A era tucana na condução do sistema educacional &lt;st1:personname st="on" productid="em São Paulo"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; é um completo desastre. Absolutamente nada se tem para comemorar, exceto para alguns boçais políticos que acreditam na promoção do famigerado “&lt;i&gt;quanto pior, melhor!&lt;/i&gt;”, e, naturalmente, conduzido por grotescos olhares eleitoreiros. Com um sistema apodrecido, fadado ao completo caos, salvo algumas ilhotas de exceções, novas gerações de analfabetos funcionais são tolhidas da mínima expectativa de esperança na vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;O maior de todos os crimes é o roubo da esperança. O Estado brasileiro hoje é um misto profano de promessas, recheada de boas intenções e estagnação. Pouco adianta cantarolar com os louros de alguns segmentos da economia, em particular com os vistosos índices do sistema financeiro, se o âmago da sociedade está em completo estado de letargia e diluição. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Nosso cínico ufanismo nos esportes, por exemplo, é mais uma face teatral e demagógica de nosso suposto “potencial olímpico”. Somente &lt;st1:personname st="on" productid="em pleno Jogos Pan-americanos"&gt;em pleno Jogos Pan-americanos&lt;/st1:personname&gt;, damos conta que existe esporte no país, e por mais incrível que pareça, existem atletas! Porém com arroubos de alguns atletas, a questão do patrocínio do esporte nacional é completamente esquecida. É importante frisar que o quadro de medalhas do Brasil somente ficou mais colorido devido ao patrocínio de algumas empresas estatais (em particular, Banco do Brasil, Petrobras, Caixa e Correios). Para os arautos do privatismo entreguista e do tal profissionalismo da “iniciativa privada”, em absolutamente nada os capitalistas nacionais ou estrangeiros se preocupam com a sociedade. Já dizia o economista austro-húngaro, Joseph Schumpeter, que o move o empresário é o lucro. O resto são formas de ampliar o mesmo lucro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Quem conhece uma escola pública sabe o estado de abandono das quadras e a orfandade de qualquer programa de incentivo ao esporte. Também salvo exceções de professores de uma alma enorme e um profissionalismo exemplar, o restante é a perda anual de futuros bons atletas para o descaso e a incompetência governamental. Aliás, o descaso se amplia quando o governo coloca burocratas corruptos e incompetentes de acordo com conveniências políticas para conduzir todos os processos de planejamento educacional. Afinal de contas, segue a cartilha tupiniquim do senhor de engenho pós-moderno, na senzala do ensino público, quem liga para os pobres? O restante da sociedade endossa tais pérolas autistas de seus lustrosos castiçais da estupidez. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;O brasileiro adora se comparar com os demais povos, mas nunca gosta de ser alvo de comparações. Do futebol às nádegas mercantis da mulher brasileira, o discurso do cinismo é irretocável. Quando o país se colocar frente às quadros comparativos da educação frente à outros países o resultado é invariavelmente catastrófico. Na minha condição de professor, é corrosivamente humilhante ter que conviver com este verdadeiro córrego imundo que décadas de políticas irresponsáveis e acéfalas conduziram nosso sistema educacional ao mais completo limbo. Pouco adianta as tentativas covardes que o governo tucano vem a todo o momento depositar a responsabilidade em cima dos profissionais de educação. Se existem picaretas dentro do sistema, é porque o Estado permitiu. Se existem a evasão dos bons profissionais é porque o Estado foi incompetente para segura-lo. Se o Estado promove a construção da mediocridade pelas vias da barbárie educacional é sinal que nossa sociedade está muito doente. Aliás, em avançado estágio de autofagia putrefata. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Pouco a pouco, estamos instalando a barbárie silenciosa de forma bem acomodada dentro da sociedade. A guerra civil no Rio de Janeiro é o mais belo quadro de completa falência do Estado. Na guerra surda e imunda travada pelos pontos de tráfico dentro das favelas paulistanas é outro retrato de calamidade e caos social. Quem vive realisticamente a realidade da escola pública sabe o quanto é angustiante assistir a indiferença que o Estado vem tratando suas futuras gerações de supostos cidadãos. Em troca de mais cadeias e açoites, precisamos de mais escolas e mais profissionais que estejam engajados num novo sistema educacional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Currículos estúpidos e defasados. As escolas públicas são hoje verdadeiras sucatadas e caindo literalmente aos pedaços. Profissionais tratados com indiferença e salários irrisórios. Alunos sem estrutura econômica, e em muitos casos, sem a mínima estrutura familiar. Inexiste qualquer auxílio econômico ou psicológico para os alunos. A violência instalada dentro das unidades escolares e banalizada como sendo um “normalizador” da nova sociedade. Falácias e mentiras apregoadas exaustivamente por quase todas as correntes políticas. Colocando num grande liquidificador todos estes fatores o resultado é a construção silenciosa de nosso Auschwitz. A barbárie como sustentáculo de uma sociedade fria, malévola, cínica e materialista. Receita pronta e acabada para o autismo social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Um exemplo que considero muito emblemática deste bárbaro quadro de nossa contemporaneidade é o excesso de vaias que a classe média está vociferando nos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro. Começou de forma orquestrada vaiando o presidente da República e depois partiu para quase todos os atletas não-brasileiros nas competições oficiais por medalhas. Triste espetáculo da hipocrisia. Será que estamos gotejando tanto ufanismo assim? Naturalmente, a grande maioria dos “patriotas” e suas vaias estúpidas são os mesmos que dentro seus ciclos minúsculos de amigos fazem gozações igualmente estúpidas contra sua própria pátria. Não somos patriotas, somos brasileiramente cínicos. Permitimos instalar a barbárie dentro de nossa sociedade, e o pensamento imediatismo do umbigo eclode: mas desde que tenha dinheiro para o seguro, dane-se o país! A escola, seja ela pública ou privada, é uma fomentadora de monstruosidades sociais. Daí recai toda a responsabilidade perante a instituição escolar. De todas as mazelas, a escola sem recursos, rumos ou guarida tem como obrigação “cívica” construir o “nosso futuro”. Qual futuro?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;O beco é sem saída e a luz no final do túnel parece não existir. Estamos doentes socialmente, construindo e esfacelando paulatinamente nossa sociedade. E o que fazemos? Esperamos tudo eclodir com o ódio e o chumbo oriundo dentro dos guetos dos grandes centros urbanos. Para os abastados, a saída é a porta do aeroporto ou pilotando seus próprios jatinhos. No entanto, para a esmagadora maioria dos brasileiros a realidade é bem mais crua e menos &lt;i&gt;hollywoodiana&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A barbárie nunca mostra seus dentes de uma só vez, sorrateiramente, ela sempre toma corpo diante do silêncio e da esquizofrenia de uma sociedade que somente pensa no seu mais medíocre auto-interesse. A construção da Alemanha nazista com o seu orgulho ferido não foi muito diferente deste quadro. A diferença óbvia é que não somos arianos, nossa história e preconceito são mais “socializáveis”. Não existe mais as bobagens recicladas a respeito de nosso brasileirismo “cordial”. Somente um grau de grande simplicidade ignóbil permite tamanha cordialidade. Projetamos cada vez mais seres destinados aos suicídios das massas, seja pela barbárie, seja pela autofagia. O Brasil precisa deixar de ser o autista país do futuro e se tornar definitivamente um realista país do presente. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3204639618998930556-5884884328442315723?l=educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/feeds/5884884328442315723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3204639618998930556&amp;postID=5884884328442315723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/5884884328442315723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3204639618998930556/posts/default/5884884328442315723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educacaoparaalemdabarbarie.blogspot.com/2007/09/construo-da-barbrie-e-nao-autista.html' title='A construção da barbárie e a nação autista'/><author><name>Wellington Fontes Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18269840110642938817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/SS-zOcZO5XI/AAAAAAAAAn4/OI2Oqe83ubk/S220/wfm_05_08_v2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8usOdprQu5s/RvIrbp6wtKI/AAAAAAAAAIU/wadxMtWFxS8/s72-c/dor-783359.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
